JONNAS – Um HOMEM menino ou um MENINO homem!!!
Só depois de três meses e 15 dias da sua partida terrena, pude serenamente escrever o significado para mim, do meu neto Jonnas, que se neste PLANO estivesse, estaria hoje, dia 27 de julho, completando 20 anos. Falar dele é falar como pai/avô, que durante este pouco tempo que conosco tivestes, aprendemos muito, só não dávamos conta da sua dimensão e sua MISSÃO que tinhas para cumprir.
Quando criança, quantas vezes o carreguei na “cacunda” para levá-lo à praia. O quanto viajamos juntos, sem ao menos dai-nos trabalho algum. Lembro-me, da nossa última viagem ao Nordeste em 2009, onde assistimos à peça teatral a Ressurreição de Cristo ao ar livre, em Nova Jerusalém – Pernambuco.
Mesmo ainda adolescente (12 anos), já despontava nele a vontade de trabalhar, não importa no quê. Lembro-me, como balconista na cantina da Faculdade de Ilhéus, no período da noite, pois estudava pela manhã. Como Menor Aprendiz no supermercado Meira, do Terminal de Ônibus. Lá estava ele empacotando ou arrumando produtos nas prateleiras e às vezes devido seu porte atlético, era convocado para serviços mais pesados e nunca recusou. Por último foi trabalhar na Top Mil, como agente financeiro, e tudo isso sem esquecer seus estudos, pois cursava Administração à noite, na mesma faculdade que um dia fora balconista, com todo orgulho e dedicação de um profissional, mesmo com pouca idade na época.
Jamais esquecerei os nossos encontros, que ao avistar-me, estivesse onde estivesse fazia questão de “pedir à benção”, beijando a minha mão, coisa quase rara para o mundo de hoje, isso mesmo aos seus 19 anos.
Como não lembrar nosso último encontro, no dia 09 de abril, três dias antes da sua partida para estar com DEUS. Era por volta das 18h30min, parou no portão e apertou a sirene. Dei-me conta e fui ao seu encontro, tirou o capacete, pediu minha benção, e devolveu-me a quantia que tinha tomado por empréstimo. Naquele momento recebi apenas para que ele soubesse o que é COMPROMISSO e RESPONSABILIDADE, mas na verdade nem era preciso, eu já o conhecia bastante. Fiz este gesto para depois entregá-lo no domingo, mas não houve mais tempo, pois ele nos deixava materialmente naquela quinta-feira do dia 12.
Como sempre eu fui bem humorado e ele também, nesse nosso último encontro, ainda brinquei com ele, onde eu dizia: Cuidado você tem 19 anos e daqui há três meses você irá fazer 20 anos, que foi a idade que eu tinha quando seu pai nasceu, e você também nasceu quando seu pai tinha 20 anos, e como você já namora firme há mais de dois anos, tome cuidado que eu não quero ser bisavô aos 60 anos e seu pai avô aos 40 anos. Ele deu muita risada e disse-me: Meu avô os tempos são outros…
Para falar sobre meu neto daria um livro, por tudo que ele foi e os fatos que aconteceram impressionantes após sua partida. Mas, quero apenas complementar citando algumas de suas maiores virtudes: Tinha um modo de pensar independente da opinião pública, era tranqüilo, calmo, paciente e não se desesperava. Vivia com simplicidade, não desprezava nenhum ser humano, não era vaidoso e amava a natureza, principalmente o mar. Como não andava atrás de aplausos, jamais se sentia ofendido, vivia dentro do seu próprio isolamento espiritual, sem ser frio, pois amava, sofria e sabia compreender. Por fim, tinha mente de homem, mas o coração de menino.
Meu neto, que neste NOVO PLANO que estais, lembre-se que aqui na terra cumpristes a tua MISSÃO, para qual foi designado pelo CRIADOR.
Com Saudades,
Seu avô – Rezende

























































Não deu pra conter as lágrimas…
Um forte abraço amigo Rezende.
Gilvania Oliveira