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:: ‘Falaê’

Tom Coelho em: Autenticidade na responsabilidade social

“A educação é um processo social, é desenvolvimento.
Não é a preparação para a vida, é a própria vida.”

(John Dewey)


Responsabilidade social é um dos imperativos do mundo corporativo moderno.
Para algumas organizações isso se resume meramente a práticas de cunho
assistencialista. A distribuição de ovos de páscoa em abril, uma campanha do
agasalho organizada durante o inverno, brinquedos distribuídos no dia das
crianças e cestas básicas ofertadas no Natal funcionam como pequenas
indulgências ao empresariado. A sensação de legar uma contribuição à
comunidade consegue amainar o espírito e promover o bem, ainda que de forma
pontual.

Outras empresas são eficientes em praticar marketing social. O importante
não são as realizações, mas a repercussão midiática das ações tidas como
sociais. Assim, investe-se mais em material publicitário e assessoria de
imprensa do que nas pessoas beneficiadas, com foco precípuo na imagem
institucional. Agindo assim, correm elevado risco, haja vista que a
sociedade, apoiada pelas redes sociais, está atenta para denunciar
publicamente um comportamento antiético.

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Maria Regina Canhos Vicentin em: O ciclo da vida

A gente nasce e todo mundo faz apostas quanto ao nosso futuro. Vai ser pessoa de sucesso, fama e prestígio. Vai ter saúde e ganhar muito dinheiro. Vai ser feliz. Os votos são sinceros e espelham o querer da maioria. Afinal, quem não deseja ser feliz, famoso e rico? Os pais, satisfeitos, aninham nos braços seu pequeno bebê torcendo para que tenha tudo o que lhe foi desejado pelos amigos e parentes.

O tempo passa e, ainda crianças, começamos a conhecer o mundo e seus desafios. Tudo é festa. O que a gente não alcança, o pai ou a mãe entregam em nossas mãos. Choramos e logo somos atendidos. A infância parece ser um pedaço do céu para muitos de nós. Somos felizes e inocentes.

A adolescência nos surpreende com um montão de espinhas e problemas insolúveis. O conteúdo escolar é difícil e os pais são chatos. Mas, em compensação os amigos são ótimos; e o melhor, também têm espinhas. O maior desafio é conseguir burlar a vigilância parental e voltar para casa na madrugada. Somos insatisfeitos e ingênuos.

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Rosana Braga em: Você quer um amor, custe o que custar?

Algumas pessoas, depois de passar um longo tempo sem namorar, entram numa espécie de redemoinho de ansiedade e desespero, pensando e agindo de modo visivelmente desesperado para conseguir engatar um encontro, um caso, qualquer que seja a forma de vínculo.

Claro que a maioria nem percebe essa dinâmica desvairada que adota. Muitos acreditam mesmo que estão apenas “lutando” por alguém que lhes interessa – e nada mais natural. Mas a questão é que sempre tem alguém, ou melhor, essas pessoas se apaixonam e se desapaixonam quase que semanalmente.

Há ainda aquelas que nunca ficam sem uma história de “amor”. Estão sempre enroladas e sofrendo. E assim, terminam assumindo como seus aqueles perfis sustentados pelo azar: “tenho o dedo podre para relacionamentos”, “só atraio pessoas erradas”, “não nasci para ser feliz no amor”, entre outros.

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Coluna Carlos Brickmann / “A Cidade da noite sem fim”

Depois da tempestade vem a bonança, diz o provérbio. E, diz a vida real, haja bonança ou tempestade, vem o apagão em São Paulo, a cidade mais rica do país.

Faltou luz por mais de duas horas, na quinta – com tempo estável, de veranico incrustado no inverno. Faltou luz na sexta, por mais algumas horas, sem chuva, sem vento. Quando falta luz, o Metrô para, os sinais de trânsito se apagam e voltam enlouquecidos, os eletrodomésticos se queimam, a comida se estraga na geladeira. Sem iluminação pública, cresce a insegurança. Depois, vem uma “explicação técnica” e o Governo impõe às concessionárias pesadas multas – das quais, claro, nenhuma é paga. Indenização? Em que país você pensa que vive?

Porque aqui, em São Paulo, Brasil, há o estranho costume de não pagar indenização, de não abater da conta o tempo em que não houve luz, e ainda de cobrar um extra, para o consumidor deixar de ser besta. O ator Kito Junqueira, por exemplo, teve em 40 dias 28 interrupções de energia, no total de 60 horas sem energia. Sua conta de luz, que varia perto dos cem reais por mês (boa parte de sua casa usa energia solar), passou para R$ 766,12. Ele reclamou, reclamou, e acabou entrando na Justiça. Pediu à Anatel que tomasse providências (acredita nessas coisas, o ingênuo!). A Anatel disse que não poderia fazer nada porque ele tinha entrado na Justiça. Lembrete: a Anatel é a agência reguladora da área.

Dizem que os gringos da AES tentam aumentar o lucro a qualquer custo para vender a concessionária. Mas não fariam uma coisa feia dessas, você não acha?

Ficar para que?

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Marli Gonçalves em: Até a Poliana já desconfia

Alô! Seu mundo está cor-de-rosa? Os preços baixaram aí onde você está? Tem dinheiro sobrando para alguma coisa? Está conseguindo atingir suas metas e concretizar planos? Sente-se seguro?

Se você respondeu sim às questões acima, parabéns! Descobri. É você o ET que todo mundo anda procurando alucinadamente. Ou é a própria Poliana encarnada e ressuscitada no Brasil. Ou será uma cruza dos dois? A imagem que me ocorre é terrívelmente maledicente, a de um serzinho verde e rosa (puxou o pai e a mãe), vestido com a camisa de algum time de futebol, por causa da Copa, com um calção de seleção canarinho, todo contente porque vai ter Copa, e com um brochinho de estrelinha na lapela. Sexo embrionário, indefinido, e até liberado, tudo porque vai ter Copa. E Olimpíadas.

Otimista, porque vai ter Copa. E Olimpíadas. Seguro, porque vai ter Copa. E Olimpíadas. Pronto para enfrentar tudo e todos, porque vai ter Copa. E Olimpíadas. Certo de que vai dar tudo certo e que vai ficar rico, muito rico, porque vai ter Copa. E Olimpíadas. Pronto para o que der e vier, porque vai ter Copa. E Olimpíadas. Satisfeito sexualmente, porque vai ter Copa. E Olimpíadas. Rico de espírito, porque vai ter Copa. E Olimpíadas.

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Casamento Maldito

Cristovam Buarque

A corrupção tem sido uma loteria ao contrário: o vencedor compra o bilhete e espera ser sorteado depois; o corrupto rouba primeiro porque sabe da pouca probabilidade de ser punido.

A impunidade é o pai da corrupção, a mãe é a falta de valores morais: de compromissos sociais e sentimento pátrio entre os que se dedicam à política.

A vocação política deveria nascer do sentimento de responsabilidade com a coletividade, com o país, com a humanidade. Quando essa vocação surge, a vida pública é um sacrifício com o prazer de realizar a obra da construção do mundo.

O político é um escultor. A escultura é o mundo que ele transforma por sua ação; e sua biografia termina esculpida por suas ações. Joaquim Nabuco é um dos exemplos brasileiros. Sua biografia se fez, enquanto ele esculpia a abolição da escravatura. Ele e sua carreira se confundiam com a luta e o resultado obtido.

Impossível imaginar Nabuco roubando porque, mesmo que houvesse impunidade no seu tempo, ele fazia política com o propósito de realizar seu compromisso social com os escravos, seu amor patriótico por um país sem escravidão.

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Maria Regina Canhos Vicentin em: Selecionando hóspedes

“Maria precisou fazer uma viagem às pressas. Foi visitar sua avó que estava nas últimas. Como não podia deixar sua residência desprotegida, pediu a uma vizinha que tomasse conta dela por uns dias enquanto estivesse fora. Passado algum tempo, quando retornou, Maria encontrou sua casa completamente desarrumada, suja, e com alguns móveis danificados. Foi ter com a vizinha, buscando explicações para a bagunça: – Sabe o que é, dona Maria, logo que a senhora viajou, alguns de seus sobrinhos vieram lhe visitar e pediram pouso. Não imaginei que eles fossem fazer essa algazarra. Maria ficou furiosa e gritou: – Esta casa é minha, não sua. Você não tinha esse direito! Devia ter dito: NÃO!”

Esta pequena estória me faz pensar como Deus, provavelmente, gostaria de nos dizer a mesma coisa. Ele procura nos dar liberdade nas escolhas que fazemos, mas creio que, sinceramente, não esperava tamanha bagunça em nossas vidas. Perdemos de vista que, na realidade, não nos pertencemos. Antes, somos templos do Espírito de Deus. “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus, e que, por isto mesmo, já não vos pertenceis?” (I Cor 6, 19). Esquecemos que, com esse empréstimo, tornamo-nos obrigados para com Deus, e precisamos prestar-lhe contas do emprego que estamos fazendo do seu imóvel, pois é isso mesmo que somos sem o sopro divino, mero imóvel (os cadáveres provam isso).

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Coluna Carlos Brickmann / “Sangue nas mãos – e sangue mestiço”

Nélson Rodrigues não disse, mas poderia ter dito que todo fundamentalista é um idiota fundamental. “Fundamentalista” é palavra suficiente para informar que se trata de um idiota. O terrorista norueguês se define como “fundamentalista cristão”. Trata-se de um cretino sanguinário; imagina-se um guerreiro, mas não passa de um terrorista assassino. E não sabe nem do que fala.

Diz o terrorista que é contra a mistura de raças. A ciência mostra que na população de homo-sapiens – o nome científico que nos cabe – só existe uma raça, a raça humana. Talvez queira protestar, em suas 1.500 páginas de bobagens, contra a mistura de etnias. Chegou tarde: hoje é consenso que todos os povos descendem de um grupo original nascido na África e que de lá se espalhou pelo mundo.

Os exames de DNA mitocondriais mostram que há uns dez mil anos os povos germânicos (hoje predominantes no Norte da Europa) e berberes (do Norte da África) tiveram alguma ligação. Na Guerra dos 30 Anos, ocorrida no século 17, houve grande migração de populações. Berlim, por exemplo, passou longo tempo ocupada por eslavos. Os magiares húngaros se uniram aos povos germânicos da Áustria (que, por sua vez, já se haviam mesclado com os celtas, moradores originais da Europa). Há alemães louros, alemães morenos. E, na própria Noruega, existe a Lapônia. Os lapões nada têm de germânicos ou vikings e sua língua apresenta parentesco com o basco, o húngaro, o finlandês.

O cretino fundamental critica o Brasil pela mestiçagem. Esquece dos EUA, tão mesclados quanto nós, cujo povo mestiço criou a maior potência do mundo.

Cá como lá

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A comunicação que a Igreja faz

*Ronaldo da Silva

São muitas as discussões que a Igreja Católica está provocando com a realização nesta semana, de 17 a 22 de julho, no Rio de Janeiro, do 7º Muticom – Mutirão Brasileiro de Comunicação.

Atualmente a Igreja no Brasil detém a concessão de centenas de emissoras de rádio, inclusive organizadas numa rede chamada RCR (Rede Católica de Rádio); inúmeros jornais e revistas, centenas e talvez milhares de sites e blogs marcando uma presença determinante no espaço digital com grande desenvoltura. Quanto à televisão, o maior veículo de comunicação de massa atual, já soma quase um dezena de emissoras e, claro, algumas com maior expressão e abrangência nacional.

Se na década de 80, quando a Igreja ainda engatinhava nos meios de comunicação, e nem as TVs católicas e a internet existiam ainda, o lema era “Evangelizar é mais fazer do que dizer”, e isso em todos os campos, também o da evangelização com as mídias, hoje o foco é outro. Agora, a hora é de utilizar “bem” o potencial dos meios de comunicação da Igreja e trabalhar mais conjuntamente para levar sua mensagem a um número maior de pessoas.

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Archimedes Marques em: A herança banguela

De uma comunidade paupérrima do município de Barra dos Coqueiros no final dos anos 80, época em que por dois anos estive como Delegado Titular da Delegacia de Polícia local, então apareceu um fato policial inusitado, cômico, e até certo ponto comprovante do que vem a ser a ignorância total e a pobreza absoluta vivida pelo ser humano dentro de um país rico como é o Brasil.

Há alguns quilômetros da cidade sede daquele município, mais de perto às margens do rio Japaratuba que faz divisa com o vizinho município de Pirambu localiza-se uma pequena faixa de terra que era então conhecida por Ilha do Rato onde na época existiam várias casas de taipa, madeira e palhas de coqueiros, construídas à beira do rio ou em meio ao manguezal ali existente.

Ali naquele pedaço de terra em que lutavam o homem com o caranguejo por um melhor espaço, uma senhora havia falecido de morte natural e então os seus três filhos, demais familiares e outros moradores da Ilha do Rato, trouxeram o corpo em cortejo fúnebre acompanhado por várias carroças para que fosse enterrado no cemitério da cidade sede do município.

Entretanto, no trajeto descobriram que a defunta estava sem a dentadura superior. Furtaram a dentadura da falecida… E então uma irmã acusou a outra pelo crime praticado contra a sua mãe, ou melhor, contra a defunta.

Depois do verdadeiro “barraco” em que as duas irmãs praticaram agressões físicas e morais mutuamente em público já na cidade, o caso foi levado por populares para resolução da Polícia e enquanto isso a defunta “aguardava” na porta do cemitério ao relento no sol escaldante dentro de um caixão improvisado sem tampa, a minha decisão para a estranha contenda.

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Marli Gonçalves em: Levantar e sacudir o acampamento

Existem várias expressões corriqueiras que vamos usando na vida, mas só de vez em quando elas fazem realmente algum sentido. Tem quem arme a barraca; tem quem levante acampamento. Como não pude decidir, vou levantar. E armar minha barraquinha em outro lugar, mudar o meu lar.

Estavam quietinhas, tranquilas, acomodadas, algumas até curtindo o esquecimento. Cada coisa tinha lá seu lugar. Ou dormitavam em em meio ao caos, com outro montinho de coisas socadas em cima, empilhadas em gavetas, prateleiras, debaixo de pias, extraviadinhas junto com extraviadinhos. Há dois anos e meio elas tinham sido organizadas, revistas, espanadas, arquivadas, postas em caixas. Depois que chegaram, foram repostas em outras gavetas, de outros armários. Toda uma nova organização. E agora lá vão serem movimentadas de novo. Imagine. Se a gente muda de querer de um dia para o outro, o que dizer de depois de dois anos e meio? Fico até ansiosa pelo resultado. Assim, nesse levantar e rearmar de mais uma mudança, saberei mais de mim mesma – do que continua importante ou será desprezível. Uma espécie de tecla “Atualizar”, F5. Refresh.

Uma nova hierarquia se sobrepõe. De novo o que era da sala poderá ir parar lá no quarto, e o quadro da parede fará companhia a alguma outra imagem distante. Há quem chame de releitura. Eu chamo de reciclagem e reaproveitamento total das possibilidades, dentro delas, sempre com o mesmo rol de coisas, hoje apenas ainda mais gastas. É o que dá.

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Coluna Carlos Brickmann / “Entre tapas e beijos”

Não, não foi preciso bater o tacape na mesa. Bastou à presidente Dilma tirar a tampa da caneta que nomeia e desnomeia para que o Partido da República, o PR de Valdemar da Costa Neto, Blairo Maggi e Alfredo Nascimento, suspendesse seus movimentos de rebeldia. E o homem-bomba Luiz Antônio Pagot, que em seu depoimento no Congresso destruiria ministros, foi bonzinho. O leão miou.

Dilma foi longe: para o lugar do ministro Nascimento, humilhado e afastado, nomeou outro integrante do PR, Paulo Passos – integrante, mas mal-visto no partido. Dizem à boca pequena tudo de ruim sobre ele: até que tem fama de honesto. Que horror!, exclamarão seus correligionários. Mesmo assim ganhou o cargo.

Mas Dilma não irá tão longe quanto deveria. Quem tocou a pontapés o comando do Ministério dos Transportes não poderia parar aí. As sindicâncias e apurações de eventuais irregularidades teriam de vir em seguida e não vieram. Aliás, não virão. Dilma já foi ousada o suficiente. Mais do que já fez seria temerário. Outros partidos não são melhores que o PR e poderiam sentir-se ameaçados. Enquadrar as bases, vá lá; mas acuá-las põe em risco a segurança do Governo. A propósito, tratar com dureza quem assim deve ser tratado não será bem-visto nem mesmo na oposição. Cada partido sabe direitinho onde lhe dói o calo.

Por falar nisso, agora em agosto prescreve o crime de formação de quadrilha no caso do Mensalão. Julgamento das outras denúncias, talvez só no ano que vem. Se não houver recursos inesperados, se as costas do ministro melhorarem.

Relembrando

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