PSICOMUNDO – POBRES MORADORES DE RUAS
O que podemos imaginar quando verificamos as pessoas falarem em suntuosos prédios e arranha-céus, praia, quiosques, calçadão com muito sol, cerveja e água fresca? Jamais vem à nossa mente a existência de pobres seres humanos dormindo no chão sobre papelão, se utilizando de fogareiros improvisados para cozinhar a comida, baldes cheios de água para tomar banho, jogadas ao desprezo sem nenhuma expectativa de uma vida boa.
Muito triste imaginar que existem muitas pessoas cuja casa é o mundo e que dormem pelas calçadas, preparam a alimentação no meio-fio, lavam suas roupas e tomam banho ali mesmo, enquanto muita gente passa do outro lado da rua. São na maioria das vezes grupos de três a cinco pessoas, crianças, velhos e jovens de aproximadamente 21 a 25 anos de idade. Além da idade, eles compartilham uma história pela qual chegaram a esta situação triste e cheia de desalento. Existem até nesses grupos pessoas que têm afinidades com algumas profissões de extrema carência em nossa sociedade.
Esse cenário pode ser visto, diariamente, nas ruas da nossa cidade e em todo o nosso País. E os próprios moradores de ruas visivelmente revoltados, descarregam suas dores dizendo: “ninguém olha pelo povo que vive pelas ruas, eu me sinto rejeitado”. São todos de origens de famílias pobres e não conseguem seguir uma vida de paz e confiança no futuro.
Ficou muito difícil a vida desses seres abandonados com os surgimentos dos seus algozes inimigos, incrivelmente perigosos e traiçoeiros. Tem casos de comerciantes que achando que essa gente de rua está lhe causando sérios prejuízos dormindo nas portas de suas casas comerciais. Escorraçam e humilham, esquecendo-se do desespero que eles passam com o frio, a fome, sem que ninguém pare lhe trazer uma resposta que poderão ajudá-los a sair de mundo infernal e desumano.
A imprensa de forma geral nos informa todos os dias sobre os inúmeros atentados contra moradores de ruas. Na Estação da Lapa, em Salvador, um morador de rua de nome Daniel, tendo sido queimado, o seu único meio para se livrar das chamas sobre o seu corpo foi atender a orientação de um policial, rolando pela beirada da calçada com água de chuva para conter as chamas que destruía sua vida, simplesmente veio a morrer após delicados cuidados médicos.
São inúmeras as pessoas queimadas nas ruas quando estão dormindo sobre papelão e cobertas com jornais. Indivíduos chegam montados em automóveis ou motos, saltam e os agridem para depois atearem fogo nessas vítimas e as deixam lá agonizando de dores e quando não são socorridas morrem nos locais.
A falta de políticas públicas que amparem os moradores de gera duas situações de grande relevância social: uma se refere ao morador de rua que é vítima de crimes e outra se refere ao morador de rua que pratica crime. Não entendemos essa raiva desses maus elementos ateam fogo em seres humanos. São de índoles tacanhas e perversas. Imaginamos que tipo de família reside e como foram educados ao longo da vida. Ficamos pensando quais os males que esses moradores de ruas praticaram contra esses seres insanos? De qual forma a sociedade espera da “JUSTIÇA BRASILEIRA,” as providências cabíveis que venha a sanar esse tipo de criminalidade, praticados por bichos, que vem assolando todos os cantos do País?
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Eduardo Afonso – 73 – 8844-9147 – Ilhéus – Bahia


























































