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julho 2012
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O VAI E VEM

Nesse momento em que a cidade vive de apostas sobre quem venha a ser o prefeito eleito, também é oportuno a gente ficar no nosso cantinho acompanhando o vai e vem dos candidatos.
Os candidatos exercitam seus malabarismos, sobe morro, desce morro, caminhadas, visitas a igrejas, encontros com moradores de bairros, feijoadas, enfim, todo tipo de atividade no corpo a corpo com a população, visando alcançar os votos necessários para subir as escadas do palácio e sentar na cadeira imperial.
Nesse vai e vem os candidatos de uma certa maneira vão tendo a oportunidade de ver de perto as mazelas do povo, sentir na pele o que o povo sente e ter a oportunidade de refletir de que maneira, caso seja eleito, possa adotar medidas visando amenizar a perversidade e os problemas que irá enfrentar.
Com certeza o candidato que for eleito vai encontrar uma enorme bronca pra administrar, desnecessário enumerar as dificuldades e o tamanho do buraco.
Alguns candidatos estão com um palavreado que a maioria da população sequer entende, não sabendo eles que o povo gosta mesmo é de coisas básicas, tipo limpeza pública, ruas sem buracos, postos de saúde funcionando, escolas em condições de acolher os alunos, pontos de transporte coletivo com o mínimo de conforto, praças públicas arrumadas, essas coisas que o cidadão enfrenta todos os dias.

Caso consiga atender as coisas básicas da vida do cidadão, aí vamos para a segunda etapa que são os projetos macros que englobem desenvolvimento econômico, sustentabilidade, geração de emprego, abrir as portas para novos empreendimentos, apoio ao pólo de informática, projeto intermodal, região metropolitana, etc., etc.
Mudando um pouco de assunto, muito interessante o trabalho feito pelo Instituto Nossa Ilhéus com relação às atividades legislativas desenvolvidas por nossos edis nesses quatro anos.
Pelo que consta do relatório os edis fizeram nesses quatro anos apresentar projetos de reconhecimento de utilidade pública, indicações de nomes de logradouros, aumento dos próprios salários e nenhum projeto ou indicação que fosse realmente atender o bem comum. Que trabalheira os nossos edis tiveram nesses quatro anos e tem alguns que já passaram do segundo mandato, que vexame.
Torna-se imperiosa uma mudança total na câmara de vereadores, o seu elevadíssimo custo mensal é uma imoralidade em se fazendo uma comparação com a inutilidade parlamentar. Que venha novos nomes, com novas idéias, novos olhares e se possível sem nenhum vício da turma que ainda está aí.
Falar e prometer durante a campanha é muito fácil, necessário que tenhamos em mente que o candidato eleito vai ter de administrar uma cidade que passa por um dos seus piores momentos político/administrativo, ILHÉUS está precisando de tudo, principalmente de ética, responsabilidade, compromisso com a coisa pública, chega de banalização e falta de respeito.
Que vença o que o povo escolher pelo voto, precisamos sair do marasmo e dar a essa cidade o que ela merece e que deve ser do agrado de todo o seu povo.
Não basta ganhar as eleições, a missão maior e mais importante é trabalhar com honestidade, ética e mostrar uma cara austera de servidor público.
Juízo, sabedoria e discernimento para o alcaide que for eleito.

VOTO não tem preço, TEM conseqüência.

ZÉCARLOS JUNIOR

1 resposta para “O VAI E VEM”

  • astronauta says:

    Meu caro Zé Carlos:

    Sem querer lhe desmotivar em sua cruzada pela seriedade e pela moralidade política, deixo claro que, como você, também já fui idealista. Entretanto, descobri depois que idealismo não floresce neste País.
    Comecemos pelos apelidados “partidos políticos”.
    “Partidos”? Bem, acho que o nome deveria ser outro.
    Na verdade, esses tais “partidos” não passam de aglomerações de pessoas em sua maioria absoluta completamente descompromissadas com os interesses da sociedade (entenda-se aqui sociedade como o “povo”), pessoas cujo único objetivo é chegar ao poder e lá se esbaldarem com o erário público, como vemos todos os dias nos jornais, no rádio e na televisão.
    PT, PMDB, PSDB, DEM, PDT, Pêrêpêpê, seja lá a sigla que for, são tudo “farinha do mesmo saco”.
    Uns poucos bem intencionados que se arvoram em entrar no mundo político brasileiro (aqui não se pratica “ciência” política, mas, mera “politicagem”, rasteira, abjeta), acabam pressionados e ameaçados de tal forma, que, ou se corrompem, e passam a fazer parte do “esquema”, ou abandonam a carreira.
    O problema brasileiro é muito complexo. Por exemplo, sendo a diferença entre a descoberta do Brasil e da América de apenas oito anos (1500 e 1492 – o que representa oito anos em meio milênio?), a primeira pergunta que deve ser feita é: Porque os Estados Unidos e o Canadá são realmente “desenvolvidos” e o Brasil mal se encontra nesse estágio de “em desenvolvimento”, “emergente”, etc., com boa parte da população analfabeta ou semi-alfabetizada e na miséria?
    A primeira coisa a se observar é quem colonizou os States e o Canadá, e com que objetivos lá chegaram, e quem colonizou o Brasil e com que objetivos vieram para cá. Logo, há um sério comprometimento com nossas origens.
    A segunda coisa a ser observada é porque não se investe na educação e na saúde. É verdade que povo sadio e educado é povo livre e politizado? Povo livre e politizado? Para que? Para se rebelar contra os criminosos de colarinho branco que infestam a política brasileira? Não, não! Nada disto! Vamos investir no pão (bolsa família, bolsa de tudo quanto é coisa que existe por aí) e circo (muito futebol – copas, torneios, campeonatos, taças, etc., e carnaval (sambas, axés, pagodes, trios elétricos, micaretas, etc.).
    A terceira coisa que se observar é a impunidade. Esta beira as raias do absurdo. Será que existe algum país que se respeite com leis penais tão ultrapassadas e condescendentes com meliantes? Com tamanha tolerância com bandidos e celerados de todos os matizes? Pelo que se vê, o crime aqui, seja comum ou de colarinho branco, “compensa”. A Justiça é morosa e os recursos são incontáveis. Se houver amizades pessoais, interesses políticos, econômicos ou financeiros, dane-se o Direito. Dizem até que o Direito “está aí” e a Justiça “anda por aí”.
    Como a roubalheira no Brasil vem se perpetuando ao longo das décadas, o povão passou a imitar os políticos. E aí todo mundo quer ser espertinho (o Brasil é pobre em “experts”), quer enganar alguém, quer levar vantagem em tudo, prática delituosa que já passou a ser aceita pela maioria, disfarçada pela alcunha de “jeitinho brasileiro”.
    Veja-se que são bilhões drenados dos cofres públicos sem que se devolva coisa nenhuma ou, quando se devolve, são valores simbólicos, irrisórios, frente ao rombo efetuado.
    O sistema penal permite que o mais hediondo dos crimes seja contemplado com a tal progressão da pena, que não passa de um presente para o criminoso, um estímulo para que os celerados continuem cometendo mais delitos.
    Parece até que auxílio governamental para a família dos criminosos já existe, e que tal auxílio é maior do que aquele pago às suas vítimas.
    O povo não sabe escolher seus representantes (que também é povo). Mas, pudera! A maioria do povo que elege os cafajestes que ocupam o Poder Legislativo é analfabeta ou semi-alfabetizada, além de viver na pobreza ou pobreza absoluta (enfemismo de miséria). Além disto, não tem a mais remota consciência do valor e do poder do voto. Vota-se porque o amigo pediu, porque o candidato é amigo de seu compadre, porque se recebeu um saco de cimento ou uma cesta básica, e por aí vai.
    Outra comparação que deve ser feita é a seguinte: na 2ª Guerra Mundial morreram cerca de 50 milhões de pessoas, das quais 20 milhões russas. A Alemanha e o Japão foram transformados em um montão de escombros pelos aliados e pelos americanos particularmente. Porque, então, sessenta anos depois, a Alemanha e o Japão são credores do mundo e detêm as tecnologias mais avançadas, e o Brasil, onde jamais caiu um morteiro sequer, tem uma dívida pública de 75 bilhões de dólares, vivendo mais de exportar commodities do que de manufaturar sua matéria prima?
    Eeeeehhh, meu caro Zé Carlos! Tá difícil! O País tem as maiores riquezas do mundo (poderia ser credor do mundo), a natureza foi benevolente conosco, livrando-nos de terremotos, tsunamis, vulcões, etc., mas, como diz a piada, olha o povo e as instituições que floresceram por aqui!
    De qualquer modo, desejo sucesso nessa sua empreitada e que a minha querida Ilhéus tenha mais sorte com seus governantes.

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