WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia





novembro 2026
D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  








Os inteligentes Burros do CACAU

Luiz Ferreira da Silva

Pesquisado aposentado da CEPLAC/CEPEC

luizferreira1937@gmail.com

O burro é um híbrido resultante do cruzamento do jumento com a égua ou do cavalo com a jumenta, com características de ambas as raças, notadamente rusticidade e pernas longas que lhe proporciona maior velocidade e adaptação a caminhos acidentados.

Como é sabido, a cacauicultura fora implantada em condições de relevo fortemente ondulados e até pedregosos, além de não dispor de infraestrutura viária, impossibilitando o transporte em veículos motorizados.

Por necessidade, o pioneiro recorreu ao burro por inteligência em mão dupla. Este, ajudando-o nas tarefas pesadas e aquele provendo-o de um bom capim colonião acrescido de colmos de cana e outros produtos da Natureza, incluindo a própria casaca do cacau.

Em seu trabalho árduo, ora subindo e descendo pelas ladeiras íngremes com os “caçoás” pesados de cacau mole, ora trotando pelas ruas levando as sementes beneficiadas aos armazéns de exportação, esse forte muar se destacou na lavoura cacaueira. E, ademais, outras cargas em suas jornadas cotidianas, inclusive nas cidades. Quem não se lembra dos areeiros do rio cachoeira, em Itabuna, com seus fortes muares carregando areias para as construções?

E dessa forma, passou a ser um instrumento agrícola importante, sem o qual milhares de cacauais não seriam viáveis nas áreas montanhosas de Morro Redondo, na serra das trempes, nos altos de Camacã, no vale rochoso do Almada, nos pendentes íngremes de Ubaitaba; tampouco nos solos encharcados dos grandes rios, Pardo e Jequitinhonha.

Vale a pena lembrar o jumento, também com função relevante no Nordeste. Luiz Gonzaga, assim descreveu seu incansável trabalho pelas terras secas e vegetação espinhenta, cantando:

Arrastou lenha, madeira, pedra, cal, cimento, tijolo, telha

Fez açude, estrada de rodagem,

Carregou água pra casa do homem

Fez a feira e serviu de montaria

Também o Padre Vieira que, em sua defesa, tentando conscientizar o homem valor daquele aparente frágil animal, alcunhou a frase – o jumento é nosso irmão, em gratidão ao seu trabalho em prol do homem do semiárido, tanto no meio rural, quanto no urbano, ora carregando os produtos agrícolas, ora os ancorotes de água para saciar a sede .da população.

Igual razão o burro do cacau, assim poderia ser considerado na região, pois como aquele dá o seu suor e nem sempre é recompensado.

Pois bem. É difícil entender a razão pela qual o homem xinga de burro referindo-se a falta de inteligência ou a um ato insensato de alguém, numa interpretação sem sentido e destituída de razão, denegrindo esses animais, tão úteis?!

Então, gente, sobretudo do Sul-da-Bahia, já é tempo do merecido reconhecimento ao “burro-animal”, pelo seu trabalho fundamental à lavoura cacaueira, eliminando-se, ademais, a pecha de “burro-acéfalo” dada pelo homem, injustamente. (In. Livro no prelo – “CACAU, BEM DA NATUREZA PARA PROVEITO DO HOMEM” – Luiz Ferreira & A. C. Moreau)

DECOLORES: VELHOS CARNAVAIS DE ILHÉUS

Por ser próxima a Rua Fonte da Cruz, onde resido até hoje, desde cedo frequento a Avenida Soares Lopes. Lembro-me perfeitamente de sua beleza exuberante, totalmente arborizada, com inúmeros canteiros no meio, sendo ornamentados por postes de bronze tipo colonial, sinalizando mão e contra mão.

No período carnavalesco, os Jipes e as camionetes, trafegavam pela Avenida, enfeitados de confetes e serpentinas.

Os foliões demonstravam total alegria, cantarolando a música da época: “O vovô ia a cavalo/ para visitar vovó/ o papai ia de bicicleta / ora vejam só/ Hoje tudo ta mudado/ ta mudado sim senhor/ pois eu tenho minha lambreta/ para ver o meu amor. Corre corre lambretinha/ pela estrada além/ corre corre lambretinha/ pra ver meu bem.

Toda orla era iluminada e decorada de adereços, para receber os foliões, blocos, escolas de samba, pirrôs e colombinas, batucadas e afoxés.

No período carnavalesco, costumava-se fazer homenagem ao então Prefeito Herval Soledade, em frente a sua residência , cantarolando aquela musiqueta: Herval é o maior/ Herval é que é o tal/ que coisa louca/ que coisa rara/ Herval não respeita a cara.

Ou então cantavam aquela marchinha: Viva Zé Pereira….. Diferente da letra original cantavam assim: Viva Sá Pereira/Viva o carnaval/ Viva Sá Pereira/ No cenário nacional.

Sá Pereira, era um homem ilustre que residia em nossa cidade, tratava-se de um ser humano caridoso, muito bom , que trabalhava em prol dos mais necessitados. Chegou fundar um Banco denominado Banco Sá Pereira. Além de emprestar dinheiro aos pobres, Sá Pereira cedeu vários patrimônios de sua propriedade. Era muito religioso,e sua assinatura era interessante, pois afirmava ser o 1º Servente da Virgem Santíssima. Certa época teve uma pequena divergência com o então Bispo Diocesano Dom Caetano, que chegou a lhe excomungar , contudo depois voltaram a

normalidade, por ordem do Vaticano. Ilhéus deve muitas homenagens a essa figura humana extraordinária.

Após as homenagens, o então saudoso Prefeito aparecia na janela, acenando para os carnavalescos, e a batucada de Torôco rufava os tambores, gritando: Viva Herval, Viva Ilhéus, Viva o carnaval.

Era tradição também ir aos Clubes e os bailes iniciavam exatamente às 22:00 horas e terminavam às 04:00 horas, o clube mais freqüentado pela elite da época era o Social de Ilhéus; O clube dos Bancários era dos intermediários e o Clube dos Comerciários era freqüentado pela classe comerciária. Tive o privilégio de freqüentar todos os clubes, inclusive o Clube Social do Pontal, embora gostasse mais dos Comerciários, pois o carnaval era mais alegre e participativo.

Quando terminava a noitada era hora de fazer o rango e como eu tinha pouca grana, íamos à Padaria Luso Brasileiro, saborear aquele pão comum bem quentinho com mortadela e manteiga, despachado pelo tradicional Seu Pereira, que nos dizia: “Que beleza, eu trabalhando e vocês dançando”.

Contudo quando a grana era gorda, íamos ao Restaurante Jangadeiro , de propriedade do Ministro da Educação Walter, que não aceitava nenhuma reclamação por parte do freguês. Certo dia, alguém pediu um filé a cavalo e o filé foi servido sem o ovo estrelado. Após a reclamação , o Ministro da educação aproximou-se da mesa e recolheu os pratos dizendo: “O meu filé sirvo da minha maneira, pode sair e não precisa pagar nada” e deu aquela baforada com seu cigarro mata rato.

Também era muito comum caminhar tranquilamente pelas ruas da cidade, na madrugada, muitos amigos moravam no pontal e tinham que aguardar a primeira lancha, outros moravam na Conquista ou no Malhado e aguardavam o horário dos primeiros coletivos. Eu e outros que residiam no centro, íamos para Avenida, contemplar nosso maravilhoso mar.

Após o carnaval, a cidade voltava sua normalidade, e a avenida passava a ser o palco da juventude e dos casais de namorados. Era bom demais,

quando marcávamos encontro com as namoradas na avenida, e íamos para o Cine Santa Clara. Depois do cinema era tradição desfilar com a namorada , de mãos dadas e lutar para conseguir aquele beijinho, e pontualmente àss 21:30 , era hora de deixar a namorada em casa, senão perdia a média com o pai da garota, pois o compromisso era muito sério.

Depois, era a vez de encontrar-se com os amigos para fazer farra no Bar Santa Clara , na Boate Lido, nos Búzios ou nos Velhos Marinheiros, ou visitar “as meninas” no Carneiro da Rocha ou na Rua do Dendê.

Hoje não temos aqueles carnavais de outrora, Herval , Seu Pereira e outros conhecidos, foram morar no céu, os clubes Bancários, Social do Pontal e os Comerciários não existem mais, as ruas estão desertas, a rua do Dendê e Carneiro da Rocha passaram a ser comerciais e residenciais, a Avenida encontra-se vazia sem os casais de namorados, pois a população teme ser assaltada .

Colaboração de Luiz Castro

Bacharel Administração de Empresa

Trabalho infantil é flagrado pela Defensoria no circuito do Carnaval de Salvador

A Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) flagrou uma criança em situação de trabalho infantil próximo ao circuito do Carnaval no Campo Grande neste sábado (2). A criança, de aproximadamente 14 anos, trabalhava com a venda de cachorro quente. Ele foi visto com uma faca para fazer cortes nos pães. “Fizemos um trabalho educativo e de intervenção e só saímos de lá quando conseguimos que o menino parasse de trabalhar e fosse acompanhado por um adulto”, afirmou a defensora pública Fabiana Miranda.   Na itinerância, a defensora registrou uma ambulante com uma criança de dois anos, em uma situação irregular. A defensora orientou os pais a levarem a criança para os centros de convivência montados pela Prefeitura de Salvador. Os centros são apropriados para acolher os filhos de vendedores ambulantes que trabalham durante o Carnaval. A mãe da criança afirmou a defensora que prefere que a criança fique com ela durante a folia.

SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO NO BAIRRO DO MALHADO – UM NOVO OLHAR CULTURAL.

Por Gustavo Kruschewsky

É sempre assim, o novo assusta! Se as mudanças das novas sinalizações horizontais, efetuadas recentemente no Bairro do Malhado na cidade de Ilhéus-Bahia, pelo Poder Público Municipal, estiverem tecnicamente indo de encontro às regras de trânsito, aí sim, é pertinente a devida reação e reclamação popular.

As pessoas, de um modo geral, não estão acostumadas com mudanças. É preciso resolver o problema para muitos tipos de veículos. Nesses traçados novos de sinalização horizontal, no histórico e simpático Bairro do Malhado, tem lugar para o trânsito de bicicleta, de cadeirante, de ônibus, caminhão, carro de passeio e área para estacionamento…O que falta mais? Ora, se o ônibus estacionar – no ponto da Litorânea Norte por exemplo – a bicicleta e o cadeirante esperam atrás e no sentido contrário a mesma coisa. Quando o ônibus continuar no seu trajeto o cadeirante e/ou o ciclista prosseguirão.

Não é fácil resolver o trânsito de tantos veículos na pista, considerando que bicicleta, cadeira de rodas e similares devem ser considerados VEÍCULOS DE PROPULSÃO HUMANA. Observe o que diz Cláudia Mara de Almeida Rabelo Viegas, no artigo de sua lavra intitulado “O princípio da supremacia do interesse público, uma visão crítica da sua devida conformação e aplicação”: Diz a articulista: “Vale trazer à baila a existência do princípio da supremacia do interesse público, o qual informa todo o direito administrativo direcionando as condutas dos agentes”.

Continua a articulista: “Ocorre que, no âmbito das relações sociais, vão surgir conflitos entre o interesse público e o interesse privado, de forma que, ocorrendo este conflito, há de prevalecer o interesse público, isto é, aquele que atende um maior número de pessoas. Essa é uma ideia defendida por ilustres autores, os quais sempre induziram os seus leitores a pensar desta forma, não possibilitando aos mesmos uma visão crítica acerca desse assunto. Diante disso vamos tentar demonstrar que o princípio da supremacia do interesse público é de extrema importância no Direito, todavia, a sua aplicação deve ser limitada, uma vez que os direitos individuais também clamam pela sua observância”.

Nessa toada, verifica-se que essa nova SINALIZAÇÃO HORIZONTAL OSTENSIVA que se tem agora no Malhado, caracteriza-se um raiar ou despontar de TRÂNSITO SOLIDÁRIO. Solidariedade é o que falta em muita gente nos dias atuais. Vamos esperar e torcer e contribuir para que essa implantação de nova sinalização possibilite segurança “viária” para motoristas e pedestres e que sejam evitados acidentes diários. É sem dúvida uma nova visão cultural. Parabéns à Administração pública do Município de Ilhéus.

Um alerta: Andando devagar nas pistas todos irão e voltarão ilesos e em paz para os seus lares ou outros destinos. Vale dizer que em muitos países, a exemplo dos USA, os motoristas não podem passar de 25 a 30 km por hora em vias públicas urbanas movimentadas. Portanto, vamos conduzir qualquer tipo de veículo com bastante prudência para se evitar acidentes que podem ser fatais.

A foto abaixo apenas exemplificando, dentre tantas outras que estão postadas na time line – – página do facebook deste articulista – Gustavo Kruschewsky, são de sinalização horizontal de trânsito de via urbana de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, que recebeu premiação internacional.

DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE ESPECIAL.

1) OS CARNAVAIS DE ILHÉUS HÁ 80 ANOS ATRÁS.

2) JOSÉ LEITE NO CARNAVAL.

3) HOMENAGEM A UM GRANDE FOLIÃO.

4) DA SERIE: EU ERA ASSIM, FIQUEI ASSIM.

5) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »

ILHÉUS: TRÂNSITO SERÁ ALTERADO EM ALGUNS TRECHOS DURANTE O FERIADÃO DE CARNAVAL

A Prefeitura de Ilhéus, por meio da Superintendência Municipal de Trânsito e Mobilidade (Sutram), inicia nesta sexta feira (1º), a partir das 15 horas, a Operação Carnaval, com alterações em algumas avenidas da cidade. As mudanças são necessárias por conta do intenso fluxo de veículos durante o feriadão e prosseguem até a quarta-feira de cinzas (6).

Segundo o chefe de Operações da Sutram, Clovis Junior, nos dias de chegada dos visitantes (sexta e sábado), haverá intervenção no entorno do terminal rodoviário, onde serão colocados cones e barreiras para evitar conflito entre os veículos que seguem para a Avenida Itabuna e a Avenida Esperança.

Nestes dias, serão proibidos os acessos à Avenida Princesa Isabel para quem vem da Avenida Itabuna no sentido rodovia; à Avenida Ubaitaba para quem trafega na Avenida Itabuna em direção ao centro da cidade e à ladeira do Canecão.

No final do feriadão (terça e quarta), os agentes de trânsito possibilitarão o acesso direto à Avenida Princesa Isabel para quem trafega na ponte Lomanto Júnior em direção a Itabuna. A Rua Barão do Rio Branco, no Pontal, terá sentido único, obrigando os veículos que trafegam no sentido zona sul X centro seguirem para a Rua 13 de Maio.

Também nestes dias, será modificado o trânsito no trecho de acesso ao bairro Teotônio Vilela. Quem trafega no sentido Itabuna deve pegar o leve desvio à direita, e quem se dirige ao Vilela deve aguardar no centro da pista e aguardar o momento de seguir.

Samu de Ilhéus promove campanha de Carnaval para aumentar doações de sangue

POR SECOM

Ampliar as doações de sangue no período de Carnaval, esse é o intuito da campanha para captação de doadores. A ação é realizada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) de Ilhéus, através dos profissionais que integram o Núcleo de Educação Permanente, nesta sexta-feira (1). As doações de sangue regulares são indispensáveis para que centenas de atendimentos de urgência, emergência e eletivos sejam realizados principalmente no período do carnaval.

A campanha, segundo os organizadores, visa ainda prevenir acidentes de trânsito durante o período de carnaval. As equipes vão atuar nos cruzamentos, semáforos, centro e nos locais mais movimentados da cidade. Segundo informou o enfermeiro do SAMU, Denis Dias, “as orientações educativas serão repassadas para todos os condutores que estiverem trafegando com seus veículos nesses pontos, informando sobre os cuidados no trânsito e a importância da doação sangue”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que de 3 a 5% da população de um país deve ser doadora. No Brasil, o percentual de doadores está em torno de 1,9%, muito abaixo do que é considerado ideal. O Estado da Bahia opera com cerca de 1,4% de voluntários. Os doadores deverão se dirigir ao Banco de Sangue de Ilhéus que funciona de segunda a sexta das 7 às 17 horas e sábado das 8 às 12 horas, no anexo da Santa Casa de Misericórdia, na ladeira da Rua do Café, no centro.

 

Ilhéus divulga programação do carnaval espontâneo na Avenida Soares Lopes

Neste fim de semana de carnaval (2 e 3 de março), a Avenida Soares Lopes será ocupada de forma espontânea por foliões. Blocos afros, mini trio com bandas locais, grupos mascarados serão os ingredientes da festa popular realizada pela comunidade com o apoio da Prefeitura de Ilhéus. Os blocos previamente cadastrados pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult) irão desfilar a partir das 15 horas encerrando às 22 horas.

A programação conta com uma diversidade de ritmos. No sábado (2), desfilam os blocos Thyaguetes, Explosão na folia, Os Travestidos, Ache graça Quem Quiser e Super Poderosas. O bloco “Levada Afro”, com o tema “Resistência Cultural – Música, Dança e Ancestralidade”, será no domingo, (3), às 20 horas com a participação dos grupos afros Dilazenze, Rastafiry, Zambi-Axé, Minikongo, Yorubá, Levada da Capoeira, além das tradicionais baianas dos principais terreiros de candomblé da cidade. Ainda no domingo, os blocos “20 comer” e “As Kretinas” arrastam os foliões na avenida.

A Prefeitura vai garantir serviços de segurança, através da Guarda Municipal em parceria com as Polícias Militar e Civil da Bahia, de trânsito e assistência à saúde, com a disponibilização de ambulâncias na avenida. O circuito será fechado da Praça Dom Eduardo até o Cinema Santa Clara, para a entrada dos blocos e mini trio.

Já o acesso do público será pelas ruas transversais da avenida, nesse trecho. Para coibir a violência, policiais, guardas municipais e bombeiros irão atuar em conjunto na base de segurança montada na Biblioteca Municipal, localizada na Praça Castro Alves. O trafego de veículos durante o evento em toda essa área estará suspenso. Outra informação importante é que haverá barraquinhas para comercialização de alimentos e bebidas na extensão da folia.

POR SECOM

 

PSICOMUNDO <> AUSÊNCIA DE DESVELO NO ATENDIMENTO PÚBLICO <>

Não há quem nunca tenha feito, ou pelo menos ouvido, comentários como este: “hoje, quando fui tratar de meu processo, resolver assuntos de documentos importantes, tive a sorte de encontrar um funcionário ótimo, atencioso, paciente, educado e prestativo”. Ou: “aquela funcionária deveria ser elogiada pela delicadeza com que trata as partes”! Com a existência de várias repartições públicas em nossa cidade, o certo, entretanto, seria considerar-se natural esse procedimento e só o oposto, por sua raridade, merecer comentários.

Por exemplo, ficar numa fila para reconhecer a firma de uma pessoa, recebendo uma senha de quantidade limitada para esse atendimento, realmente merece uma boa reflexão buscando uma fórmula para estabelecer um bom atendimento. Torna-se um grande inconveniente quando se encontra numa dessas filas, pessoas idosas, senhoras grávidas, deficientes físicos de todas as necessidades básicas, e muitas vezes são criaturas esquecidas, e surge uma necessidade prioritária originada da boa formação educacional de nossa sociedade solidaria e humana, dando-lhes de modo espontâneo o seu lugar no atendimento.

Não é isso que está acontecendo no atendimento do cadastramento biométrico em nossa cidade e existe a importante necessidade da Justiça Eleitoral, verificar se realmente existe alguma irregularidade nos atendimentos, principalmente com os idosos. Pessoas mal humoradas e levando seus problemas particulares estão desenvolvendo suas atividades sem manter o rigor da solidariedade humana. Não é favor nenhum darmos a quem procura uma repartição pública um tratamento cortês que retrate a imagem do Órgão a que pertencemos e executamos nossas atividades profissionais.

É fácil, pois, compreender a irritação de alguém que, após aguardar em pé numa longa fila sua vez de ser atendido, se sente muitas vezes desrespeitado ao ouvir a informação seca e impaciente do funcionário que o atende: “volte amanhã ou daqui a alguns dias”! Faltam adicionar um sorriso, uma palavra amável e maiores explicações aos esclarecimentos que prestamos, e estamos ali para isso, respeitar e atender bem ao público. Nada custa dar a impressão de que o mais importante para nós, naquele momento, é resolver o problema de quem nos procura.

Assim procedendo, não estaremos apenas zelando pelo interesse do próximo, ou mesmo ajudando o nosso semelhante, mas, ao mesmo tempo, elevando o conceito da repartição em que trabalhamos e, conseguintemente, o status profissional de cada um de nós. Para não falar, também, de nosso aperfeiçoamento como pessoa humana. A educação mostra o grau de conhecimento da cultura do servidor público observada pelo lado humanitário. É um gesto determinante que marca para sempre, e onde quer que esteja a pessoa que atendeu com carinho e presteza, pois a primeira impressão é a marca que registra esse entrelaçamento de importante encontro social e humano.

Resumindo a razão da essência dessas ações de entrelaçamentos entre as pessoas, vale preservar a organização educacional e cultural do nosso País. Todos os habitantes de um País são chamados a colaborar, quer diretamente, quando ocupamos um cargo, seja qual for, na administração pública, quer na condição de mais um dos que, pelo pagamento de impostos e taxas, contribuem, igualmente, para o desenvolvimento da Nação Brasileira. PENSEM NISSO!!!

Eduardo Afonso – Ilhéus-Bahia

Revista em quadrinhos aborda gênero, sexualidade e violência de gênero do ponto de vista do público LGBTI

Da esq. para a dir., Saulo, Fernanda e Gabriel: quadrinhos para conscientizar
Crédito foto: Gustavo Johann Lunkes

Um dos projetos apoiados pelo edital UFSB: Lugar de Cultura, a revista Gênero(s) e(m) silenciamentos: A violência nossa de cada dia, de autoria da professora Fernanda Lunkes (UFSB) e dos estudantes Saulo Carneiro (UFSB) e Gabriel Onasses (UESC) já está concluída. A obra aborda questões de gênero, sexualidade e violência sob a perspectiva de pessoas LGBTI+, e pretende sensibilizar o público leitor acerca das muitas violências às quais alguns grupos e sujeitos estão submetidos cotidianamente. A revista, que foi concluída em janeiro, é um dos resultados do projeto de pesquisa O discurso sobre gênero na mídia: efeitos de produções de evidências e processos de silenciamento, no qual Saulo foi orientado pela professora Fernanda no programa de Iniciação Científica (PIBIC).

Para Fernanda, o quadrinho representa “uma das possibilidades de trabalho e reflexão imprescindíveis no campo da educação. A Universidade e a escola não podem se eximir de questões sensíveis, urgentes, sobretudo em um cenário de recrudescimento de discursos de ódio, e que demandam reflexões e diferentes frentes de luta no combate à naturalização da violência de gênero. A ideia do quadrinho nasceu para a produção de uma oficina voltada a estudantes do ensino médio, mas graças ao apoio e auxílio da UFSB surgiu a possibilidade de impressão e ampla divulgação. Fica nossa expectativa de que a leitura produza uma sensibilização frente às relações cotidianas.”

Saulo afirma que “o que iria ser somente um material educativo para uma oficina sobre gênero, acabou tomando proporções que eu não imaginava. Foi um desafio, que valeu muito à pena”. O intuito era empregar uma forma acessível de destacar as falas preconceituosas que circulam no cotidiano: “A escolha do suporte da revista em quadrinhos se deu durante a preparação para uma oficina sobre gênero para o Complexo Integrado de Educação. Precisávamos explicar para os/as alunos/as o funcionamento do discurso homolesbotransfóbico, e tivemos a ideia de fazer uma tirinha para facilitar. Contudo, a ideia teve diversos desdobramentos”, conta o estudante. Ele convidou o amigo Gabriel, que é desenhista, e juntos desenvolveram a revista, por acreditar que seria um suporte que possibilitaria o diálogo sobre as diversas questões de gênero e violência que desejavam abordar.

Com o fomento conquistado no edital UFSB Lugar de Cultura em 2018, os autores puderam imprimir 120 exemplares físicos, já distribuídos para todos os campi da UFSB, Colégios Universitários e Complexos Integrados de Educação, colégios da rede pública, instituições e grupos ligado à causa LGBTI+, além de outras instituições de ensino superior e médio de todo o país: UESC, IFBA Uruçuca, Casa 1 – SP, Casa de cultura Jonas e Pilar, UFPE, Manifesta LGBT+ – Amazonas, colégios da rede municipal, IFPR, Coletivos LGBTI+ Amplitude, GRIETAS/UFSB). A HQ também estará disponível gratuitamente na plataforma Tapas (https://tapas.io/episode/1290930) e no acervo bibliográfico físico e virtual (http://acervo.ufsb.edu.br) da universidade.

O GANHO DO DINHEIRO

Por Gustavo Kruschewsky

Existem várias maneiras de se ganhar dinheiro nos dias atuais.  Na aposta em jogo, doação, ilegalmente e laborando. Algumas pessoas afirmam que imprecando a Deus, com fé, consegue-se reverter o quadro e resolver problemas financeiros, aliás isso é o que se vê em muitas agremiações rotuladas de religiosas que se utilizam dos “fieis” – através de várias estratégias – a fim de armazenar grandes fortunas em bens materiais.

A falta de dinheiro é um dos maiores males da atualidade, proporciona limitações severas na liberdade do ser humano, surgem enfermidades. Os mais fortes resistem mais ao enlanguescimento. O humor malogra-se, ou seja, vai para as cucuias. Muitas vezes este tipo de situação leva à prática de ações delituosas de toda a espécie em pessoas que tem tendências. O desespero se instala no espírito da pessoa que tem tendência ao exercício do crime e se junta a grupos com o mesmo sentimento de armazenar fortunas ilegalmente a todo custo. O indivíduo pode virar bicho, porque perde a tão falada – e para ele utópica – cidadania prevista em estatutos, leis orgânicas e constituições de Estado e Federal.

É doloroso ver o filho fora da escola. Ver exaurir o crédito na mercearia. Faltar o recurso para pagar o aluguel e as taxas cobradas de uso do imóvel. Não ter dinheiro para comprar roupa e calçado. Faltar a grana para pagar a condução. Inexistir o poder de compra do remédio para ser restabelecido de uma doença. Pior ainda, não se ter acesso a uma assistência médica decente. E o desemprego continuando e se alastrando no país, apesar de informações jornalísticas apontarem que este fato de natureza moral, social e política está diminuindo.

No tocante à sorte em jogo, as loterias federais e o jogo do bicho são alguns meios de esperança posto ao alcance de todos, para tentar ganhar algum dinheiro ou até mesmo ficar rico para o resto da vida.

Ora, para tentar a sorte é necessário ter dinheiro. É um perigo. O efeito pode ser contrário. Existem pessoas que gastam fortunas com o jogo e só perdem dinheiro. Portanto, quem não tem dinheiro perderá a oportunidade de ganhar dinheiro apostando na sorte.

A segunda hipótese é receber dinheiro por doação. Normalmente, o dinheiro doado por alguém a outrem tem prazo determinado e certos limites. Por exemplo: A pensão alimentícia fática ou legal, que não deixa de ser uma doação, retira a liberdade de quem a recebe. A não observância de certas regras previstas em lei pode ocasionar a perda do pensionamento. Outro exemplo é o programa Bolsa Família, criado pelo governo federal, só leva ao estímulo da ociosidade e faz cercear a capacidade de muita gente de se desenvolver e trabalhar, porque falta emprego. É o próprio governo isentando-se da responsabilidade de proporcionar condições a diferentes empresas de serem instaladas nas cidades a fim de gerar empregos para a população, onde o governo deve reduzir as absurdas taxas e impostos que os empresários – mormente os mais fracos – tem de pagá-los acrescidos à política dos excessivos direitos trabalhistas a exemplo do trabalhador urbano. É preciso, pelo menos, uma revisão na Carta Magna. A falta de emprego para milhões de pessoas é prejuízo também para o próprio Estado que diminui a sua arrecadação que será empregada em benefício da própria população.

Ganho de dinheiro ilegal, é a pior forma de obtê-lo e está sendo desde priscas eras a mais comum hoje no Brasil. Tem pessoas que tem inclinação e o desígnio de ganhar dinheiro agindo através de roubo, furto, assalto a banco, sequestro e sequestro relâmpago. Existem pessoas que exercem funções públicas, obviamente, que não são todas, com o escopo apenas de corromper. Subtraem dinheiro dos cofres públicos e/ou exigem propinas e percentuais de empreiteiras e de fornecedores, através de compras feitas para órgãos públicos que “dirigem”. As próprias pessoas de bem, a polícia e a justiça devem tomar providências severas para que estes tipos de pessoas sejam punidas. HOJE, A EXEMPLO DA OPERAÇÃO LAVA JATO, os infratores estão sendo penalizados. Vale dizer que quem paga propina (corruptor passivo) também está cometendo este tipo de delito.

Logo, todas estas formas citadas de se ganhar dinheiro são possíveis no Brasil. Mas, o modelo sonhado por todos, verdadeiramente o mais seguro e que garante uma maior segurança emocional vem se tornando cada vez mais difícil, é o ganho do dinheiro com o trabalho fruto do emprego.

Fatos comprovam que muitas pessoas ativas e do bem nos municípios do Brasil estão desempregadas. O ser humano desempregado fica com a alma desencantada. O estado do indivíduo sem trabalho remunerado caracteriza o vilipêndio, verdadeiro desprezo ao próximo. É uma humilhação. Só o emprego fará renascer, na alma da pessoa que estava desempregada, o encantamento e o sentimento verdadeiro de se ver como uma pessoa legítima, ou seja, que recebe o dinheiro genuíno, que vem de fonte original, fruto puro do seu próprio trabalho, e que será recompensada com a devida aposentadoria – depois de alcançar a idade – pré-estabelecida pela legislação previdenciária.

Humberto Maturana assim se expressou: “Se não vemos o outro como o outro legítimo, não nos importamos, esse é o nosso problema. Não vemos, não expandimos nossa visão, agimos colocando fronteiras”.

 

Meio Ambiente cadastra ONG’s Ambientais para ocuparem vagas no Condema

Por secom

As Organizações Não Governamentais (ONGs) da área ambiental que estão instaladas ou atuam em Ilhéus tem até o próximo dia 8 de março para se cadastrarem junto à Superintendência do Meio Ambiente (Sema). O cadastramento é uma exigência legal a todas as ONGs interessadas em compor o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema). A Sema é um órgão ligado à Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável (Sepandes).

São três vagas para as organizações ambientalistas no Condema, e por força da lei todos os integrantes do conselho devem estar cadastrados. Como ainda restam essas três vagas, a Sema está alertando para o prazo de cadastramento. Mesmo as ONGs que não integram o Condema precisam se cadastrar, para garantir uma vaga com a troca de representação, realizada a cada dois anos.

As ONGs interessadas devem procurar a sede Sema, localizada na praça Antônio Viana, 149, Cidade Nova, de segunda à sexta-feira, das 12 às 18 horas, apresentando os documentos exigidos para o cadastro: estatuto registrado, constando o objetivo da ONG; ata da eleição da última diretoria devidamente registrada; inscrição no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas do Ministério da Fazenda (CNPJ/MF) e alvará de localização do Município de Ilhéus.

Outra opção é solicitar o formulário de cadastro para o endereço eletrônico (e-mail) institucional do órgão: sema@ilheus.ba.gov.br Após preenchido, o formulário deve ser encaminhado por e-mail, acompanhado das cópias dos documentos. Além de estarem próximas das comunidades e seus problemas, as ONG’s atuam na fiscalização dos órgãos competentes nas questões que envolvem a Meio Ambiente.

 





















WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia