Meu Pod.’ Ir.’. ,

Muito me honra e gratifica as mulheres que sabiamente se entregam aos principios maçônicos com tamanha envergadura.

Sinto-me lisonjeado por essas palavras dessa sobrinha que nos compromete a honrar os mistérios da nossa ordem como designa os nossos códigos!

Meus parabéns a família maçônica por essa menina representar a feminilidade da mulher maçônica!

Meu fraterno abraço e admiração!
Ir.’. Enault Freitas da Rocha Filho
CIM 179718/GOEB/GOB
Loja 28 de julho nº 1840

Família Maçônica Glebiana felicito-me pelo merecimento de ter sido convidada pelo Sereníssimo Grão-Mestre Jair Tércio Cunha Costa, meu pai, a assumir a Presidência da Fraternidade Feminina da nossa GLEB.

 Quando pensamos em fraternidade logo vinculamos com o viver consciente em sociedade, a partir das relações de igualdade e liberdade, até porque na essência não há nada que nos diferencie como seres humanos: somos, de fato, irmãos.

A palavra fraternidade vem do latim fraternitas-atis e significa irmandade, afetuosidade. União ou convivência como de irmãos. Tal concepção configura a base da ação consciente do gênero humano e consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos quando ele afirma que “todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.

Do contrário, torna-se muito difícil o viver dinâmico equilibrado do Ser Humano, por consequência muito difícil o equilíbrio dinâmico universal. Eis que o Ser Humano, considerado como o centro de tudo, se não sabe disto tende a viver na periferia e, neste caso, os desencontros, desconfortos e desalentos são mais que inevitáveis.

 Eis o papel da consciência: diminuir a distância entre a periferia e o centro; o ego e o eu; o exterior e o interior; a aparência e a essência. Até porque numa relação, quanto maior é a distância, maior é a incompreensão, por conseguinte, maiores são os conflitos individuais e sociais.

 Sabemos, ainda que teoricamente, que o Ser Humano vai da aparência à essência. A aparência é o nosso exterior; ela é absolutamente ruidosa e repulsa, isola e separa. A essência é o nosso interior; ela é absolutamente silenciosa e atrai, une e identifica. Ao contrário da aparência, a essência é, ao mesmo tempo, vasta, simples e profunda.

 Penetrar nela exige grau de vontade, consciência e ciência significativo, mas só de lá  surge aquela sensação de que somos Deus, vivemos nEle; e ao Mesmo estamos voltando.

 Assim sendo, o conhecimento, seja religioso, filosófico ou científico, deve interagir de forma transparente, para ser utilizado, a ponto de estreitar, cada vez mais, os nossos vínculos e alicerçar os princípios essenciais que nos identifica universalmente.

A nossa sociedade profana, entretanto, tem dado mostras que está carecendo de uma nova essência, uma nova aparência, enfim, uma nova consciência. Estamos vivendo na era do conhecimento, mas a nossa fraternidade propõe a Era do Autoconhecimento. Isto é Consciência! Centração da atenção em nós mesmos, na nossa essência, para ressignificarmos o nosso papel como Seres Humanos e cumprirmos a nossa missão como verdadeiros irmãos.

Maribel Barreto

Presidente da Fraternidade Feminina

Salvador, 28 de maio de 2012.