A MORTE DE PEQUENOS AGRICULTORES DE ILHEUS, UNA E BUERAREMA NÃO É SÓ UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA, E SIM, UMA RESPONSABILIDADE DO GOVERNO E DAS AUTORIDADES LOCAIS.

Nem com o direito a vida já não contam mais os Pequenos Agricultores de Ilhéus, Una e Buerarema.

Em decorrência das sucessivas invasões de pequenas propriedades que vêm sendo  deflagradas em nossa região, nós, Pequenos  Agricultores e demais vítimas desse crime até agora, impune, encurralados e sem chance de reação, vimo-nos obrigados a permanecer em nossas terras montando guarda. Impedidos, por conseguinte, de exercermos nosso direito maior; escoar as nossas produções que se destinam ao nosso sustento.

Tal é a ausência do Estado diante do nosso clamor por justiça, que as invasões já acontecem como tragédias anunciadas, mesmo com os devidos Boletins      de ocorrência registrados em tempo flagrante. A PF alega as mais diversas dificuldades de recursos para agir em tempo hábil, e, assim, engessada por ordens superiores não cumpre seu papel constitucional.

Danam-se o direito de propriedade, o direito de ir e vir para trabalhar em sua própria terra, e dela retirar seu sustento. Já não contamos mais nem com o direito à vida.

A omissão do Estado e da sociedade local indica que se ignoram os indesejáveis desdobramentos, que advirão dessa situação conflituosa, os quais atingem-nos a todos da região, com negativo impacto sócio-econômico.

A morte de Índios e Agricultores, decerto, é uma tragédia anunciada, uma questão de tempo, todavia, esperamos em Deus, que algo seja feito para que, enfim, a paz volte a reinar.

 

Luiz Henrique Uaquim da Silva

Presidente

Associação dos Pequenos Agricultores