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No GOTAS DE PAZ

Alegria interior

A alegria interior é um estado do espírito, ela sempre está lá desde que façamos a nossa parte para cultivá-la dia a dia sem deixar que ela se acabe.

Quando estamos buscando o melhor para nós, fazendo tudo para nos tornarmos melhores lá está a nossa alegria interior crescendo cada dia mais, não importam as dificuldades se confiamos em nosso potencial seremos sempre agraciados por essa alegria de viver e servir a quem precise de nós.

Cultivar bons sentimentos e agir com amor diante daqueles que necessitam de nós, nos fará criaturas melhores regando sempre a alegria em nosso coração.

Um coração alegre não tem espaço para tristeza nem para melancolia, está sempre a frente com boas intenções e sentimentos.

A alegria cura a nós mesmos e a todos que nos rodeiam, podemos transferir nossa alegria para todos a nossa volta.

Bons gestos geram benfeitorias enormes a nós e a quem recebe, desta forma fazendo o bem sempre vamos dia a dia regando a nossa alegria interior, portanto hoje vamos sorrir mais, abraçar mais e levar uma boa palavra a quem estiver precisando de nós.

http://www.gotasdepaz.com.br/alegria-interior/

Luiz Castro em: DECOLORES

“A TERRA DA MINHA VIDA – JORGE AMADO”

“Poucas vezes me senti tão honrado em minha vida como me sinto agora. Aconteceram-me fatos diversos que levaram a mim e aos meus livros mundo afora. Eles significaram, antes de tudo, Ilhéus. Não só porque aqui comecei a vivê-los, porque aqui imaginei a escrevê-los, mas porque a presença de Ilhéus irradiou a luz especial que ilumina essas minhas pobres páginas.

É de Ilhéus que nasce o que de mais puro e sensível, o que de mais belo possa ter o que escrevi. Ilhéus como tema me inspirou, me marcou de forma profunda o que escrevi de alma e corpo, as coisas que quis dizer em todo o meu trabalho literário da decorrência de toda a minha vida, onde tantas coisas aconteceram e acontecem com aspectos tão diferentes e diversos à realidade mais distante e, por conseqüência, a realidade fundamental em Ilhéus.

Vim prá’qui aos quatro anos. Aqui transcorreu a minha adolescência, vivi minha infância, corri nas ruas solto, livre, capaz de amar a liberdade sobre todas as coisas, pois a primeira lição que recebi desta terra foi a lição de liberdade. Ilhéus não é apenas uma bela cidade do sul da Bahia, com a tradição de luta, de violência, de vida espantosamente vivida. Ilhéus é bem diferente, é bem mais que isso. É a transformação de tudo isso em criação. E a transformação de tudo isso em viva e translúcida realidade.

Ilhéus para mim significa o começo e significa a construção posterior. Quando eu, por acaso, ponho os olhos naquilo que escrevi eu vejo que Ilhéus está criança e aqui me fiz homem, aqui me fiz escritor e quando eu quero saudar a verdade de mim próprio, aquilo que é essência de meu ser, de minha vida, eu penso nessa cidade, por mais distante que eu possa estar geograficamente das suas praias, das suas ruas, da sua gente.

Essa cidade me acompanha. A cada dia eu me revejo nela, a cada dia eu me redescubro nela, a cada dia eu me sinto mais próximo e fundamental de tudo quanto eu fiz. Eu não sei se fiz grandes coisas. Algumas eu busquei fazer na minha trajetória de escritor, algumas verdades busquei dizer, algumas realidades coloquei no papel. Tomei delas da vida para transformá-las em literatura. Tudo isso se deu porque vivi nessa cidade. A minha Ilhéus transparece a paixão pelas coisas e pelos homens, o amor infinito pela vida.

Que dizer mais dessa cidade? Dizer que a amo de uma forma imensa, infinita. Meu amor por Ilhéus não tem limites, pois é o amor que vem da meninice, da adolescência, dos tempos felizes e alegres, dos dias em que eu quis aceitar a verdade da minha vida.

Quero ainda dizer que em nenhum momento desses acontecimentos que me tornaram conhecido, deixei de me lembrar /que foi aqui onde tudo começou. Foi aqui em ,Ilhéus, na praça do Vesúvio, não foi noutro lugar.”

Pronunciamento de Jorge Amado ao receber o título de cidadão ilheense em 1997.

 —

Colaboração de Luiz Castro

Bacharel Administração de Empresa

 

CEPLAC / ENCONTRO / SALVADOR

CARTA DE SALVADOR

AO GOVERNO E AO POVO BRASILEIROS

POR UMA CEPLAC REVIVIDA

 

Os servidores aposentados da CEPLAC – Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, criada em 1957, que construíram e viveram a sua História, vem manifestar a sua indignação, ante a decadência de uma instituição agrícola, outrora exemplar, de prestígio internacional, que inegável desenvolvimento e grandes benefícios econômicos e sociais proporcionaram à Nação. Esta lamentável situação de sucateamento e paralisia da CEPLAC, inviabilizando-a como instrumento insubstituível de progresso, deve-se à negligência do Governo Federal, através do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA – a partir da chamada Nova República (1985), e ao descaso e descompromisso dos políticos com o setor, com as Regiões Produtoras e suas populações.

Há um total desconhecimento do que representou um modelo institucional único, razão maior do sucesso da CEPLAC, dotada de uma estrutura dinâmica, que promove ações integradas de desenvolvimento rural, capazes de recuperar a Lavoura Cacaueira do Sul da Bahia, e de implantar novos e importantes polos de produção na Amazônia, incorporando 11 mil brasileiros à atividade. Também se ignora e são desprezados o poder e a eficiência da CEPLAC, uma organização de Pesquisa, Extensão, Ensino e Desenvolvimento, comprovadamente eficaz, exitosa, que apoia e impulsiona a Cacauicultura que gera milhares de empregos, viabiliza a distribuição de riquezas, vital para a Agricultura, para a Economia Brasileira.

A organização CEPLAC, cujo modelo sistêmico é formado por unidades que se alimentam mutuamente, que agem harmonicamente, sob um comando único, transformou o Cacau em um dos mais importantes produtos da nossa economia. O trabalho de excelência, planejado e persistente da CEPLAC, unindo e articulando Pesquisa, Extensão e Ensino, fazendo ciência, criando e aperfeiçoando tecnologias no Centro de Pesquisas do Cacau–CEPEC e suas unidades experimentais, o mais importante do mundo, transferindo tecnologias através de uma ampla e eficiente rede de Extensão, especializando seus técnicos, cientistas e pesquisadores, formando e treinando técnicos e práticos agrícolas – fez com que a produção brasileira de Cacau chegasse, no ano agrícola 1984-5, a 457 mil ton., o equivalente a uma receita cambial perto de 1 bilhão de dólares. As lavouras de Cacau são florestas de árvores perenes, que requerem sombreamento de outras espécies, constituindo-se em fator de preservação e desenvolvimento ecológico, de sustentação e compatibilidade ambiental, e se caracterizam, ainda, por apresentar uma grande demanda de mão-de-obra, constituída, regularmente, por uma média nacional de 250 mil postos de trabalhos formais, e 500 mil empregos indiretos.

Com a CEPLAC, de 1960 a 1985, o Cacau mudou a paisagem socioeconômica, o Índice de Desenvolvimento Humano, das Regiões Produtoras do Sul da Bahia. Diversificou a produção agrícola com a pesquisa e assistência aos cultivos tropicais perenes; à pecuária e à piscicultura de interior; desenvolveu programas e implantou unidades de preservação ecológica como a Estação Pau-Brasil com espécies da Mata Atlântica. A CEPLAC fortaleceu a infraestrutura regional (estradas, pontes, eletrificação e escolas rurais, hospitais, poços artesianos, indústrias de calcário); expandiu e modernizou o Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus; criou a Universidade Santa Cruz; e incentivou a organização dos produtores e o cooperativismo. A CEPLAC ensejou a criação do FUSEC, que permitiu a inserção dos pequenos produtores no PROCACAU, gerando, de 1976 a 1985, 120 mil empregos diretos; fez a cobertura aerofotogramétrica para fins de estudos pedológicos, geológicos, florestais, hidrológicos e uso da terra; implantou uma base genética do Cacau, através de excursões técnicas pelas várzeas amazônicas. A Estação de Recursos Genéticos José Haroldo (ESJOH), no Pará, possui o maior patrimônio genético do mundo, com 21.475 genótipos, fonte indispensável ao futuro da Cacauicultura mundial. Criou Escolas Médias de Agricultura de alto padrão educacional.

A CEPLAC está em agonia, sangra. Sem recursos de toda ordem, sem programas, sem metas. A sua singular estrutura vem sendo desmantelada, agredida a cada dia. A instituição, combalida, é achincalhada em sua honra e história, humilhada, vilipendiada pela insensatez, a incúria, o transvio, a degenerescência, a obtusidade do Governo Federal. A CEPLAC vem sendo diminuída, obrigada a renunciar às suas nobres atribuições que justificam a sua imprescindível existência, desfigurada pela incompetência contagiosa e os incríveis crimes de lesa-pátria contra ela perpetrados. O seu valoroso e brilhante corpo técnico e científico, os seus recursos humanos, seu maior patrimônio, se avilta. Com tratamento indigno, parte dele se omite ou se corrompe nas conveniências e submissões políticas, a fim de praticar a disputa por cargos e funções comissionadas. O outrora “espírito de corpo” da CEPLAC vem sendo atingido pelos “espíritos de porco”, que odeiam a Cacauicultura.

Na verdade, o abatimento e declínio institucional e operacional da CEPLAC iniciaram-se com a perda da sua autonomia financeira e administrativa, ocorrida, respectivamente, em 1980 quando a sua receita passou a integrar o Orçamento da União, e em 1990, quando os seus recursos deixaram de vir da taxa de exportação de amêndoas e derivados do Cacau. A dolorosa derrocada da CEPLAC não foi causada por ela, ou pelos seus servidores, ou pelos Produtores de Cacau. Mas, sim, pela cegueira política e irresponsabilidade criminosa dos governos democráticos que se sucederam a partir de 1985. Pior que a terrível doença vassoura-de-bruxa que, grassa e mata as lavouras da Bahia desde 1989, é o lento suplício que o Governo Federal submete a CEPLAC há trinta anos, tentando inviabilizá-la de todas as formas, seja privando-a de recursos financeiros, materiais e humanos, seja tentando esvaziá-la institucionalmente, como agora, quando a reduziram a um mero departamento, uma repartição pública subalterna, debilitada, indigente, sem condições de realizar. Hoje, passamos de grandes exportadores de Cacau a importadores de um produto brasileiro, de uma árvore que floresceu e frutificou, que, onde foi cultivada, gerou e multiplicou riquezas, desenvolvimento socioeconômico.

Nós, eternos ceplaqueanos, atingidos por tanta infâmia e sordidez, nos levantamos, nossas mentes e corações, com todas as energias, em defesa da CEPLAC e da Cacauicultura. Convocamos todos os agricultores, lideranças e as comunidades das Regiões Produtoras a não nos curvarmos, não nos rendermos frente à injúria, ao absurdo e aos desmandos. A não compactuar com a omissão torpe e covarde de alguns. Mas, sim, a reagir, refletindo, discutindo e assumindo as propostas que o livro, hoje lançado, oferece para vencer a inanição, a apatia, o declínio, o desânimo, a desesperança. Principalmente, a agir contra os inimigos da instituição. Vamos lutar pelas conquistas, pelo soerguimento da CEPLAC. Por uma CEPLAC única, unida, forte, atuante e produtiva, como ela mesma se construiu e se consolidou.

Salvador, 18 de agosto de 2016.

No lançamento do livro Tributo à antiga CEPLAC – Instituição agrícola única, durante o I Encontro de Ceplaqueanos Aposentados.

O VERDADEIRO LEGADO DOS JOGOS OLÍMPICOS

Mais 800 agricultores familiares vão vender a produção através da Prefeitura, em Ilhéus

A Prefeitura de Ilhéus amplia o número de famílias oriundas da agricultura familiar inseridas no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal. O programa foi iniciado em Ilhéus, em 2014, com 62 produtores cadastrados, e, a partir de setembro vai atingir a marca de 900 famílias beneficiadas, incluindo pescadores e indígenas, movimentando recursos da ordem de cinco milhões de reais destinados a pequenos produtores da zona rural do município. A coordenação é da secretaria de Agricultura e Pesca (Seap).

Aipim, bananas da terra e da prata, farinha de mandioca, quiabo, abóbora, laranja, jaca, mamão, abacaxi, peixes e outros produtos agrícolas são entregues quinzenalmente e vendidos pelas 35 associações rurais de agricultores e pescadores cadastradas no programa. Toda a produção adquirida é distribuída entre instituições filantrópicas e religiosas que atuam em projetos de combate à insegurança alimentar e nutricionais, atendidas pelas redes socioassistenciais e pelos equipamentos públicos de alimentação e nutrição.

Assistência ao Campo – “Todas as regiões rurais de Ilhéus estão, neste momento, beneficiadas pelo programa que gera oportunidades para o homem do campo”, destaca o secretário municipal de Agricultura e Pesca, Sebastião Vivas. Além da aquisição da maior parte da produção do pequeno agricultor, a Prefeitura também avança na prestação de assistência técnica para a melhoria da qualidade na produção. Em parceria com o governo do estado, três técnicos já acompanham as famílias beneficiadas. “Mas vamos ampliar este leque. No recente concurso público realizado pela Prefeitura foram abertas vagas para a efetivação de mais três técnicos e três agrônomos”, assegura o secretário.

O PAA integra o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN e tem como finalidades a promoção do acesso à alimentação e o incentivo à agricultura familiar. O apoio aos produtores opera-se por meio da aquisição de produtos, com dispensa de licitação, gerando renda e minimizando possíveis desperdícios no campo. O teto anual de venda de cada agricultor junto ao PAA é de 6 mil e 500 reais. Mas em Ilhéus, além do PAA, cerca de 40 produtores também estão integrados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que contribui para o crescimento, desenvolvimento, aprendizagem, o rendimento escolar dos estudantes e a formação de hábitos alimentares saudáveis, através da oferta da alimentação escolar e de ações de educação alimentar e nutricional. São atendidos pelo Programa os alunos de toda a rede de escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias conveniadas com o poder público. No caso específico dos pequenos produtores de Ilhéus, eles podem negociar com a Prefeitura até 20 mil reais por ano em venda de produtos alimentícios pelo Pnae.

Nota de Pesar

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A Embaixada Galera do Fla Ilhéus Realizou mais uma excursão maravilhosa entre seus membros. 

 

Aprovado projeto que garante cumprimento da lei do piso nacional do magistério público

Professores e coordenadores do magistério da rede estadual de ensino terão suas carreiras reestruturadas pelo Governo do Estado para garantir o cumprimento do piso nacional da educação. O projeto de lei (PL) que promove as mudanças necessárias a esta equiparação foi aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e contempla mais de 30 mil servidores (ativos, inativos e Reda).

Pelo projeto de lei, o ajuste concedido na remuneração inicial da carreira do magistério agora passa a ser de R$ 2.145,36, valor pouco acima do piso nacional da categoria (2.135,00). O mesmo índice foi estendido a todos os graus e padrões subsequentes da carreira de magistério, beneficiando os servidores ativos, inativos e Reda. O pagamento da diferença salarial será retroativo a abril deste ano.

“Mesmo em um contexto de crise econômica em todo o País, é nossa prioridade garantir a valorização dos professores, que são peças fundamentais para desenvolvimento do nosso estado”, afirmou o governador. Somado à recente promoção concedida aos docentes aprovados no curso Aperfeiçoamento em Tecnologias Educacionais, a categoria terá um ganho salarial de cerca de 9%. O curso foi obrigatório para a promoção do magistério público dos Ensinos Fundamental e Médio do Estado da Bahia e permitiu promoções nas carreiras de 22.853 servidores da rede estadual.

De acordo com a Secretaria da Administração (Saeb), as ações de valorização dos servidores da educação, que englobam as promoções nas carreiras de professores da rede estadual de ensino e as alterações propostas no projeto de lei aprovado, vão gerar acréscimo na despesa de pessoal de cerca de R$ 101 milhões, em 2016. Já no ano de 2017, o impacto será de R$ 162,6 milhões. Para o governador Rui Costa, trata-se de um investimento fundamental. “Só podemos acreditar em um futuro melhor para todos gerando transformações pela educação, e é isso que estamos buscando”, afirmou.

No GOTAS DE PAZ

Desespero

O desespero nos deixa amarrados em nossa própria dificuldade tirando de nós a reação.

Por pior que seja a situação desesperar fará com que o nosso poder de reagir desapareça, porque não vemos mais nada a nossa frente, apenas um turbilhão de problemas e mais problemas.

Nossos sentimentos voltam-se ao negativismo e a várias portas sem saída, deixando-nos presos em nossas próprias angustias.

Não temos a noção real do que o desespero causa em nós em nosso corpo físico e espiritual, carregamos uma carga negativa desnecessária, uma carga que pesa em nós para isso dá-se o nome de energia negativa, onde tudo fica mais difícil para nós.

Seja o que for, aconteça o que acontecer,  devemos todos procurar a prece como aliada quando formos envolvidos pelas energias do desespero, pois a prece nos coloca a disposição para recebermos ajuda e assim podemos mais fortes superar e começar a ver todas as portas que estavam fechadas se abrindo para nós.

O desespero não nos ajuda a resolver nenhuma dificuldade, pelo contrário nos coloca em mais dificuldade.

Nos momentos de maior dificuldade em nossa vida o melhor a fazer é tentar a todo custo não se deixar levar pelo desespero, mas sim buscar a prece como auxílio e a calma para poder ver quanta ajuda chega até nós, nos auxiliando e amparando sempre isso tudo graças a Deus nosso Pai incansável e inabalável que está sempre disposto a nos amparar e consolar.

http://www.gotasdepaz.com.br/desespero-3/

Revista eletrônica de Salvador desembarca nos Estados Unidos

O projeto foi contemplado pelo Edital de Mobilidade e participa de residência artística em Nova Iorque

Quebrando barreiras geográficas e linguísticas, o projeto Identidades Transatlânticas da revista eletrônica Acho Digno, da jornalista baiana Camila de Moraes, foi contemplado no Edital de Mobilidade Artística da Secretaria de Cultura do Estado. A residência artística tem duração de dois meses (agosto e setembro-2016), em Nova Iorque – EUA e resultará em uma pesquisa sobre os meios de comunicação e sua contribuição para a construção da sociedade.

Tendo como objeto de análise a cultura digital e o seguimento de revistas eletrônicas especializadas, a pesquisa pretende verificar qual a influência da mídia sobre a cultura afro-americana, quais são as suas narrativas e como os jovens dessas comunidades dialogam.  Segundo Camila, o objetivo é instrumentalizar a análise dos acontecimentos do ocidente negro para além das fronteiras territoriais e possibilitar diálogos com esse universo da cultura digital. Isso permitiria estabelecer um link do público brasileiro com a mídia digital norte americana, com edições especiais internacionais da revista Acho Digno tratando sobre temas como a música e a moda do Harlem, ou ainda, o cinema e o design do Brooklyn, e ainda as artes cênicas do Bronx.

 “Dessa forma é possível tentar criar uma imprensa especializada sem pasteurizar a linguagem. Dimensões básicas de existência, em uma filosofia que abre espaço para novas formas de manifestações com ousadia, liberdade de expressão com pensamentos criativos. Podemos afirmar, sem medo de errar, que o uso de tecnologia digital muda comportamentos e cria fascinantes possibilidades de democratizar os acessos à informação e ao conhecimento”, analisa a jornalista.

Com o projeto Identidades Transatlânticas, contemplado no Edital de Mobilidade Artística da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e com a colaboração do Caribbean Cultural Center African Diaspora Institute, localizado no Harlem, um dos locais de pesquisa, é possível conhecer de perto as comunidades e algumas de suas ações.

Para saber mais sobre a revista eletrônica Acho Digno acesse:

Link da revista: https://issuu.com/achodigno/docs/acho_digno_09_

 

Link do facebook: https://www.facebook.com/achodignoarevista/?fref=ts

Heckel Januário em: LEMBRANÇAS DA EXTENSÃO RURAL (7)

Esta “Lembranças…” de número 7 retoma a fase laboral ceplaqueana da Capitania dos Ilhéus, quando o escritório de extensão da Ceplac situava-se na esquina (confluência onde ergueu-se recente um edifício de salas comerciais) das ruas Oswaldo Cruz e Manoel Dórea; passando mais tarde – e definitivamente– para um prédio próprio na atual Rotatória da Cairu (ex Praça Cairu).

Na década de 70 –século passado–, com o preço do cacau alcançando níveis de excelência no mercado internacional, produção –por ações da Ceplac– em ascensão, a Região Sul Baiana vivia momentos de euforia. Foi o período que este órgão, dinamismo a todo vapor e cutucado por um programa –que visava expandir e direcionar a cacauicultura nacional– chamado Procacau, lançava a campanha de renovação de cacaueiros decadentes com o famoso slogan “Só Cresce quem Renova”.

A zona do Rio do Braço, da Capitania, embora diferenciada em razão de seu solo de primeira, encaixava direitinho na recém-criada missão. Então introduzida no rol dos cacauais renováveis, um projeto de 200 hectares à frente Nogueira Formiga, agrônomo chefe desta área, teve curso abrangendo três propriedades (a de menor porte em cacau ficava em Coaraci, fora portanto do maciço cacaueiro aludido) de Eduardo Catalão, forte cacauicultor, além de já ter sido Ministro da Agricultura, Deputado Federal, Senador da República (era engenheiro-agrônomo e seu irmão Pedro Catalão fora prefeito de Ilhéus) entre outros títulos que o credenciavam ser considerado uma figura de proa da cidade, mesmo residindo no Rio de Janeiro.

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MPF e MPBA acionam Inema e Estado da Bahia por dispensa ilegalmente licenciamento ambiental

Órgãos requerem que parte do Decreto Estadual nº 15.682/14, que isenta as atividades agrossilvipastoris da necessidade de licenciamento ambiental, seja declarada ilegal; o estado não tem autonomia para se opor à legislação federal

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) e o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) ajuizaram, no dia 8 de agosto, ação civil pública contra o Estado da Bahia e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Os órgãos requerem liminarmente que parte do Decreto Estadual nº 15.682/2014 – que isenta ilegalmente as atividades agrossilvipastoris na Bahia de licenciamento ambiental – seja suspensa, e que o Inema volte a realizar os licenciamentos imediatamente, sob pena de multa diária de R$10 mil.

O MPF enviou, em junho deste ano, recomendação ao governo do Estado para que revogasse o decreto, mas nada foi feito. De acordo com a Lei nº 6.938/81, que institui a Política Nacional do Meio Ambiente, os estados brasileiros estão submetidos às resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama),que determinam a exigência do licenciamento para as atividades potencialmente causadoras de impactos ambientais – como é o caso das agrossilvipastoris: agricultura, pecuária, aquicultura e silvicultura.

O decreto editado pelo Estado permite, no entanto, que tais explorações aconteçam em qualquer lugar, estando dispensadas de licenciamento ambiental. Com a norma, o Inema deixou de realizar os processos de licenciamento, restando à União promovê-los, por meio do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). De acordo com a ação, a situação sobrecarrega o órgão, trazendo prejuízo ao exercício de suas funções.

Os Ministérios Públicos Federal e Estadual consideraram inconstitucionais as alterações feitas pelo decreto, uma vez que o governo estadual não tem autonomia para legislar sobre assuntos que competem à União – como é o caso de questões relacionadas ao meio ambiente, de acordo com o art. 24 da Constituição de 1988. Os estados só podem assinar leis suplementares, que tenham por objetivo conferir garantir ambientais extras.

Ao fim do julgamento os órgãos requerem que os artigos 8º e 135º e o Anexo IV, Divisão A do decreto sejam anulados e que o Inema seja obrigado a realizar o licenciamento ambiental, como previsto pela legislação federal.

Confira a íntegra da ação.

Número para consulta processual: 10297-36.2016.4.01.3300 – 6ª Vara da Seção Judiciária do Estado da Bahia

 





















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