SOS CACAUICULTURA
Luiz Ferreira da Silva
Pesquisador da CEPLAC/Solos, aposentado.
luizferreira1937@gmail.com
O nosso livro- TRIBUTO À ANTIGA CEPLAC. INSTITUIÇÃO AGRÍCOLA ÚNICA – é apenas um elo da cadeia CACAU. Não basta a sua revitalização que deve ser vista globalmente; entendendo – se a planta, quem labuta com a terra e quem dá suporte técnico. Ou seja: O CACAUEIRO, O CACAUICULTOR E A CEPLAC.
Neste contexto, a solução financeira do produtor de cacau vem em primeiro lugar, condição fundamental à sobrevivência da Cacauicultura, pois sem a capitalização dos Cacauicultores, o cacaueiro pode entrar na lista de espécies em vias de extinção como o jacarandá ou o mico leão dourado. E a CEPLAC, seguir o mesmo caminho. AMBOS À REBOQUE.
Portanto, se o Brasil deseja ter chocolate, auferir dólares e distribuir rendas tem que imediatamente implantar um programa amplo em atendimento a esse tripé, sobretudo aos seus requerimentos financeiros. Afora isso, são remendos políticos que se rasgam constantemente.
E o país tem uma dívida com os produtores de cacau, sejam pelo trabalho dos pioneiros e posteriores abnegados empreendedores e, principalmente, pelos muitos anos de manutenção da lavoura cacaueira a expensas de uma taxa contributiva. A Cacauicultura tem que ser vista como Patrimônio Nacional e deve ser “tombada” em termos pragmáticos.
E haveria recursos para se injetar nesta lavoura, que gira em torno de 1 bilhão de reais, como estimativa? Ora, o Brasil gastou 3 bilhões para “comprar” 17 medalhas olímpicas, numa festa-fantasia, possivelmente enriquecendo a muitos, como sói acontecer em eventos comandados pelo governo. Vamos aguardar a Lava Jato.
Mas, muitos me perguntarão:
– quem vai pegar essa bandeira de reconstruir a lavoura cacaueira nesta visão global?
– Quem é o macho, na acepção da palavra, que vai entrar nessa de solucionar a descapitalização da Região?
– Seriam os Vereadores, os Deputados, os Senadores, os Governadores das regiões cacaueiras? Qual o interesse deles? O que fizeram até então?
– Políticos regionais e até oriundos da própria CEPLAC, omissos e até algozes?
– Os atuais dirigentes da CEPLAC? Que força tem ante à submissão política pelos seus cargos?
– O MAPA, Ministério de segunda categoria?
Não. Nenhum deles. Só o povo seria capaz.
- E quem é esse povo? – OS CACAUICULTORES.
Cabe-lhes e só a eles resolverem a questão. Se o MST sem objetivo que não seja o tumulto e com um bando de radicais bota o bloco na rua, fecha estradas, depreda repartições públicas e peita governadores, porque legítimos agricultores que geram riquezas não são capazes de virar “povo nas ruas”?
Os políticos falharam. Poderiam ser bons intermediários, mas a história registra a sua incapacidade.
Os intermediários dos Cacauicultores são as suas associações sob a ARTICULAÇÃO da FAEB, que teria a condição de levar a bola à cesta, via CNA, com seu poder formal e acesso ao Governo, munido de documentação contundente e irrefutável, diferentemente das conversas fiadas que só denigrem a região do cacau e seus produtores.
É preciso que líderes, como Paulo Cortizo Falcon e Carlinhos Macedo, dentre outros eficientes empreendedores, ajuízem a essas organizações, em cujo contexto deve estar os Sindicatos Rurais, evitando dispersão de esforços e lampejos de vaidade, que tem sido a tônica regional, não havendo mais lugar para isso.
EM SÍNTESE, A SOLUÇÃO TEM QUE SER GLOBAL E URGENTE.
























































Parabéns amigo Luiz, você é outros ceplaqueanos abnegados, deram um verdadeiro exemplo de amor pela causa de recuperação da nossa grande CEPLAC. Infelizmente, as nossas lideranças(?) política, não tiveram hombridade para assumir a defesa de um Órgão que tanto fez pelas regiões cacaueiras brasileiras, deixando-as ao léu da sorte
Não poderia ser diferente. Somos gratos à Ceplac, ao cacau e à região.