SERVIDOR PÚBLICO, BANDIDO OU MOCINHO?

Luiz Ferreira da Silva

Funcionário da  Antiga CEPLAC, 1963-1992.

 

LUIZ FERREIRA

Esquece a Sociedade Brasileira da valorosa labuta de quem a serve, diferentemente do trabalhador da iniciativa privada que satisfaz a um segmento. Àqueles tem o compromisso com um patrão maior, o país. Ser funcionário público é um sacerdócio, pois. Deve ser bem selecionado, exigido e bem pago. E existem segmentos neste diapasão.

Situemo-nos no hoje, em que o SPF foi sucateado pelo desastre da administração petista, privilegiando o compadrio ao invés da meritocracia. Isso, sim, é crime com o povo que paga os seus impostos. Esses apadrinhados não nos merecem.

Acresce-se o caos em que se encontra o país. Neste contexto, surge a mídia esculachando o servidor público, numa revolta ao reajuste proporcionado pelo governo. É meter o pau sem raciocinar.

Ora, 95% estão tendo um mísero aumento (?) quem nem cobre a inflação: 21% em 4 anos ou 10,5% em 2 anos. E, isso, a partir de agosto, ao invés  de janeiro de 2016.

Entretanto, não se pode encobrir, os 5% que estão por cima da carne seca, sobretudo os políticos e juizes que, além de percentuais maiores, possuem bônus descabidos, a exemplo do imoral adicional de auxílio moradia. Ademais, não trabalham na magnitude dos seus contra cheques e possuem férias dobradas.

O que a Sociedade deve exigir, ao invés da omissão ou ficar xingando os maus atendimentos, é um retorno eficaz de seus impostos, através de uma prestação de serviços de pessoas qualificadas e comprometidas com o seu trabalho de bem servir ao seu país. Ou seja, o bom serviço público!