TÁ FICANDO BONITO

Achei positivamente estranho, a “Zâmbia” ainda limpinha da silva, quase uma semana após a retirada das 10 caçambas de lixo e entulho. Fui conferir de perto e tive a gratíssima surpresa de encontrar lá um funcionário da Prefeitura, de plantão, devidamente uniformizado e atento a qualquer tentativa de descarte de lixo doméstico no local, além de estar orientando os carroceiros e demais populares sobre os espaços onde deveriam ser descartados entulhos de obras e restos de poda de árvores, separados, para coleta a cada dois dias. Exatamente como o Coordenador da Limpeza Urbana do Município, Cesar Benevides, havia me dito que faria. Hoje está sendo um dia especial. Eu e toda a população do entorno da “Zâmbia” estamos em estado de graça. As moscas já diminuíram, os urubus também, e o mau cheiro foi embora. Queremos mais, queremos o fim desse depósito de lixo e entulho a céu aberto. É possível, sim, e o caminho é esse. Mas não nos enganemos, outras ações precisam ser adotadas concomitantemente.
Essa é a visão noturna da nossa “Zâmbia”. Tal qual nas tribos primitivas dos confins da África, luz só se for de fogueira.
A foto lembra a época das máquinas fotográficas de filme de rolo, qualquer vacilo o filme “queimava” e a foto ficava toda escura. Daí vem a gíria “queimou o filme”, usada até pelos que só alcançaram a era do celular e da câmera fotográfica eletrônica.
Como já disse anteriormente, são quatro postes de iluminação. Nenhum deles funciona. Seria um bom começo botar luz no lixão. O impacto vai ser grandioso e pode, sim, começar a inibir o descarte de lixo doméstico à noite, quando o fiscal da Prefeitura já se retirou. As campanhas educativas também são imprescindíveis, extremamente necessárias. Panfletagem, palestras em escolas e centros comunitários, cartazes afixados em locais públicos, anúncios nas rádios, etc.
Pra fechar com chave de ouro, arruma-se um novo lugar para servir de ponto de transbordo de entulhos, afastado de residências e ajustado às rotinas de minimização de danos ambientais. Aí, é só a Prefeitura desmatar e fazer uma urbanização básica de pavimento e calçada na “Zâmbia” (à essa altura, “Ex-Zâmbia”) e pronto.
Não é uma missão impossível, é um conjunto de ações coordenadas, de baixa complexidade e que poderão ser executadas de forma interligada, sincronizada e conjunta, envolvendo várias secretarias municipais, como Desenvolvimento Social, Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano, Comunicação Social, etc. e o trabalho se estenderia a outros pontos semelhantes da cidade.
Quanto ao problema do descarte de lixo doméstico pela população, este se combate não só com a aplicação de campanhas educativas, multas e punições, como já disse, mas também com uma coleta regular porta-a-porta, diária ou a cada dois dias, contanto que não falhe. A partir do momento que a população adquirir confiança na regularidade da coleta, o descarte em local inadequado tende a reduzir.
Não é sonho, não é utopia. É algo perfeitamente realizável e que está começando a tomar o rumo certo. E antes que eu esqueça: a Cesar o que é de Cesar.
Nilson Pessoa





























































Caro Nílson,
Você terminou sua nota com a frase “a césar o que é de césar”.
Mas a guerra não terminou, pois mesmo com fiscal a ação do lixo doméstico poderá continuar e os carroceiros e fretistas trabalham até de madrugada.
Trata-se de uma guerra de falta de educação, de cidadania, de bom senso e com a falta efetiva de ação por parte da prefeitura. (coleta regular de lixo doméstico)
Verdade verdadeira: A ZÂMBIA TEM QUE SER VARRIDA DO MATO – com calçamento, iluminação e SEM LIXO.
Como sempre lhe digo, já passei por essa situação, não é fácil.
Você é um guerreiro aí na área, como também acho que está precisando de ajuda de seus vizinhos.
Mas o caminho é este, o BEM vencerá o MAL.
ZÉCARLOS JUNIOR
Meu caro Zecarlos Junior,
De fato, a luta é árdua e está só no começo. O Cesar a que me refiro no final do texto é ninguém menos que o Benevides, por já estar começando a cumprir as ações prometidas dias atrás. Confio que ele as leve adiante.
Grande abraço.