AEROPORTO INTERNACIONAL SEM VOOS REGULARES
por Weliton
Enquanto o governo investe num aeroporto Internacional que não passa ninguém, o nosso aeroporto que movimenta quase 600.000 passageiros por ano, não tem sequer pista, torre. Quanto mais receber um único vôo internacional. Vejam a matéria completa e quem sabe os nossos políticos que chegaram com muita vontade para exigir melhorias no nosso aeroporto fazem reivindicações. Mas ao acompanhar os blogs da região não vejo ninguém falar de novos vôos, aumento de fluxo de turistas, a vinda de novas empresas, etc. Até agora não vi nada sobre turismo. Pelo contrario, muitos vôos em 2012 foram cancelados. Como vôos da Gol e vôos da TAM. Hoje só tem um vôo da TAM.
Sinceramente, eu como Ilheense, apesar de morar em São Paulo, sei que é perfeitamente possível receber vôos internacionais com os mesmos modelos de aviões que hoje pousam em Ilhéus. Daí o Aeroporto de Parnaíba ser Internacional já é demais. E os próprios fiscais da receita Federal que trabalham no Porto do Malhado pode perfeitamente fazer a Imigração quando chegar algum vôo Internacional. E vamos combinar, saber que na cidade chegam vôos Internacionais dá um certo charme. E parece que nossas autoridades locais, associações de turismo não são animam, não se entusiasmam, não pensam alto. E todos saem ganhando com mais pessoas na cidade. Eu mesmo quando viajo, gasto bastante, impossível fazer turismo sem gastar dinheiro. Enfim, como grande torcedor de minha cidade, achei interessante essa mensagem e essa reportagem.
O Aeroporto Internacional Prefeito Dr. João Silva Filho, em Parnaíba (PI), a 350 km da capital Teresina, não tem voo comercial regular há 13 anos. Com infraestrutura para receber até cem mil pessoas anualmente, o terminal teve movimento de apenas 2.828 passageiros de voos privados e de táxi aéreo em 2012, com média de 3,6 operações diárias, segundo dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o espaço desde 2004.
O custo mensal de manutenção é de R$ 320 mil, e o aeroporto registrou prejuízo de R$ 1,16 milhão de janeiro a novembro de 2012. A Infraero afirma que são necessários voos regulares para evitar o déficit, embora faça parte da estratégia de desenvolvimento da aviação regional sustentar locais que operam no vermelho – e que “precisam existir” – com verba arrecadada de terminais que dão lucro.
Construído na década de 1970, quando era usado na exportação de produtos agropecuários para a Europa, o aeroporto tem localização turística estratégica: fica entre o litoral do Ceará e os Lençóis Maranhenses. A distância para a praia de Jericoacoara (CE), por exemplo, é de 270 km, inferior aos 297 km que turistas precisam percorrer vindos de Fortaleza (CE). Até a Praia de Atalaia (PI), são apenas 13,9 km, distância muito menor que os 339 km de Teresina (PI) até o ponto turístico. Mesmo assim, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz não ter qualquer pedido de voo regular para a cidade.
“Nos anos 80 e 90, grandes empresas tinham voos nacionais com destino ou origem em Parnaíba. Como aeronaves mais modernas passaram a ser aplicadas nos últimos anos, as companhias deixaram de operar aqui. Infelizmente, nosso fluxo hoje é só de táxi aéreo, helicópteros e pequenos aviões privados e jatos, a maioria de políticos, empresários ou turistas”, afirma Celso Lara Vital, gerente de operações da Infraero em Parnaíba.
Segundo o G1, as companhias Azul e Trip disseram que novos destinos possíveis estão sendo avaliados, mas que não há previsão sobre o início de operações em Parnaíba. A Gol não quis falar sobre o tema e apenas informou que, “como uma empresa competitiva, está sempre avaliando oportunidades que agreguem valor ao negócio”. A TAM disse que não tem interesse em operar no local. Já a Passaredo não se manifestou.
A Avianca disse que trabalha com aviões grandes, como Airbus, que não teriam condições de operar no local. O último voo comercial regular feito no aeroporto, em 2000, foi da Ocean Air, comprada pela Avianca. A assessoria de imprensa da empresa não conseguiu dizer por que as operações foram suspensas na época e qual era o destino do voo.
“Temos recebido consultas de empresas de aviação regional interessadas em conhecer a infraestrutura do aeroporto, mas ainda não há uma confirmação de início de atividades”, diz Jorge Tadeu de Andrade, gerente regional de Comunicação Social da Infraero Nordeste.




















































