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:: ‘Falaê’

Muitos médicos, pouca qualidade

Antonio Carlos Lopes

Parece haver hoje em nosso país uma política deliberada de desqualificação da Medicina e dos médicos. A despeito de ainda ser centro de excelência e referência mundial em variadas especialidades, o Brasil coloca seu sistema de saúde em xeque dia a dia por equívocos e/ou falta de visão de parte dos gestores.

Atualmente, um grande vilão da desconstrução de nossa Medicina é o aparelho formador. A abertura de escolas médicas não foi enfrentada com a devida seriedade e os resultados são nefastos. Recente avaliação do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo com estudantes do sexto ano atestou que quase 50% deles não sabe interpretar radiografia ou fazer diagnóstico após receber informações dos pacientes. Também cerca de metade administraria tratamento impreciso para infecção na garganta, meningite e sífilis. Ainda não seria capaz de identificar febre alta como fator que eleva o risco de infecção grave em bebê.

O baixo percentual de acertos em campos essenciais da Medicina, como Saúde Pública (49% de acertos), Obstetrícia (54,1%), Clínica Médica (56,5%) e Pediatria (59,3%) é alarmante. Aliás, os índices de reprovação desde que a avaliação foi criada, em 2007, mostram que muitos novos médicos não estão preparados para exercer a profissão.

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Climão de fim de ano alerta

Cuidado. Não adianta mais nada agora. Ele está aí, nem digo para ficar, porque daqui a pouco já foi. Já entrou tudo, ou melhor, já saiu. Como passou rápido esse ano! Esse e os outros que nos deixam os cabelos brancos, ruguinhas, e a sensação de sempre, de que poderíamos ter feito mais e melhor.

Não ria. Conheço um monte de gente que faz igual. Chega dezembro e começa a fazer balanço do que deu para fazer e do que fez até sem dar, o que acontece com muita frequência. Fora os planos que vêm sendo carregados, tal qual fardos – ano após ano – no papel ou no âmbito das frustrações. Tem quem goste de tudo isso, e não é o meu caso, que acho um porre essa época e todos os salamaleques, obrigações e sentimentos que se dispersam na primeira esquina. Todo mundo fica bonzinho – deve ser resquício de quando precisávamos nos comportar para ganhar presentes de Papai Noel, para passar de ano, para o papai-do-céu nos perdoar. É o povo se fazendo de bobo para viver, como se dizia.

Este ano tudo chegou antes: as árvores, as luzinhas. O climão. Quando vi a rua já estava coberta de apelos natalinos, com a visível predominância – repare – de bolas, aquelas frágeis que eu não sei como chamam, e que a gente dependura nos galhos, brilhantes, coloridas, de vários tamanhos. Devem ter sido produzidas ainda mais em massa lá na China, o país que influencia os penduricalhos e a moda de uns tempos para cá.

Você pode até correr, mas difícil vai ser não acabar envolvido com tantos apelos comerciais, de consumo, alguns até para começar a pagar só depois do Carnaval, e ficar devendo o ano inteiro, mês após mês. Sentiu o frio na nuca? Pois olha só o que consegui focando o climão e o que vem junto dele: uma lista de coisas com c. C de casa. C de comida. (O resto é por sua conta).

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Recaídas com o ex? Por que e até quando?

Quem terminou, mas não está bem resolvido com o fim do relacionamento, vira e mexe se pega enroscado com o ex. Liga, manda mensagem, propõe um encontro e pronto: está armada a emboscada – mais horas, menos horas e lá estão os dois, não necessariamente ressuscitando a história, mas dando-lhe alguns suspiros a mais!

Não que haja algo errado nisso, mas convenhamos: há sim, certa incoerência. Se querem mesmo estar juntos, por que terminaram? E se querem mesmo terminar, por que estão juntos novamente? Ok, há dúvidas! Tudo bem… nada mais humano.

O fato é que sua mente quer uma coisa, mas seu coração quer outra. Por alguma razão, vocês acreditam que não devem dar continuidade à relação, mas por algum desejo irracional, não conseguem deixar de se ver. Sendo assim, enquanto os sentimentos estiverem confusos e você não souber exatamente se quer ficar junto ou separado de alguém com quem vinha se relacionando, as recaídas farão parte do processo de esclarecimento.

A questão é: essas recaídas te fazem bem ou te fazem mal? Se fazem bem, nem precisa continuar lendo este artigo. Tá tudo certo! Vá em frente e seja feliz! Mas se te fazem mal, significa que em vez de esclarecer, esse vai-e-vem está servindo para te confundir ainda mais, para gerar em você sentimentos piores do que a própria confusão. Daí, sim, é hora de parar e refletir!

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Maria Regina Canhos Vicentin em: Um desafio às mulheres

Há alguns anos, acompanhando uma das palestras de Luís Henrique Beust, diretor-executivo do Instituto Anima Mundi (dedicado à implantação de programas na área de educação para a paz) algumas frases me chamaram a atenção. Referiam-se a um pronunciamento feito por uma ilustre durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher. Reproduzidas por Luís Henrique, as frases diziam mais ou menos assim: “Mulheres, precisamos nos posicionar. Não podemos esquecer que representamos pelo menos metade da população mundial e, que somos mães da outra metade”. Ora, que verdade insofismável! Até então, eu nunca havia pensado nisso. Era maravilhoso e terrível ao mesmo tempo. Maravilhoso, porque temos nas mãos as possibilidades de mudança.  Terrível, porque há anos estamos inseridas nesse contexto e pouco fizemos para transformar a nossa própria situação, colaborando silenciosamente para a manutenção da violência e do preconceito face à mulher.

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Marli Gonçalves em: O ataque dos jericos humanos

Olha, do jeito que a coisa anda, a gente até fica muito mais criativo. Porque, para definir algumas coisas que vemos e ouvimos. só inventando novas palavras ou movimentos que dêem boas onomatopéias. Se bem que as do soco – Pow! Tum! Soc! Paf! Póim!– Batman e Robin já imortalizaram.

Andei pensando em virar super-herói. No caso, super-heroína. E já vou adiantando que o meu uniforme seria realmente imbatível. Coladinho, pin-up, provavelmente preto e branco, e com adaptadores de todos os acessórios maravilhosos que usaria para a minha missão. Inclusive o que me tornaria invisível aos olhos dos maus e dos babacas desidratados que temos de suportar tentando ou fazendo bobagens todos os dias. O pior é que eles se levam a sério!

Qual seria a missão? Em resumo? Apontar e desapontar os responsáveis pelas ideias de jerico que acabam circulando livres entre nós, ocupando espaços, como se elas – as tais ideias – pudessem gozar de liberdade, até como se ideias fossem, se tivessem algum fundamento.

Vamos pensando juntos e vocês me ajudam a aperfeiçoar meus planos? Vamos lá.

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Obrigado, presidente Dilma!

Presidente Dilma!
Da leitora de O Globo, Maria Cristina Duarte de Faria

“Agradeço à presidente Dilma por vetar o aumento aos aposentados, pois eles não precisam de aumento, não pagam luz, gás, aluguel, remédios, etc., como todas as outras categorias. Tudo lhes é dado gratuitamente, ao contrário de parlamentares, juízes, ministros, etc., que têm de trabalhar duro para conseguir o pouco que têm. Aposentado só trabalhou por 30, 35 anos, descontando durante esses anos todos para uma Previdência que hoje o acha culpado de todos os males.Aposentado vive de teimoso, pois já não se precisa mais dele, agora que não trabalha mais; é um vagabundo e só serve para o Imposto de Renda. Além disso, a única greve que os aposentados podem fazer é a de não mais morrerem e entupirem um pouco mais os hospitais públicos, com suas doenças.
Cordiais saudações, presidente Dilma.
Nós, os aposentados, agradecemos seu carinho e respeito.

Maria Regina Canhos Vicentin em: Maledicentes e hipócritas

Confesso que estou aborrecida, e muito. Tomei conhecimento de alguns fatos que me deixaram triste e decepcionada com algumas pessoas que, graças a Deus, não conheço; e nem desejo conhecer. Para que vocês tenham ideia do tamanho da maledicência e hipocrisia, vou ilustrar o texto com algumas considerações a respeito de algo que aconteceu numa paróquia da minha cidade natal.

A igreja andava um tanto vazia depois que o último pároco havia sido transferido para outra comunidade. Os fiéis esperavam para ver quem iria assumir a paróquia, até que chegou um moço conhecido, da própria cidade, que estava afastado havia alguns anos trabalhando num outro local. Veio debilitado fisicamente, devido a problemas de saúde, mas cheio de ideias na cabeça referentes às modificações que gostaria de implantar.

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Archimedes Marques em: O PODER SOBRENATURAL DO CRACK

Há algum tempo atrás um cidadão aparentando ter pouco mais de trinta anos, vagava pelas ruas centrais de Aracaju, como de costume, pois noutra vez eu já tinha observado os seus passos nas mesmas cercanias. Mostrava estar triste e deprimido como nunca, talvez como sempre. O dia de sábado era como outro qualquer na sua vida e na vida da cidade, pois o vento que soprava quente era o mesmo, o sol abrasante e causticante a tudo esquentar era o mesmo, as pessoas indiferentes, passando de um lado para o outro das ruas e nas calçadas, afastando-se do citado cidadão em misto de medo e asco eram as mesmas, a agencia bancaria a qual ele entrara era também a mesma. Entretanto, aquele carrancudo cidadão, barbudo, cabeludo, sujo, maltrapilho, esquelético, parecendo seriamente doente me lembrava de alguém, alguém conhecido, alguém que um dia já mantivera algum tipo de contato verbal comigo, mas, por mais que eu tentasse me lembrar de quem seria aquela misteriosa pessoa não conseguia. Demasiadamente curioso, dessa vez olhei mais demoradamente para aquele estranho e intrigante cidadão enquanto ele tirava dinheiro no cash do banco no mesmo instante em que as outras pessoas que ali estavam presentes trataram de fugir do recinto pensando ser ele um assaltante, um bandido ou delinquente qualquer, talvez um maluco andarilho.

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Maria Regina Canhos Vicentin em: A necessidade de valorização e reconhecimento

Por esses dias estava refletindo sobre o avanço da criminalidade, o uso exagerado de álcool e drogas, o aumento no emprego da violência para solução dos conflitos. Sem dúvida parecemos experimentar uma volta ao tempo em que se usava mais o instinto que a razão. Por quê? O que tem levado a humanidade a esse retrocesso moral? O que leva pessoas civilizadas a se relacionarem como animais irracionais? Além dos inúmeros fatores já elencados e conhecidos, arrisco um palpite: a carência. Os seres humanos estão carentes de valorização e reconhecimento. A ideologia capitalista nos transformou em mercadorias, desprovidas se sentimentos e sensações, pois precisa de consumidores para sobreviver.

Para vender cremes de beleza nos fez acreditar na feiúra. Para vender felicidade nos fez infelizes. Para criar consumidores vorazes minimizou o valor de tudo o que somos. Instaurou-se a sensação de carência generalizada. Precisamos ter para sermos felizes. Ter o carro, o celular, o computador, a televisão de plasma, as várias roupas e calçados. Se não temos tudo isso, não valemos nada, não temos valor algum. E se não temos nada, ficamos com muita raiva de quem tem. Tomamos à força o que a vida não nos deu. E se temos tudo, impressionantemente não ficamos satisfeitos, queremos mais. Nada parece aplacar a fúria do nosso vazio existencial.

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O SUS que temos e o SUS que merecemos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os investimentos em assistência à saúde no Brasil são parcos. Entre as 192 nações avaliadas, ocupamos a 151º posição. A despeito de ser considerado o 7º maior PIB (Produto Interno Bruto) do planeta, o país gasta US$ 317 por pessoa/ano, 20 vezes a me­nos que a campeã Noruega. No financiamento público em saúde, nosso investimento é 40% mais baixo do que a média internacional (US$ 517).

Os problemas históricos do sistema têm relação direta com a carência de recursos. Só para se ter uma ideia, o orçamento privado é 2,4 vezes superior ao público, proporcionalmente à população coberta pe­los planos de saúde e pelo Sistema Único de Saúde.

O resultado é um atendimento sem qualidade: macas nos corredores das enfermarias e pronto-socorros, hospitais e santas casas à beira da falência, dificuldades para o agendamento das mais simples consultas. Isso sem falar na desvalorização dos recursos humanos. Médicos e demais profissionais de saúde recebem salários irrisórios e a tabela do SUS não é corrigida há anos.

Em nova tentativa de ajudar a solucionar os principais entraves da rede pública, foi lançado recentemente o Movimento Saúde e Cidadania em Defesa do SUS. Encabeçado pela Associação Médica Brasileira, Associação Paulista de Medicina e representações de especialidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Trata-se de uma frente ampla de entidades da sociedade civil da maior respeitabilidade que reúne também a Ordem dos Advogados do Brasil/SP, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – ProTeste, o Sindhosp, a Associação Nacional de Hospitais Privadas, a Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, o  Idec, entre dezenas de outras.

As bandeiras principais do Movimento são assistência de qualidade à população, mais recursos para a saúde pública, valorização dos profissionais de saúde, apoio aos hospitais filantrópicos e reajuste da tabela do SUS. Enfim, reivindicações justas, necessárias e inadiáveis, pois, sem elas, o SUS certamente enfrentará sérias dificuldades. Seria o triste fim de um projeto entendido, na teoria, como referência em todo o mundo por universalizar integralmente a saúde.

Durante anos o Ministério da Saúde viu o SUS ruir sem esboçar reações. Felizmente agora temos uma boa perspectiva com o ministro Alexandre Padilha. Médico, infectologista de formação, ele tem um olhar cidadão para a saúde e está sensível a resolver os gargalos do SUS. Tem lutado por mais verbas, incentivado a Residência Médica e apoiado entidades e  academia com o intuito de melhorar a assistência aos brasileiros e resgatar a dignidade dos profissionais do setor.

Esperamos que seja forte para suportar aqueles que terão os interesses contrariados, podendo levar a fundo as reformas que a saúde exige. O trabalho é árduo e exigirá muita obstinação.  Afinal, existe longa distância entre o SUS que temos e o SUS que merecemos.

 

Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica 

Maria Regina Canhos Vicentin em: Inclusão x Exclusão

Interessante perceber como estamos despreparados para a inclusão quando convivemos há tanto tempo com as deficiências. É impressionante; mas ainda hoje não queremos ver; recusamo-nos a aceitar. Os espaços sociais não são para todos? Então, porque criamos projetos nos quais as pessoas portadoras de necessidades especiais, mesmo diante de sua limitação, necessitam brigar para usufruir? Tiramos o problema da sociedade e o colocamos no indivíduo. Quer um exemplo? As vagas para deficientes existem nos estacionamentos, mas normalmente são ocupadas por quem não possui deficiência alguma. Acaso desejamos que o portador de necessidades especiais saia no tapa para assegurar a sua vaga? Quem deve ser responsabilizado por isso? A coletividade, lógico.

A inclusão precisa ser feita com a responsabilização da coletividade. Necessitamos quebrar essas paredes quadradas nas quais estamos inseridos. Se o projeto não está surtindo resultado, devemos nos perguntar qual o problema do serviço oferecido, e não qual o problema do indivíduo. É muito fácil colocar a culpa na pessoa excluída, afinal, ela já está excluída mesmo. Quem vai defendê-la e assegurar o seu espaço social?

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Marli Gonçalves em: Não basta só ser séria? Tem de parecer séria?

Eu a vi, mas até demorei a reconhecer – dependi do letreiro. Na televisão, a jornalista amiga fazia tanta força para parecer bem séria que ganhou pelo menos uns dez anos a mais na expressão crispada. Ando meio invocada com essa infestação de conselhos para tudo e todos que anda por aí. O que é pior: as pessoas acreditam e tentam seguir à risca regras e manuais. Liberdade para as borboletas!

É uma ditadura do comportamento. Uma verdadeira armadura medieval. Tem de fazer isso e isso, pensar aquilo, usar tal coisa dessa maneira, assim, assado. Não pode tal; nem passar perto daquilo. A impressão é que em breve novamente florescerão os cursos de boas maneiras para moças, e aquelas escolas de donzelas que antes de sorrir levam as mãos aos lábios. Nada de brejeirices.

O resultado é que pelas ruas e telas vemos as mulheres que têm muito o que dizer, mas para ser ouvidas parece que precisam ficar e se mostrar sisudas, tipo braços cruzados, lábios duros “sem mostrar os dentes”, roupas clássicas em tons bem neutros. A cara não pode ter muita expressão, a não ser a da seriedade auto-imposta, e um certo mau humor do tipo “fique distante”. Uma coisa Dilma. Preocupa-me essa profusão de Dilmas, neste sentido, que estão aparecendo.

O outro resultado é a legião de iguais e mais iguais que vemos por aí. Mais que “Maria vai com as outras”, formas de aceitação e submissão. Canso de ver matérias de revistas e sites renovando mês após mês, igual menstruação, ensinamentos, “dicas” (como chamam para buscar torná-las mais palatáveis) de como se dar bem, como melhorar rendimentos, como crescer na firma, como-isso-como-aquilo. Sabe como é, não? Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Parece que estão conseguindo convencer o povo de que isso tudo é bom.

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