No Brasil, pouco vemos atuarem as chamadas agências reguladoras, cujo papel de fiscalizar os serviços prestados à população, em muitos casos, deixa a desejar. Há quem diga que a maioria delas funciona bem, mas como cabides de emprego.
Nos últimos dias vimos a Anatel despertar de um sono profundo e tomar uma atitude digna de quem fiscaliza e pune. Não era pra menos. As empresas de telefonia sempre foram as campeãs de queixas no Procon, dada a péssima qualidade dos serviços que prestam ao brasileiro. A maioria delas tem participação de capital estrangeiro, mas duvido muito que em seus países de origem o serviço seja tão ruim como aqui. Isso vale também para a concessionária de energia elétrica, outra que encabeça a lista das piores (não acredito que na Espanha seja assim).
A proibição de habilitar novas linhas de telefonia móvel até que foi uma punição das mais amenas, se levarmos em conta há quanto tempo se pinta e se borda, fazendo o consumidor de trouxa e de idiota com desserviço e falta de respeito. Desde os tempos da privatização.
Aliás, nem sempre privatização é sinônimo de modernidade e melhorias. As telefônicas e as elétricas são um bom exemplo disso. Saudades das antigas estatais Tebasa, depois Telebahia e também da antiga Coelba.
Que o despertar da Anatel sirva de estímulo às outras agências nacionais reguladoras.

Nilson Pessoa