A população de Ilhéus precisa acordar desses trágicos e pavorosos sistemas políticos desajustados, e procurar sair desse sono cheio de inércia para viver a plenitude da sua coragem de defender o seu País e obrigar aos inconsequentes algozes que estão destruindo-a, e obrigá-los a desocupar esse espaço demolidor criado de forma desairosa. Eleição é assunto com coisas sérias e são quatro anos de delegações que poderão trazer alegrias ou desarmonias dentro de uma comunidade.

O eleitor precisa voltar ao passado e fazer uma analise das ações políticas realizadas na cidade de Ilhéus, verificando se os nossos administradores trouxeram benefícios aos seus munícipes. Com todo respeito aos postulantes dos cargos públicos, os eleitores necessitam verificar a conduta social e a cultura dos candidatos. Temos que ponderar, porque verificar um cidadão assumindo um cargo de tão relevância, a exemplo de prefeito, vereador; e o candidato eleito não saiba escrever corretamente nem um bilhete! Como escreverá um projeto de obras e serviços para a sua cidade, em que seja necessária a concretização de assuntos ligados à saúde, educação, trabalho e saneamento básico, pelos menos?

Há muitos anos a nossa população não ouve ou ver a prefeitura anunciar alguma obra de grande vulto concluída com recursos próprios. São cobrados impostos e não observamos a transparência na informação aonde foram investidos. E os prejudicados somos nós mesmos, porque a maioria dos nossos políticos, principalmente, os vereadores nem sempre estão preocupados com o bem-estar social, querem apenas o poder de aparecer nas colunas sociais, se locupletarem, agindo como os mocinhos da corte, sem nenhum propósito de ver nossa cidade com dinamismo e prosperidade.

Em defesa dos interesses da sua cidade e reconhecendo os seus deveres e direitos, os munícipes têm a obrigação de conhecer o Artigo 31 da Constituição Brasileira que dispõe sobre a fiscalização do município a ser exercida pela Câmara Municipal da forma da Lei. O que existe é uma omissão de responsabilidade deixando que a desordenada farra com erário público provoque desajustes orçamentários e nada vai acontecer que traga a força do trabalho com serviços de obras e programas sociais em benefício da população.

Então faz de conta que em nossa cidade quem administra e manda é o poder executivo; faz de conta que existem várias secretarias bem organizada; faz de conta que as secretarias têm vários prepostos devidamente remunerados para executarem os serviços básicos e necessários para que a sua comunidade e associações de classes se sintam bem; faz de conta que em todo perímetro urbano, bairros e distritos estão sempre recebendo todas as assistências necessárias para o seu desenvolvimento; faz de conta que na cidade, nos bairros e distritos existe pleno atendimento médico ambulatorial e nos postos é encontrada grande quantidade remédios gratuitamente oferecidos pelo governo; faz de conta que tudo que foi escrito é uma eterna quimera transformada em metáfora, coisas escritas apenas para chamar a atenção das pessoas de bem que ainda residem e querem ver tudo aqui na mais perfeita ordem. Finalmente faz de conta que eu não existo e não existindo, eles é que estão certos.

Se o mundo fosse uma brincadeira de faz-de-conta faríamos de conta que tudo que acontece em toda a nossa Nação Brasileira é sempre bonito! Todos têm que admitir que sempre sejamos enganados. Assim vamos fazendo de conta que está tudo bem. E chega um dia onde não encontramos mais saída. E a gente se aborrece e vai ficar sentindo que estamos perdidos mesmo quando queremos fazer de conta que não. Entretanto, apesar de muitas proibições e Leis que os homens são obrigados a cumprir, ainda temos a liberdade de escolha. Somos nós quem escolheu os nossos representantes nas comunidades e associações, por exemplo, e com os políticos jamais foi diferente. Somos adultos e donos da nossa vida, das nossas vontades, embora intimamente sintamos a necessidade de pedir que alguém decida por nós para nos livrar do peso da responsabilidade da escolha. É preciso enfrentar a realidade, mesmo que doa; é preciso ter a coragem de tomar uma decisão e fazer escolhas, mesmo se daqui a muitos anos percebamos que nos enganamos de caminhos num erro de percurso!

Todos precisam ser fortes e assumirem a máscara do faz-de-conta e viverem de cara lavadas, mesmo se no momento não for o melhor que possamos apresentar ao mundo. Com o tempo haveremos de aprender que tudo fica mais fácil, buscando um alívio e assumindo todos nossos atos de insensatez e a falta de possuir um poder crítico sobre nós mesmos. Não se pergunte o que vai fazer depois: aprenda com seus erros e dê o melhor de si. Dê a você mesmo uma chance de ser feliz, porque ninguém vai fazer isso por você!  Aprenda a gostar de si próprio, e se você não gostar do que é, sentirá muita falta quando for enfrentar as tarefas do seu dia a dia para buscar de volta o seu ideal tragicamente perdido com o passar do tempo. Juízo meus amigos ilheenses brasileiros. Nunca deixe de exercitar a busca dos seus padrões ideológicos, você faz parte de tudo que se passa no mundo e merece ser feliz, basta gostar de si próprio, da sua família, do seu trabalho, da sua honra e a sua comunidade o respeitará somente ao vê-lo sorrindo em paz com a sua própria consciência. PENSE NISSO!!!

Eduardo Afonso – Ilhéus-Bahia

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