“Nada é tão contagioso como o Exemplo” (François La Rochefoucauld)

Leonardo Garcia Diniz

Leonardo Garcia Diniz

Certo dia, durante uma de minhas muitas visitas a Lojas irmãs, ouvi, encravado em meio o comentário elogioso feito por um de nossos IIr.’., “Mestre Maçom”, explanação esta que foi direcionada à ala de aprendizes de sua loja, ala que, naquele momento eu, como aprendiz visitante, me encontrava e sentava, elucidações onde expunha, mais ou menos, o que se segue:

(Naquele instante, eu, igual, aprendiz, entre outros, atentamente,… ouvi!),

“Apesar de vocês estarem aprendizes maçons, principiantes da ARTE REAL, aqui, dentro deste Sagrado Templo, opostamente, lá fora, em suas vidas profanas, muito de vós serdes médicos, engenheiros, dentistas, militares, experientes comerciantes, profissionais de todos os setores da economia, reconhecidamente competentes, realizados, tanto profissionalmente como economicamente, não precisando (notadamente) de conselhos, aqui, em loja, neste instante, ai sentados, em seus lugares de aprendizes, como maçons principiantes, devem apenas estudar seus manuais, e mais, observar o comportamento e exemplos de seus IIR.’. Mestres, alem de esforçarem-se no entendimento de nossas palavras, símbolos e sinais, para assim iniciarem com a devida cautela e vigor suas vidas maçônicas, almejando subir os demais degraus da escada de Jacó”.  

Naquele dia, quando cheguei a minha casa, ao escovar meus dentes, mirando-me no espelho percebi o quanto e a quem eu teria que mudar para poder me considerar um maçom; a mim mesmo!,… madrugada, olhando-me no espelho, foi que vi meu maior oponente!,… “EU”!,… naquele momento foi que resolvi fazer de mim mesmo um Ir.’., um amigo!,… talvez, quem sabe, um dia eu me consiga decifrar vencendo minhas paixões e submetendo minha vontade.

Enquanto isso me torna, vem, a pergunta: O que se faz em vossa loja?,… eu sei!,… Levantam-se TT.’. à virtude e cavam-se masmorras ao vício!

E o exemplo?,…  perguntariam todos!   

O Exemplo é o da “DISPONIBILIDADE”!

Meus IIr.’. eu sou um aprendiz e me “disponho”, pois, como me foi lembrado, pelo 2° vigilante de minha Loj.’., Ir.’. Máximo, há algumas semanas atrás, notadamente, quando durante a minha “sindicância” me foi perguntado se eu estaria “DISPONÍVEL” por 01 dia da semana para frequentar nossas reuniões e se, ainda, poderia eu arcar com os custos que a isso implicaria; Respondi que sim!,…   com certeza!,… ali, naquela hora eu prometi me “DISPOR”.      

Esse, creio, é o maior “EXEMPLO” de que todos os maçons necessitam e que é o maior dever de um Mestre para com o aprendiz de sua loj.’., estar sempre disponível. Disponível para dar e receber, para aplicar todos os princípios a ele solicitados, sem mistérios, disponível para ensinar e, sobretudo, disponível para estar sempre presente quando dele necessitar o aprendiz, clareando com exatidão todos os quesitos que lhe forem colocados, provocando a consistência e união de sua Loj.’.

Disponibilidade um pai deve a seu filho e um Mestre Maçom a seu Aprendiz; a pergunta de um filho não pode ficar sem a resposta e o ensinamento de um pai, assim como, a investigação de um aprendiz não deve ser ignorada por seu Mestre.

EXEMPLO É CONHECIMENTO QUE NOS É TRANSMITIDO POR AQUELE QUE APRENDEU E QUE O NOS COMUNICA AO COLOCA – LO EM PRATICA”.

Paz e Luz!

Leonardo Garcia Diniz

Aug.’. e Resp.’. Loj.’. Maç.’. Vigilância e Resistência n° 70 – Ilhéus – Bahia.