DESMANDO
Mais um Gestor Público que assume a prefeitura e encontra uma bagunça generalizada. Esta ocorrência tornou-se normal em todo o nosso país varonil.
Será que a justiça não tem um meio de interferir drasticamente na gestão dos recursos públicos? Um meio de frear esta falta de respeito e irresponsabilidade com o patrimônio público?
Posso estar errado ou enganado, mas acredito que a lei possa ser aplicada e trazer resultados benéficos para os municípios.
Senão vejamos: no último ano de mandato, todo e qualquer prefeito ficaria obrigado por lei a reservar os últimos seis meses de sua administração para adotar providências visando entregar a casa limpa e arrumada a seu sucessor.
Se não fez nada durante mais de três anos, será que nos últimos seis meses vai acontecer um milagre?
Nesse período de seis meses estariam suspensas todas as despesas que não fossem inadiáveis, ou seja, seriam honrados compras, serviços e pagamentos puramente essenciais.
Nada de novas contratações de pessoal, nada de novas licitações, nada de compromisso que resultasse em pagamento e/ou apropriação em restos a pagar.
Esses seis meses seriam destinados a arrumar as contas, reservar recursos para pagamento de pessoal, enxugar a folha e encerrar o ano, exatamente no dia 31, sem nenhuma pendência administrativa.
O que se vê hoje e tomemos como exemplo a nossa cidade, uma prefeitura destroçada, com salários atrasados, devendo a fornecedores, convênios parados, saúde precária, educação cambaleante e um ano só para administrar desmandos administrativos.
Qual o setor da nossa justiça que deveria assumir este encargo sinceramente que não sei, o MP, a JF, o STF, o que não pode continuar é este procedimento indecente e prejudicial à vida dos municípios.
Os desmandos foram feitos, não se apura nada, a nova equipe fica igual a cego em tiroteio e prevalece a falta de ética, de responsabilidade e compromisso moral com o povo.
Infelizmente esta atitude tornou-se uma marca registrada em todos os municípios do nosso país, entra prefeito, sai prefeito e a norma estabelecida é deixar a prefeitura desarrumada, cheia de problemas e dificuldades para o gestor que está assumindo.
Estamos caminhando para a institucionalização de um país de migué, onde cada um faz o que quer.
ZÉCARLOS JUNIOR



























































JOSÉ,
Na realidade se torna uma buraco sem fundo, um circulo vicioso. A culpa será sempre do anterior. O próximo que assumir jogará a culpa nos atuais. Culpa de quem? DA IMPUNIDADE.
Abs