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PONTAL – UMA DE SUAS EXTENSÕES NO PASSADO

Bairro Nelson Costa – Passado & Presente
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Durante a primeira gestão do ex-prefeito Antonio Olimpio, mas precisamente final de 1979, a área que era contígua ao Pontal nos idos dos anos 50/60, de propriedade da família do Coronel Eustáquio Bastos, intendente que governou a cidade entre 1920 e 1923, foi palco de uma grande invasão.

A invasão foi justificada pelas famílias que ali se instalaram, como em consequências de terem sofrido aos desabamentos com as fortes chuvas, nos morros da cidade. E também, por famílias empobrecidas que vieram da zona rural devassada com a crise da região cacaueira e alguns “aproveitadores” da situação, nestas horas de posições tomadas que justifiquem ou não.

Disto, resultou o bairro “INVASÃO”, que atualmente com o nome de Bairro Nelson Costa, em homenagem a um médico da cidade, que além de um excelente médico, tinha a humildade e a generosidade muito marcante.

Com uma população aproximada de 20.000 habitantes, e que dispõe de uma rede de atividades comerciais e prestações de serviços.

Praticamente, tornou-se um bairro de vida própria, dando aos seus moradores a sensação de estarem numa cidade independente, como acontecera com o …

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… Pontal no passado. Vale ressaltar, que o Nelson Costa, tem uma população, e um comércio tão variado, inclusive maior que muitas cidades do interior do nordeste.

A primeira parte da invasão chegou a chamar-se, Bairro Maria Amélia, em homenagem a esposa do ex-prefeito Antonio Olímpio.

Os mapas e fotos, aqui anexos, darão melhor visão do que foi, e o que é este bairro.

Saudades – Extensão do Pontal – 1965
Área de Restinga e Capoeira, com uma fauna e flora invejada pelas crianças e adolescentes do bairro. Aqui caçávamos passarinhos a “bodocada” e nem imaginávamos o crime que estávamos cometendo com a natureza. Mas, a época era outra. E hoje, quando revemos o que fizemos, descobrimos que aprendemos a nos defender do perigo e exercitar a mente com coisas “saudáveis”, bem melhor que parte dos jovens, do que curtem hoje, apesar de tudo.

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José Rezende Mendonça – Memórias.

2 respostas para “PONTAL – UMA DE SUAS EXTENSÕES NO PASSADO”

  • Fábio says:

    Parabenizo pela excelente reportagem sobre o bairro Nelson Costa. Porém, no que se refere ao processo de criação, não se deu por invasão, haja vista, os primeiro ocupantes daquela localidade, ocorreu por moradores da área da conquista que tiveram suas casas destruidas pelas fortes chuvas da época. Esses desabrigados estiveram, abrigados no ginásio de esporte da cidade, depois foram relocados a uma área do bairro do iguape e por fim transferidos a área que hoje se tem como bairro Nelson Costa. Esses primeiros moradores do então bairro jardim Maria Amélia, foram alí alocados pela prefeitura, logo a parte inicial do bairro ao centro comunitário ocorreu por meio de loteamento por parte da prefeitura aos desabrigados, tendo a frente desse processo a esposa do então prefeito da época AO. A partir daí se deu a invasão e ampliação do bairro e que depois mudou de nome para Nelson costa.

    Fábio Metralha
    Bacharel em administração
    sobrevivente a criação do bairro

  • JOSÉ REZENDE MENDONÇA says:

    Prezado Fábio Metralha

    O sentido geral do termo “INVASÃO”, se dá em razão do próprio prefeito “AO”, naquela época que relocou os moradores do bairro da Conquista, o fez sempre as devidas legalidades, ou seja, não indenizou os herdeiros do coronel Eustáquio Bastos.

    Foi o que noticiou os jornais da época. E há pouco tempo o Blog do Gusmão, noticiou, que e ação movida pelos herdeiros girava em alguns milhões.

    Então de qualquer sorte houve uma invasão, mesmo na área que inicialmente chamava-se Maria Amélia, só que foi uma “invasão” pelo poder municipal. Mas, isto não tira a nobreza de quem lá mora.

    É que a palavra “INVASÃO”, realmente soa mal, mas foi uma realidade, e este nome, ainda é pronunciado por alguns moradores mais antigos. Assim como os moradores mais antigos do Pontal, que ainda falam a expressão:Vou a Ilhéus e não ao Centro e isto já se passaram 47 anos de construção da ponte.

    Sempre às ordens, e obrigado por ter gostado do relato.

    Um abraço
    Rezende

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