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:: ‘Falaê’

Rosana Braga em: Por que buscamos tanto as tais dicas de relacionamento?

Outro dia, conversando com um grupo de amigas, disse que acreditava que nossos relacionamentos poderiam ser muito mais maduros e nós sofreríamos muito menos se aprendêssemos, desde cedo, não só em casa, mas também na escola, a como criar dinâmicas e comportamentos mais coerentes e mais conscientes.

Imediatamente fui criticada. A autora da crítica argumentou que sentimentos não podem ser ensinados e que o amor perderia a graça se fosse teorizado numa disciplina escolar. Tentei explicar: não se trata de ensinar sentimentos, mas sim de usar toda a história da humanidade para compreendê-los, para perceber e admitir nossas crenças limitantes, além de valores e éticas que têm a ver com a nossa cultura, mas que nem sempre são compatíveis com o que desejamos para nossas vidas. Enfim, uma disciplina sim, mas não para ensinar amor, já que este é um sentimento inato. Uma disciplina com “dicas de relacionamento”, falando no popular.

Claro que seria embasado em pesquisas e estatísticas, bem como nas culturas e em diversos autores e estudiosos no assunto, afinal, não podemos aprender nada consistente que seja à base de “achismos”. Embora devamos admitir que o conhecimento de cada um, bem como suas experiências, podem contribuir significativamente para o crescimento de todos.

Mas o fato é que cada vez mais essa ideia me fica reforçada. Basta observarmos como temos necessidade de buscar as tais dicas de relacionamentos. Claro! Muito natural! E muito bom que façamos isso, inclusive! Felizmente, temos sede de evolução, amadurecimento e felicidade! O que seria de nossa inteligência afetiva se não fossem as pessoas interessadas em compreender o complexo universo humano e, especialmente, dos sentimentos e das relações? Por isso, parabéns a quem não desiste, apesar das críticas! Apesar dos céticos…

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Maria Regina Canhos Vicentin em: 2012

Esta semana, conversei com alguém que me disse ter se divertido muito assustando uma criança que havia lhe perguntado se o mundo realmente iria acabar em 2012. Evidente que censurei tal comportamento, tendo em vista que considero desprezível amedrontar crianças, e pior, apenas para se divertir. A pessoa se justificou contando que fizeram o mesmo com ela no passado, afirmando que o mundo acabaria no ano 2000. Que grande bobagem! E Louise Hay parece continuar tendo razão quando, há muitos anos, escreveu que somos todos “vítimas de vítimas”. As estórias se repetem e, talvez, essa mesma criança assustada de hoje, passe a assustar outras mais quando se tornar adulta. É uma pena!

Fico triste também ao ver tantos disseminando notícias trágicas, envolvendo a população num clima de medo e terror. Será que não basta o que vivenciamos no dia a dia: educação de péssima qualidade, saúde precária, violência, miséria e fome? Precisamos de mais tragédias? Povoar a mente das pessoas com pessimismo, medo e desconfiança, só fará aumentar a sensação ruim que já perpassa muitos corações, apreensivos com a chegada do ano vindouro. As pessoas estão com medo porque estão enxergando muita maldade.

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Coluna Carlos Brickmann / “Honestidade a prestações”.

Caiu toda a cúpula do Ministério dos Transportes, demitida pela presidente Dilma Rousseff após denúncias de corrupção apresentadas pela revista Veja. Toda a cúpula? Não: como nas histórias de Asterix, o Gaulês, uma fortaleza resiste à moralização. O chefe dos demitidos, o ministro Alfredo Nascimento, continua no cargo. Nascimento é do PR, mas sua desculpa é petista: “Eu não sabia”.

O ministro está há mais de oito anos no cargo. De duas, uma: ou Nascimento sabia e é cúmplice (além de mentiroso, por negar que soubesse) ou não sabia e não tem a menor condição de comandar um Ministério. Tem chefe que é cego, como não disse Jô Soares. Desconfie de todo aquele que lucra com as próprias deficiências, como não disse Millôr (ou não terá sido Stanislaw Ponte Preta?)

A política federal reúne gente de todo tipo, já que é um retrato do país: tem ladrões, tem ignorantes, tem inteligentes, tem sábios, tem incultos, tem até honestos. Só não tem bobos, porque bobo não chega lá. Ou seja, o ministro Alfredo Nascimento sabia, sim; e a presidente Dilma sabe perfeitamente que ele sabia. Aliás, todo mundo sabe que ele sabia. O governador do Ceará, Cid Gomes, aliado do Governo Federal, acusou-o no último dia 7 de maio de ser “inepto, incompetente e desonesto”. Foi processado, contestado, interpelado? Não.

Dilma não o demitiu porque aí ele volta ao Senado e seu suplente, João Pedro, perde a boa boca. João Pedro é amigo pessoal, de pescaria, de Lula. Por isso Dilma tenta salvá-lo. Mas não tem saída: terá que demiti-lo. Só vai doer mais.

Sorte. E algo mais

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Marli Gonçalves em: Deve ser moda. Deve ser. Só pode ser

Lembro sempre do coelho da Alice, aquele que comemora desaniversários todos os dias. Mas no caso falaremos é de deselegâncias, que o povo anda fazendo a torto e direito todos os dias. Tem também umas manias…

Encontros marcados e desmarcados em cima da hora, como se não fizéssemos mais nada a não ser sempre estar à disposição, com um tapete vermelho, pronto a ser estendido. Respostas prometidas que nunca chegam. Projetos solicitados para “ontem” que se desintegram no ar junto com quem pediu. Ando notando e anotando que – digamos – a “etiqueta”, a mínima, a básica, a da educação, virou mesmo uma coisa fora de moda.

Se isso ocorre habitualmente no mundo empresarial, onde sempre há algum dinheiro envolvido, deve andar muito pior ainda no convívio social. Nem é mais o caso do tal telefonema do dia seguinte que as mulheres (como se não acontecesse com os homens) tanto esperam. Esse já virou mito. Lembro que chegava a ficar tirando o telefone do gancho toda hora para ver se ele estava funcionando mesmo, queria ouvir o barulho da linha, e era capaz de brigar feio se alguém ousasse “ocupar” o aparelho. Sempre achava que exatamente naquela hora a pessoa ia ligar, ia dar ocupado, e baubau. Quando não havia tanta tecnologia nos sujeitávamos a cada uma! E nem vem: você também já fez isso. Apenas admita.
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Maria Regina Canhos Vicentin em: Olhar para ver e ouvir para escutar

Faz algum tempo, li uma entrevista em que uma famosa atriz de televisão dizia ter tomado conhecimento que seu filho estava envolvido com drogas somente após quatro anos de uso. Lembro-me de ter ficado chocada na época. Uma década depois, continuo perplexa com essa situação, analisando como é possível viver ao lado de alguém sem olhar para os seus olhos ou ouvir suas estórias. Isso é algo muito sério.

Por incrível que pareça, esse quadro está se repetindo nos dias de hoje com mais frequência. Os pais não veem, não ouvem, não percebem nada que possa desalinhar a ideia de família perfeita. Eles sentem que algo não vai bem, mas preferem ignorar a sensação de incômodo que, volta e meia, insiste em cutucar. Costuma ser complicado olhar para as lacunas da educação decorrentes do comodismo, ou justificadas pela ausência de tempo. A família risonha agora chora. É tarde demais para evitar o que já aconteceu.

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O que vem a ser a “Desaposentação”?

Maria José Gianella Cataldi*

O objetivo principal da Desaposentação é possibilitar a aquisição de benefícios mais vantajosos no mesmo ou em outro regime previdenciário. O pedido de “Desaposentação” que vem sendo feito perante os Juizados Especiais Federais Previdenciários ou nas Varas Previdenciárias da Justiça Federal é possível quando a pessoa que já recebe o benefício de aposentadoria permanece trabalhando e contribuindo para o INSS.

Dessa forma, em razão da continuidade laborativa do segurado aposentado que, em virtude das contribuições pagas após a aposentadoria, pretende obter novo beneficio em condições melhores, em função do novo tempo de contribuição.

É importante observar que, a tese da “Desaposentação” é muito mais fruto da construção doutrinária e jurisprudencial, do que propriamente retirada do texto legal. Não existe no sistema previdenciário brasileiro qualquer norma proibitiva, tanto no tocante a “Desaposentação”, quanto no tocante à nova contagem do tempo referente ao período utilizado na aposentadoria anterior.

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DIVALDO FRANCO E O PADRE

Divaldo Franco

Certa vez, fui a um padre confessar (antes de tornar-me espírita). Contei-lhe sobre minhas comunicações com os mortos. Para ele eram forças demoníacas tentando me afastar da Igreja. Veio-me uma mágoa de Deus e comecei a questionar:
– Sou um bom católico, bom sacristão, adoro a Igreja, faço jejum, passo a semana da Páscoa sem comer até o meio-dia. Se Deus não pode com o diabo, eu vou agüentar? O diabo vai me vencer. Como um garoto de 17 anos, do interior, ingênuo, pode vencer o diabo se nem Deus consegue?
Entrei em depressão e fiquei com mágoa de Deus. Confessei-me ao padre:
– Eu vou me matar. Nossa Senhora do Carmo vai ter pena de mim, vai me colocar o escapulário e me tirar do inferno.
Ele me olhou demoradamente e respondeu:
– Não tome nenhuma atitude agora. O demônio às vezes nos perturba para testar a nossa fé; quando não consegue, abandona. Volte para a Igreja.
Era um homem honesto, acreditava piamente em suas idéias.
Um dia, ao confessar-me a ele, vi aproximar-se um Espírito. Tive outro conflito:
– Como pode o diabo entrar na sacristia?
Aliás eu via sempre os Espíritos. no momento da eucaristia a hóstia tornava-se luminosa quando colocada na minha boca. Às vezes, em Feira de Santana, via o cônego Mário Pessoa aureolado. No meu entendimento (católico), ele era um santo. As pessoas na hora da fé se iluminavam e eu julgava tudo alucinação.
Quando o Espírito entrou, exclamei:
– Olha, o diabo está vindo, e é mulher!
– Você vê algum sinal particular no rosto dela? – indagou-me o padre.
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A mercantilização dos serviços públicos

Vivemos duas décadas de uma espécie de tentativa permanente de desconstrução das propostas social e politicamente avançadas, que passaram a fazer parte integrante da famosa Constituição Cidadã, resultado da Assembleia Constituinte de 1988.

Paulo Kliass/Carta Maior

Ao longo dos últimos anos, o Brasil começou a se acomodar, de forma passiva, com um processo lento, mas contínuo, de transformação profunda em alguns de seus valores republicanos mais carregados de simbolismo e conteúdo. A Assembléia Constituinte de 1988 havia sido fruto de muita luta na caminhada rumo a um país mais democrático e menos desigual, onde os direitos sociais básicos passaram a estar assegurados no próprio texto da Carta Magna.

Enquanto os postulados ortodoxos do Consenso de Washington já começavam a se fazer presentes em uma série de países ao longo dos anos 80, aqui tentávamos superar o ciclo do regime militar, com a construção de uma nova ordem social, política e econômica. No entanto, o tempo foi curto. Os resultados políticos da virada ideológica que o Brasil sofreu a partir dos anos 90 passaram a comprometer seriamente as conquistas obtidas na década anterior.

A eleição de Collor e toda a seqüência política que se seguiu marcaram o início do retrocesso. Apesar do sucesso político representado pelo impeachment do Presidente acusado de corrupção, a verdade é que a orientação das mudanças rumo a uma ordem mais liberal, mais voltada para o mercado e assumidamente contra a “coisa pública” tornou-se hegemônica. Vivemos duas décadas de uma espécie de tentativa permanente de desconstrução das propostas social e politicamente avançadas, que passaram a fazer parte integrante da famosa Constituição Cidadã.

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Maria Regina Canhos Vicentin em: Uso compulsivo ou recreativo?

Faz algumas semanas, assisti a uma videoconferência em que o expositor falava sobre o consumo de entorpecentes. Ele mencionou que era necessário saber se a pessoa fazia um “uso compulsivo” da substância ou um “uso recreativo”. Sinceramente, detestei o emprego das palavras “uso recreativo”, embora elas ajudem a perceber de forma mais clara como está disseminado o consumo de drogas em nossa sociedade. Parece que estão tentando fazer com os tóxicos o que fizeram com a bebida alcoólica. Um pouquinho pode; mais, não pode. Vejam, embora chocada, achei a expressão interessante, pois conheço inúmeras pessoas que fazem o “uso recreativo” de cocaína e outros entorpecentes. Um verdadeiro absurdo!

Há anos somos tolerantes com o abuso do álcool que tem dizimado famílias inteiras. Chega a ser engraçado, pois aceitamos a bebida e discriminamos o alcoolista. Nossas festas são regadas a cerveja prioritariamente, inclusive nas quermesses das igrejas, de onde muitos saem alcoolizados e promovem desordens de todo tipo, principalmente em casa, junto da mulher e dos filhos. Uma vergonha!

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Condomínios e a complexa relação trabalhista

Gabriel Karpat*

É fato incontestável e de pleno conhecimento de todos que habitam em condomínios que o que se paga a título de salários mais benefícios e encargos trabalhistas supera a metade daquilo que se arrecada mensalmente. Dessa conta, surge a grande preocupação envolvendo os salários dos funcionários, bem como outros inúmeros gastos envolvidos nessa relação trabalhista.

Um desses gastos aliados ao salário é referente às horas extras. A falta de planejamento na escala de trabalho acresce de forma exagerada o valor arrecadado pelo condomínio e destinado à ficha de pagamento de seus funcionários.

O “passivo oculto”, com rescisões e eventuais indenizações trabalhistas, é outro fantasma em tal relação. Esse, infelizmente, inevitável para quem tem funcionários, já que cedo ou tarde fatalmente se deparará com uma situação dessa natureza.

Outro fator oculto, e esse imensamente prejudicial, é o fato de que, em função de pretensa economia, se paga a esses funcionários salários baixos comparativamente com o mercado, sem o oferecimento de muitos benefícios além dos exigidos pelo sindicato e, muitas vezes, sem dar sequer as condições ideais de trabalho.

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Uma geração de estranhos.

Os seres humanos modernos não estão mais acostumados a viver na natureza: só conhecem a cidade.

Umberto Eco

Creio que Michel Serres tem a melhor cabeça filosófica que há na França hoje em dia. E como todo bom filósofo, Serres é capaz de refletir sobre os temas atuais tão bem quanto sobre os fatos históricos. Vou basear descaradamente esta coluna no esplêndido ensaio que Serres escreveu no mês passado para o “Le Monde”, no qual nos alerta sobre questões relacionadas à juventude atual: os filhos de meus leitores jovens e os netos de nós mesmos, os velhos.

Para começar, a maioria desses filhos ou netos nunca viu um porco, uma vaca ou uma galinha – observação que me faz lembrar uma pesquisa feita há cerca de 30 anos nos Estados Unidos. Ela mostrou que a maioria das crianças de Nova York achava que o leite, que elas viam em recipientes sendo vendido nos supermercados, era um produto fabricado pelo homem, tal como a Coca-Cola.

Os seres humanos modernos não estão mais acostumados a viver na natureza: só conhecem a cidade. Eu também gostaria de assinalar que ao sair de férias, a maioria deles se hospeda no que o antropólogo Marc Augé definiu como “não lugares”: espaços de circulação, consumo e comunicação homogeneizados.

As vilas dos resorts são impressionantemente parecidas, digamos, ao aeroporto de Cingapura – cada um deles com uma natureza perfeitamente ordenada e limpa, árcade, totalmente artificial.

Estamos no meio de uma das maiores revoluções antropológicas desde a Era Neolítica. As crianças de hoje vivem em um mundo superpovoado, com uma expectativa de vida próxima dos 80 anos.

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Archimedes Marques em: A liberação da marcha da maconha

O Supremo Tribunal Federal (STF), nossa Corte do judiciário de última instancia, ao garantir na quarta-feira (15/06/2011), o direito de cidadãos realizarem manifestações pela legalização de drogas em todo o Brasil, decisão esta proferida por unanimidade dos oito ministros que participaram do julgamento, pondo fim de vez a celeuma sobre o assunto e consentindo, a partir de agora, a livre manifestação de protestos e eventos públicos, como a marcha da maconha e tantas outras do gênero que queiram fazer, abre sério e grave problema para a nossa sociedade.

A Corte que julgou ação proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que defende o direito a manifestações pela descriminalização das drogas, sem que isso seja considerado apologia ao crime, deixa a dubiedade da interpretação da sentença, vez que, o uso de drogas ilegais é crime previsto em lei no nosso país.

A decisão do Supremo teve como base o direito, garantido na Constituição, de expressar ideias e se reunir para debater sobre elas, ou seja, o direito de livre expressão do cidadão.

Para não muito me alongar no texto, cito somente algumas frases justificativas de votos de dois ministros do STF: O relator do processo, ministro Celso de Mello, defendeu a liberdade de se manifestar desde que seja pacífica e não haja estímulo à violência. Para ele, as chamadas marchas da maconha não fazem apologia às drogas, apenas promovem um debate necessário, ao argumentar: “No caso da marcha da maconha, do que se pode perceber, não há qualquer espécie de enaltecimento defesa ou justificativa do porte para consumo ou tráfico de drogas ilícitas, que são tipificados na vigente lei de drogas. Ao contrário, resta iminente a tentativa de pautar importante e necessário debate das políticas públicas e dos efeitos do proibicionismo”.

A Ministra Ellen Gracie asseverou: “Sinto-me inclusive aliviada de que minha liberdade de pensamento e de expressão de pensamento esteja garantida”.

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