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:: ‘Espaço do Leitor’

BANDIDOS TOGADOS

É impressionante a quantidade de prefeitos fichas-sujas sendo liberados por juízes, em primeira instância, e desembargadores, em segunda instância, no TRE baiano.
Uma lei que saiu do seio das populações indignadas pelo descaso e locupletação do dinheiro público, não deveria ter a complacência dos magistrados em questão.
Quando a ministra Eliana Calmon disse que existia bandidos por baixo da toga, ela tinha conhecimento de causa e sabia que esse era um grande problema do judiciário em geral, que deveria ser extirpado.
Especialmente no sul e extremo sul da Bahia, vivenciamos casos emblemáticos de prefeitos e ex-prefeitos, que apesar de provas contundentes e irrefutáveis, de desvios de recursos públicos, continuam liberados pela justiça para construírem novos delitos. Esse tipo de salvo conduto fará com que milhares pessoas passem fome, crianças sem escolas, população sem segurança, etc.
Felizmente, temos a instância maior, o TSE, presidida pela ministra Carmem Lúcia, que vai levar a contento a lei da ficha limpa e barrar esses sugadores de dinheiro público, que criaram um duto ligando as contas municipais a contas particulares, de si e de laranjas.

Heraldo Santana
Uruçuca (BA)

A FIGURA DO VICE

Reeditando nota sobre a figura do vice-prefeito, o momento é oportuno.
O couro está comendo, aonde o candidato a prefeito vai o vice vai atrás, estão juntos 24 por dia, beliscando no mesmo prato, bebendo na mesma xícara, subindo e descendo morros, mãos doloridas de tantos apertos e por aí vai.
O que é ser VICE? Vejamos o que seja:
Vice-Prefeito é o segundo em exercício no cargo do executivo municipal.
Passa a ser o substituto do prefeito em caso de ausência por licença ou outro impedimento do titular de ofício.
No meio das composições e coligações é o escolhido para facilitar e compor a chapa eleitoral.
São impressionantes os acordos, as projeções políticas, por sinal mais do interesse dos partidos do que propriamente do município, que antecedem o processo eleitoral, até aí a figura do VICE está inclusa no contexto, depois das eleições tudo é relegado ao último plano e quem manda mesmo é o alcaide eleito e ponto final.
Acredito que a maioria dos ilheenses conhece muito bem as histórias dos nossos vices, muitos serviram apenas para subir ao palanque durante as campanhas, logo após tem como primeiro ato entrar em atrito com o prefeito e daí passar a não fazer mais nada.
Eis o perfil de um vice:

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ILHÉUS – UM PREFEITO ASSALARIADO

Em 16 de dezembro de 2010, portanto, quase dois anos antes, da data de hoje, parecia eu adivinhar o que aconteceria com a administração atual do prefeito de Ilhéus. A matéria na época por mim assinada, com o nome fictício de Pedro Arcanjo, pois era necessário por motivos intra funcional municipal, que assim eu procedesse. Agora,  neste período de isenção, posso finalmente assinar o meu nome.

Evitei, por conta disso, retaliações contra pessoas muito próximas a mim.

O texto da época dizia o seguinte:

“Tudo começa em 2004, como num passe de mágica o nosso prefeito, que foi fruto de um convite do senhor Valderico Reis, quarenta e oito horas antes das eleições. Assume o cargo de vice e numa benção dos céus inicia uma jornada do meu salário no bolso. Sem nunca incomodar, sem nada fazer, sem nada dizer, vai levando dignamente seu salário para a conta bancária.

De repente, numa reviravolta na política desastrosa do ex-prefeito Valderico, que é barrado por um impeachment de continuar seus malfeitos na combalida Terra dos Sem Fim, por decisão meio do povo, meio dos vereadores, que se viram ameaçado em seus brios e ótimos salários.

Nasce então o prefeito parido desta ruptura e troca seu salário de vice para o da autoridade maior do município, também conduzido para sua conta bancária, numa espécie de reserva de meu futuro garantido.

E a cidade que esperava um administrador sem precedentes na história de São Jorge dos Ilhéus, baseado no engana que gosto, do feijão com arroz de 2008, se vê diante do marasmo, do deixa-me calado, e, enquanto isto, salário mês a mês é depositado na conta bancária.

Tudo absolutamente legal, seu salário tem que ser pago, afinal de contas é um funcionário público municipal, com carteira assinada, o que não é moral é recebê-lo sem nada fazer para emboçá-lo.

Sua meta, seu projeto, vem dando certo – deixem que falem de mim, deixem os vereadores fazerem o que querem desde que não me incomode, deixem o povo reclamar, deixem os secretários falarem por si e por mim, não me sinto envergonhado, não irei renunciar e pronto!!!!!!

O que pretendo mesmo é ser ASSALARIADO e reservar nestes cinco anos pelo menos UM MILHÃO DE REAIS, lícitos devidamente contabilizados na folha de pagamento, com descontos legais da Previdência e Imposto de Renda. Não preciso usá-lo, pois meu outro salário de aposentado bancário, sempre deu pra viver – sou um homem simples, cauteloso, poupador e conservador.

Quanto à pobre cidade, que espere para 2012, e eleja quem quiser tô nem aí – meu período que esqueçam, como me esqueci de trabalhar por ela, de falar por ela, de honrar por ela, mas também pra quê?!!!!!!!!!!! O povo brasileiro só vai aos tombos, levado pela imprensa, pelos falsos caras-pintadas, pelos políticos oportunistas e como se vê, não é hora ainda – Ilhéus agüenta um pouco mais, e mais alguns tropeços e quando o povo acordar o prefeito assalariado já terminou seu mandato.”

Não sou “vidente”, mas parece que, com antecedência, o desastre já era anunciado…

Rezende

Lixo / Centro

Veja o centro da cidade de Ilhéus hoje as 9h.


Fabiene

Luiz Castro em: DECOLORES (Especial)

ANTONINHO (TONINHO) – Soubemos do seu falecimento ainda a pouco, fiquei bastante tristonho, pois ele morreu fora do combinado. Tratava-se de uma pessoa querida na cidade, iniciou sua vida profissional na Loja de Rubem Patury na Rua Dom Pedro II e depois tomou outros rumos. Foi meu colega trabalhamos na Copercacau.

Toninho era Flamenguista roxo, não admitia gozação, sempre tinha uma resposta à altura.
Era profundo conhecedor da musica popular brasileira. Tinha um acervo de discos vinil LP e Compacto de inumeros cantores da velha guarda principalmente sambista.

Achava-se exímio cozinheiro da culinária baiana, motivo pelo qual era procurado pelos amigos para preparar uma saborosa feijoada ou uma excelente moqueca de robalo, mas, na verdade segundo informações fidedigna quem preparava tudo era Dona Raimunda, sua esposa.
Participamos várias vezes do Encontro de Casais e sua alegria era fazer parte da banda de animação tocando sua velha maracá.

Após ser merecidamente aposentado, todas as tardes Toninho desfilava pelas ruas do comércio portando um chapéu Panama e seu ponto predileto era na Ótica Brasil de João.
Toninho era bastante querido pelos amigos e ex-colegas. Também fazia parte da “Galera do Zequito”, onde sempre levava aquele amendoim torrado. Ficamos bastante contesnados, e resta-nos a certeza que com certeza que ele esta a Jesus e ao lado da Galera do Flamengo.
Para você Toninho como era conhecido dedicamos essa linda canção que diz muito sobre nossa amizade.

CANÇÃO DA AMÉRICA

“Amigo é coisa para se guardar/ Debaixo de sete chaves/ Dentro do Coração; Assim falava a canção que na América ouvi/ as quem cantava chorou/ Ao ver o seu amigo partir.

Mas quem ficou, no pensamento voou/ Com seu canto que o outro lembrou/ E quem voou, no pensamento ficou/ Com a lembrança que o outro cantou.

Amigo é coisa para se guardar/ Ao lado esquerdo do peito/ Mesmo que o tempo e a distância digam “não”/ Mesmo esquecendo a canção/ O que importa é ouvir/ A voz que vem do coração.

Pois seja o que vier, venha o que vier/ Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar/ Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.”

Fique com Deus!!!!!!!!!!!

Luiz Castro
Bacharel Administração de Empresa

Luiz Castro em: DECOLORES

Tua Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho!” (Salmo 119,105)

SETEMBRO É O MÊS DA BIBLIA

Este mês foi escolhido pela Igreja porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo (ele nasceu no ano de 340 e faleceu em 420 dC). São Jerônimo foi um grande biblista e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja.

A Bíblia é hoje o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e que está em quase todas as casas. Serve de “alimento espiritual” para a Igreja e para as pessoas e ajuda o povo de Deus na sua caminhada em busca de construir um mundo melhor.

“Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça ” (2Tm 3,16). A Bíblia foi escrita por pessoas chamadas e escolhidas por Deus e que foram inspiradas através do Espírito Santo. Ela revela o projeto de Deus para o mundo; serve para que todos possamos crescer na fé e levar uma vida de acordo com o projeto de Deus. Por isso, ela é a grande “Carta de Amor” de Deus à Humanidade.

A Palavra de Deus nos revela o rosto de Deus e seu mistério. Ela é a história do Deus que caminhou com seu povo e do povo que caminhou com seu Deus. A Bíblia tem uma longa história, desde nossos pais e mães da fé (Abraão e Sara, Isaac e Rebeca, Jacó Lia e Raquel) passando por Moisés, pelos Profetas, até a vinda do Messias, e por fim a morte do último dos Doze Apóstolos quando foi escrito o último livro da Bíblia (o Apocalipse, escrito no final do I século). A Palavra de Deus demorou em torno de dois mil anos para ser escrita. Muitas pessoas fizeram parte desta história: homens, mulheres, crianças, jovens, anciãos… Por isso, podemos dizer que a Bíblia é um livro feito em mutirão.

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Alfredo Amorim da Silveira em “10TAQUES”.

Hernani Lopes de Sá

Filho de Antônio Araujo Gomes de Sá, filólogo, poeta e escritor, autor de dois discursos famosos, um sem utilizar a letra “A”, quando tomou posse no Instituto Histórico da Bahia em 1915, e outro sem colocar um só verbo, proferido em 1918, quando voltou à tribuna do Instituto Histórico; sua mãe era Maria Amália Calmon de Sá; nasceu numa fazenda no Banco da Vitória em 24 de janeiro de 1911, seus pais tinham vindo de Salvador, onde residiam, visitar uns amigos quando, antes do tempo previsto, sua mãe deu a luz ao segundo filho do casal, Hernani tinha mais três irmãos, Heraldo, Haroldo, Antônio e Mariotte.

Casou-se em 14 de março de 1935, em Salvador, com Lycia Maria Adami de Sá, descendente do Coronel Domingos Adami de Sá, com quem teve dez filhos, Ieda Maria, casada com João Carlos (Zito) Cardoso da Silva; Haydée, casada com Luiz Alberto (Bebeto) Barreto de Figueiredo; Hernani Filho; José Elísio; Geraldo (Falecido); Hamilton; os gêmeos Paulo e Roberto (Falecido); Guilherme e Guilherme Roberto (Bila).

Aos 16 anos aplicava injeção para ajudar no sustento da família, aos 22 anos, em 1933, formou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia, vindo trabalhar em Itapira (Ubaitaba), onze anos depois se mudou para Ilhéus, em 1946, médico do Ministério da Saúde na Chefia da Seção de Ilhéus, da Inspetoria de Saúde dos Portos da Bahia, médico perito isolado civil da Marinha de Guerra, servindo na Delegacia da Capitania dos Portos de Ilhéus, de onde recebeu medalha de “Honra ao Mérito” pelos serviços prestados; médico do Batalhão da Polícia Militar, e médico do Instituto de Cacau da Bahia. Médico e agricultor em Castelo Novo, também foi Presidente da Associação Rural de Ilhéus em 1960.

Em 23 de agosto de 1976, reunido com sua família na sua fazenda no distrito de Castelo Novo, para comemorar o aniversário de sua esposa, foi surpreendido com uma crise de edema pulmonar, vindo a falecer prematuramente aos 65 anos, seu corpo está sepultado no Cemitério de Nossa Senhora da Vitória.

PSICOMUNDO – VIDA NO MUNDO MOLESTO

Quando utilizamos uma parada em busca de uma reflexão sobre certos e estranhos acontecimentos que surgem no mundo, ficamos imaginando a quantidade de pensamentos humanos espalhados em todas as camadas da nossa sociedade cheia de molestos incômodos! Analisando os mistérios que circundam o nosso Universo, nos deparamos com um aviso conhecido há muito tempo: “quem semeia esperança nos caminhos dos homens, colhe paz e amor nas estradas da vida”.

Muitas pessoas visivelmente apavoradas falam incessantemente: “pare o mundo que eu quero descer”! Mas, ir para onde? Se o mundo fosse um avião e você tivesse que saltar, em que parte do mundo seria mais seguro? Penso que na verdade uns desceriam no primeiro bar que avistasse, outros escolheria uma praça de esportes e prazeres, outros, talvez, mais comodamente, optariam pela pirâmide das fortunas fácies, afinal atualmente, nem todos os seres humanos do nosso Planeta buscam a vida nas lutas que desafiam qualidades na força pela conquista da justiça e da paz. Basta o “TER”, não importa como, nem sabem o que! E como poderá chegar ao “SER”?

O escritor Paulo Coelho, escreveu dizendo que: “Os encontros mais importantes já foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam”; Vinicius de Moraes, também deixou escrito que: “A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”! Eu digo que a vida é um inesperado e majestoso encontro, muito embora, existam vários desencontros na vida!

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JOGARAM A CHAVE NO MATO

Estamos chegando ao fim de uma triste história para a nossa sofrida e maltratada cidade.
Ainda bem que a natureza sempre foi pródiga e nos dá de graça esta imensa beleza natural, mas que também já está sentindo a ação maldosa do desleixo, do lixo, da imundície.
Circulando pelo centro histórico Amado Jorge, me deparei com os mesmos problemas, as mesmas seqüelas, as mesmas irresponsabilidades.
A Rua Sá Oliveira continua lá jogada ao tempo, numa reforma que já dura anos e pouco ou nada foi feito.
Brigamos intensamente pelo fechamento das Ruas Rodolfo Vieira e Prado Valadares e alguém de bom senso resolveu atender aos milhares de pedidos e transformou aquelas vias em calçadão.
Alguns comerciantes não gostaram da idéia, mas o povo aplaudiu.
Pra não permitir o tráfego de veículos e motos, a prefeitura colocou alguns vasos de plantas.
O que se vê hoje no local, passados alguns meses, é de uma tristeza enorme, todos os vasos estão quebrados, as plantas se esvaindo e ninguém toma conhecimento, sequer faz alguma coisa para resolver um diminuto problema.
Quando as pessoas passam e olham a esculhambação, sempre aparece alguém e aponta para o Palácio Paranaguá, pois o desleixo está próximo das escadarias da prefeitura.

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HISTÓRIAS DE UM ILHEENSE

por Tomé Pacheco

NO PRESÍDIO CARANDIRU (III)

Tomé Pacheco

Continuando com minhas Histórias de um Ilheense dentro do Presídio Carandiru inicio relatando o linguajar que os detentos tinham e que deu para gravar alguns como: Chico Doce(pedaço de pau), Maria Louca (cachaça feita de arroz), Jega (cama), Boi (privada no chão), Gererê (cigarro de maconha), Beca (roupa boa), Pizante (sapato), Gambê (polícia), Cana (policia civil), Couro Come (confusão), Cuzão (medroso), Cortado (comida melhor), Corror (xadrez), Vacilão (caguete), Primicia (careta), Cabeção (dono de coca), Correr Frouxo (liberado), Não Se Bula (não se mexa), Tem Brasa Aí? (acender cigarro), Divinéia (pátio de pavilhão), Jumbo (compras levadas pelas visitas), Sangue Puro (pessoa boa), Truta (pessoa amiga), Fazer Uma Goma (roubar), Requisitar (vamos conversar), Marcar Touca (vacilou, dormiu no ponto), Boleiro (costurador de bola), Arrombado (não presta, não vale nada), Marica (que cuidava do xadrez) etc.

O Pavilhão 5 era o famoso pavilhão dos “cuzões”, ou seja dos medrosos. Era onde abrigava os detentos marcados para morrer. Era onde ficava o Maníaco do Parque, estupradores e até os “travecos”, mas estes ficavam no porão. Certa vez um colega chegou “mamadão”, colocou um caixote na porta da cela para poder ficar na altura do guichê e já viu, deixou o “traveco” trabalhar certinho…

No 5º andar tinha uma ala de nome “Amarelão”, onde os detentos só saiam com escolta, e para tomar sol. Eles sentavam nas janelas e tomavam sol só nas pernas e nos braços. Quem passasse pelo metrô da Estação Carandiru dava para vê-los pendurados.

Tinha várias maneiras de entrar drogas na cadeia. Uma vez foi no bujão de gás. Um cara havia cortado um bujão de gás, colocado a droga e soldado. Para entrar no presídio, foi só corromper um colega com uma boa grana. O funcionário foi até um bar que ficava em frente ao presídio, pegou o bujão e tentou entrar. Como houve “cagoetagem”, o agente perdeu o emprego e ainda entrou em cana.

Já vi também alguns agentes entrarem com a droga dentro de tênis. Tiravam a sola, cavavam bastante e, ‘tome-lhe droga’.

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FATO INTERESSANTE

Sacanagem e ironia à parte, o momento às vezes tem que ser levado a sério, pois estamos tratando do futuro da nossa cidade.
Qualquer que seja o eleito com certeza Ilhéus vai tomar novo rumo, caso isso não aconteça é melhor pegar o boné e cair fora, continuar na mesma linha não vai ser mole.
Propostas, idéias e discussões estão sendo processadas pelos dois principais candidatos, não deixa de ser um fato interessante, tendo em vista que os assuntos abordados nas visitas e reuniões transformaram-se em diagnóstico da atual situação do município.
Pelo menos alguma coisa foi de valia durante a campanha a discussão de diversos temas de fundamental importância para a população.
Aqui no meu cantinho, no meu abençoado lar, fico imaginando mil coisas, a cabeça chega a ferver.
Imagino que o futuro alcaide vai dar um choque de ética na secretaria de saúde, fazendo funcionar os postos, com equipamentos básicos e equipe médica; que a secretaria de educação vai ser atingida com reformas nas escolas para dar melhores condições aos nossos alunos; que a secretaria de assistência social vai ter ordenamento nos programas sociais; que o setor de limpeza pública vai criar uma nova roupagem para as nossas ruas; que as praças e jardins vão ser mais bem cuidados; que a Avenida Soares Lopes, cartão postal da cidade, vai receber um tratamento à altura da sua importância; que a secretaria de trânsito vai adotar medidas para facilitar o tráfego de veículos, estacionamentos, sinalizações e agentes preparados; que as empresas de transportes coletivos ofereçam serviços de melhor qualidade; que os nossos mirantes sejam preparados para oferecer ao turista uma visão de uma cidade bem cuidada; que a secretaria de obras vai recapear e tapar os buracos das ruas e avenidas; que a secretaria de finanças vai respeitar os recursos carimbados da saúde, educação e assistência social; que o turismo e a cultura, peças importantes para alavancar o nome da cidade, vão receber um tratamento todo especial; que o servidor público, os barnabés, serão valorizados; que o Código de Postura vai coibir os excessos e práticas nada condizentes…
Essas imaginações são basicamente o feijão com arroz de uma atenção digna para o nosso povo no seu dia a dia.
Claro que a abrangência de uma administração municipal vai mais além e deve alcançar projetos macros nas áreas de investimentos, desenvolvimento urbano, geração de emprego, meio ambiente, cursos profissionalizantes, infra-estrutura nas regiões de produção agrícola, apoio ao nosso pólo de informática…
Portanto, o início de qualquer governo é oferecer ao cidadão uma cidade arejada e com cuidados elementares, criando assim uma empatia cidadão/governo.
A atenção básica é essencial e prioritária, pois atinge toda a população e proporciona ao gestor público mirar em novas metas e objetivos.
Claro que as coisas não são assim tão fáceis, mas com compromisso, determinação, responsabilidade, ética, transparência e cuidados extremados com os recursos públicos o alcaide pode projetar novos ares para a cidade da Gabriela.
Se assim não for, teremos mais quatro anos de atraso e ninguém quer que isso aconteça;

VOTO não tem preço, TEM conseqüência.

ZÉCARLOS JUNIOR

ONDE O CLIENTE NÃO TEM RAZÃO

Quem ainda não ouviu a frase “O cliente sempre tem razão”?
Certamente todo mundo já ouviu, ou até mesmo já pronunciou a célebre frase que deve ter sido inventada por algum marketeiro norte-americano. Não que ela esteja de todo correta. Na verdade, nem sempre o cliente tem razão. Contudo, faça de conta que ele tem, assim você não o perde. Esse é o segredo. São sapos que todo bom comerciante tem que engolir e isso faz parte do negócio. Ossos do ofício.
Mas não foi o que aconteceu comigo, eu estava coberto de razão. Em outras oportunidades, pude manifestar aqui mesmo, no R2CPRESS, minha insatisfação com o comércio de Ilhéus. Em sua absoluta maioria, são péssimos atendentes e vivem na Idade da Pedra, achando que estão ali fazendo favor ou caridade a quem paga por um produto ou serviço.
Voltando ao meu caso,  fui a uma loja de material de informática solicitar a troca de um componente comprado alguns dias atrás e que apresentou defeito quando instalado no computador. Isso foi atestado por um técnico especializado da área, profissional de minha inteira confiança. Ao chegar à loja, já começou mal: o digníssimo atendente não respondeu meu “bom dia”. Em seguida, de maneira nada cordial, uma sessão de indagações, suspeitas e desconfiança, como se eu estivesse querendo lhe passar a perna, apesar de ter salientado que o defeito no produto havia sido constatado por um técnico especializado.  O sujeito grosso de quem estou falando era ninguém menos do que o proprietário da loja. Não vou aqui citar ou fazer propaganda negativa do estabelecimento, mas faço isso no boca-a-boca, às pessoas mais próximas.
Por fim, percebendo que eu não iria embora sem a substituição do produto, resolveu proceder a troca, mas não sem uma piadinha: “Se o problema todo é isso, aqui está um outro, mas se der defeito também…”.

Esse acabou de perder um cliente, e mais outros tantos (aquela história do boca-a-boca). É estarrecedor, como vigora uma mentalidade retrógrada, tacanha e diminuta na imensa maioria das pessoas ligadas ao comércio desta cidade, seja no ramo de produtos, seja em serviços, sejam comerciários ou comerciantes; uma espécie de vírus que precisa ser debelado, sem falar da total ignorância ao Código de Defesa do Consumidor.
O lado bom é que nem tudo está perdido. É minoria, mas existem alguns oásis no meio desse deserto. Também não vou aqui citar ou fazer propaganda positiva dos bons estabelecimentos, mas sempre faço isso no boca-a-boca, às pessoas mais próximas. A César o que é de César. Joio é joio, trigo é trigo.

Nilson Pessoa





















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