Valeu Marcos Gois parabens para nosso AeroClube. Eu pensava que o Aeroclube de Ilheus nao mais existia! Fiquei satisfeito em ver o video e nele tambem vi o nosso amigo e colega Walquirio, sei que tem o dedo do Walquirio neste Clube. Voces estao de parabens.
Ok! Vamos relembrar o Aeroclube de Ilhéus! O Walquírio (Sargento da Aeronáutica naquela época) é uma figura que deve sempre ser lembrada pela colaboração que sempre deu ao AI.
Vamos às recordações. Quem não se lembra de Nôca (Antenor Andrade Reis), piloto com grande experiência na Líder Aviação, o melhor instrutor de aviação que eu conheci, com aquela conversa mansa e e aquele absoluto controle do manche, quer fosse no Paulistinha PP-GVL, no seu Cessna 172, numa arabaca Cessna 170 que Martin Santiago (depois comandante na Vasp) carregava mariscos para Salvador. Martin, mesmo naquela época, já era um piloto experiente, tinha Comercial e já voara para o Ministério da Saúde.
De Tio Abelardo, desmontando e remontando aquele bocado de avião velho que aparecia por lá, com uma perícia digna de nota. De seu filho, Nelson, um excelente piloto; tanto que ele muitas vezes voava como instrutor (eu mesmo já fui lá prás alturas fazer “renversement” com Nelson no PP-GVL).
De Lito e sua Vemaguet, com aqueles olhos verdes e riso permanente, que voava o Cessna 172 de Nôca. Bom papo, sempre alegre, educado.
Daquela turma de bate-papo de hangar, cada qual querendo contar a vantagem maior (piloto e pescador, já viu né!). Faziam parte Natanael Trajano da Costa e suas fanfarronadas sexuais (foi Trajano que deu todo o suporte a Nilson Bocage e, praticamente, o tornou um profissional da aviação), Dr. Oscar Jesuíno (que de vez em quando tomava umas broncas de Nôca, quando este ia lhe dar instrução, e ficava puto de raiva), o mecânico Vicente, de Itabuna, e suas piadas, aquele rapaz da Tyresoles de Itabuna, cujo nome me esqueci (a idade é uma merda), um outro, também de Itabuna, que tinha um Beech Bonanza, Antonio Brito, de Itabuna, que tinha um Paulistinha branco, seu irmão Josuelito Brito (que tinha um medo retado de fazer “parafusos” com Nôca), Chico Manicaca (que figura!), Nilson Bocage (foi eu que o levei para o Aeroclube), que acabou se tornando comandante, depois de voar uma década no Xingu de Manoel Chaves, Wanderley (velho Panda), grande piloto que fez durante muito tempo táxi aéreo no litoral, Fernando Minervino e seu Cherokee, o agrônomo Lauro Monteiro Sobral (foi ele que me convenceu a entrar no Aeroclube), um rádio-telegrafista da Sadia, que, também, acabou se tornando comandante, o grande piloto Benedito, de Canavieiras (um dos maiores que conheci – a última vez que eu o encontrei ele era instrutor na Abaeté), Amândio e seu PT-CQJ, Washington Setenta (Ota), que depois foi fazer curso nos Estados Unidos.
Foram incontáveis tardes de sábado, quando ficávamos olhando o Viscount da Vasp, O Dart Herald da Sadia e o Avro da Varig pousar e decolar, muitas vezes com aquele vento de través brabo e o avião todo de lado, caranguejando, voando rente à pista, para lá no fimzinho dar uma “puxada” e subir abruptamente.
Houve uma época em que também lá estiveram o Comandante Natividade, e seu Beech B, com leme duplo, e o Comandante Olavo, com seu T6, ambos fazendo levantamento aerofotogramétrico na região.
Nunca me esquecerei de uma vez em que eu estava na perna do vento e, sem querer, acabei cortando a proa de um Dart Herald, que estava na aproximação; ocorre que o tempo estava nublado, cheio de nuvens, e o Dart era branco, de tal maneira que não dava para distinguí-lo, já que sua aproximação era longa; assim, quando eu entrei na reta final e já estava próximo da pista, só ouvi o ruidão dos dois turbo-hélices passar por cima do PP-GVL. O comandante do Dart ficou muito retado, pois teve que arremeter, e foi registrar queixa no DAC. Mas, tudo ficou resolvido sem maiores consequências.
Bem, a memória falha, de forma que eu devo ter olvidado alguns personagens daquela época.
Mas, sinceramente, eu tenho muita saudade daqueles bons tempos do Aeroclube de Ilhéus. Espero que ele consiga completar seu centenário.
Passados tantos anos fiquei muito contente e feliz ao encontra alguém que ainda se lembre tão bem dos anos 70 e do meu querido pai, o Comandante Natividade. Naquela época na verdade meu pai voava um Lockheed 12A e não um Beech e o Comandante Olavo um BT-13. Ambas aeronaves da empresa do meu falecido pai a Aerofoto Natividade. A confusão do autor é perfeitamente compreensível porque as aeronaves eram realmente muito semelhantes.
Prezado Ruy, cheguei no seu contato fazendo buscas na internet atrás de informações sobre fotografias aéreas do litoral sul de São Paulo. Descobri que houve um levantamento em 1952/53 realizado pela Aerofoto Natividade. Tenho muito interesse em consultar essas fotos, mas não as localizei ainda (procurei na USP, IPT, IGC, IG, IAC etc). Você tem alguma idéia de onde foi parar o acervo fotográfico da Aerofoto?
Ôpa! Desculpe o Aeroclube de Ilhéus! Acabei de me lembrar de um personagem histórico da aviação naquela época. Foi GIOVANE CONRADO DA SILVA, fazendo misérias com seu Cherokee 140. Homem simples, bom papo, piloto por vocação, costumava voar de Ilhéus para Itabuna, e vice-versa, em vôo rasante sobre o Rio Cachoeira. Na grande enchente de Itabuna, de 1967, ele pousou na Avenida José Soares Pinheiro, perto da Rodoviária. Infelizmente ele faleceu há uns dez anos atrás, deixando muitas saudades.
Valeu Marcos Gois parabens para nosso AeroClube. Eu pensava que o Aeroclube de Ilheus nao mais existia! Fiquei satisfeito em ver o video e nele tambem vi o nosso amigo e colega Walquirio, sei que tem o dedo do Walquirio neste Clube. Voces estao de parabens.
Eduardo – Siri
Eduardo, não me lembro de você! Você foi daquela época? Veja meus comentários.
Eduardo, você foi daquela época, dos idos de 1960? Veja meus comentários.
Ok! Vamos relembrar o Aeroclube de Ilhéus! O Walquírio (Sargento da Aeronáutica naquela época) é uma figura que deve sempre ser lembrada pela colaboração que sempre deu ao AI.
Vamos às recordações. Quem não se lembra de Nôca (Antenor Andrade Reis), piloto com grande experiência na Líder Aviação, o melhor instrutor de aviação que eu conheci, com aquela conversa mansa e e aquele absoluto controle do manche, quer fosse no Paulistinha PP-GVL, no seu Cessna 172, numa arabaca Cessna 170 que Martin Santiago (depois comandante na Vasp) carregava mariscos para Salvador. Martin, mesmo naquela época, já era um piloto experiente, tinha Comercial e já voara para o Ministério da Saúde.
De Tio Abelardo, desmontando e remontando aquele bocado de avião velho que aparecia por lá, com uma perícia digna de nota. De seu filho, Nelson, um excelente piloto; tanto que ele muitas vezes voava como instrutor (eu mesmo já fui lá prás alturas fazer “renversement” com Nelson no PP-GVL).
De Lito e sua Vemaguet, com aqueles olhos verdes e riso permanente, que voava o Cessna 172 de Nôca. Bom papo, sempre alegre, educado.
Daquela turma de bate-papo de hangar, cada qual querendo contar a vantagem maior (piloto e pescador, já viu né!). Faziam parte Natanael Trajano da Costa e suas fanfarronadas sexuais (foi Trajano que deu todo o suporte a Nilson Bocage e, praticamente, o tornou um profissional da aviação), Dr. Oscar Jesuíno (que de vez em quando tomava umas broncas de Nôca, quando este ia lhe dar instrução, e ficava puto de raiva), o mecânico Vicente, de Itabuna, e suas piadas, aquele rapaz da Tyresoles de Itabuna, cujo nome me esqueci (a idade é uma merda), um outro, também de Itabuna, que tinha um Beech Bonanza, Antonio Brito, de Itabuna, que tinha um Paulistinha branco, seu irmão Josuelito Brito (que tinha um medo retado de fazer “parafusos” com Nôca), Chico Manicaca (que figura!), Nilson Bocage (foi eu que o levei para o Aeroclube), que acabou se tornando comandante, depois de voar uma década no Xingu de Manoel Chaves, Wanderley (velho Panda), grande piloto que fez durante muito tempo táxi aéreo no litoral, Fernando Minervino e seu Cherokee, o agrônomo Lauro Monteiro Sobral (foi ele que me convenceu a entrar no Aeroclube), um rádio-telegrafista da Sadia, que, também, acabou se tornando comandante, o grande piloto Benedito, de Canavieiras (um dos maiores que conheci – a última vez que eu o encontrei ele era instrutor na Abaeté), Amândio e seu PT-CQJ, Washington Setenta (Ota), que depois foi fazer curso nos Estados Unidos.
Foram incontáveis tardes de sábado, quando ficávamos olhando o Viscount da Vasp, O Dart Herald da Sadia e o Avro da Varig pousar e decolar, muitas vezes com aquele vento de través brabo e o avião todo de lado, caranguejando, voando rente à pista, para lá no fimzinho dar uma “puxada” e subir abruptamente.
Houve uma época em que também lá estiveram o Comandante Natividade, e seu Beech B, com leme duplo, e o Comandante Olavo, com seu T6, ambos fazendo levantamento aerofotogramétrico na região.
Nunca me esquecerei de uma vez em que eu estava na perna do vento e, sem querer, acabei cortando a proa de um Dart Herald, que estava na aproximação; ocorre que o tempo estava nublado, cheio de nuvens, e o Dart era branco, de tal maneira que não dava para distinguí-lo, já que sua aproximação era longa; assim, quando eu entrei na reta final e já estava próximo da pista, só ouvi o ruidão dos dois turbo-hélices passar por cima do PP-GVL. O comandante do Dart ficou muito retado, pois teve que arremeter, e foi registrar queixa no DAC. Mas, tudo ficou resolvido sem maiores consequências.
Bem, a memória falha, de forma que eu devo ter olvidado alguns personagens daquela época.
Mas, sinceramente, eu tenho muita saudade daqueles bons tempos do Aeroclube de Ilhéus. Espero que ele consiga completar seu centenário.
Passados tantos anos fiquei muito contente e feliz ao encontra alguém que ainda se lembre tão bem dos anos 70 e do meu querido pai, o Comandante Natividade. Naquela época na verdade meu pai voava um Lockheed 12A e não um Beech e o Comandante Olavo um BT-13. Ambas aeronaves da empresa do meu falecido pai a Aerofoto Natividade. A confusão do autor é perfeitamente compreensível porque as aeronaves eram realmente muito semelhantes.
abraços
Ruy
Prezado Ruy, cheguei no seu contato fazendo buscas na internet atrás de informações sobre fotografias aéreas do litoral sul de São Paulo. Descobri que houve um levantamento em 1952/53 realizado pela Aerofoto Natividade. Tenho muito interesse em consultar essas fotos, mas não as localizei ainda (procurei na USP, IPT, IGC, IG, IAC etc). Você tem alguma idéia de onde foi parar o acervo fotográfico da Aerofoto?
Atenciosamente
Helena
Ôpa! Desculpe o Aeroclube de Ilhéus! Acabei de me lembrar de um personagem histórico da aviação naquela época. Foi GIOVANE CONRADO DA SILVA, fazendo misérias com seu Cherokee 140. Homem simples, bom papo, piloto por vocação, costumava voar de Ilhéus para Itabuna, e vice-versa, em vôo rasante sobre o Rio Cachoeira. Na grande enchente de Itabuna, de 1967, ele pousou na Avenida José Soares Pinheiro, perto da Rodoviária. Infelizmente ele faleceu há uns dez anos atrás, deixando muitas saudades.