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:: ‘Espaço do Leitor’

Rolando no face … Afffff !!!!

COMPAIXÃO…


O pai e a mãe da pequena criança a beijam antes de se despedir. Ela não mais resistirá à doença. E por que os médicos estão todos se reclinando diante dela? Por que alguns minutos depois de sua morte, seus rins salvarão a vida de outras duas crianças que estão no mesmo hospital.

A solidariedade e a compaixão são dois dos mais belos sentimentos humanos, e que merecem nossa admiração e respeito sempre.

DEUS ?


Para ver em TELA CHEIA clique onde estão as 4 setinhas (lado direito).


Enviada pelo AMIGO/IRMÃO Da Rin.

O CONSUMIDOR É O “DONO DA BOLA” E NÃO SABE

Isso mesmo. Somos nós, consumidores, que movemos toda Economia. Somos nós que, nesse País, não recebemos os melhores salários do mundo (longe disso), mas pagamos a maior carga de impostos do planeta, consumindo bens que, lá fora, custam metade do preço. Somos verdadeiros heróis e deveríamos ser tratados como tais por quem produz, fabrica ou vende produtos e por quem nos presta serviços.
As agências reguladoras nacionais começaram a despertar de uma hibernação quase sem fim e resolveram entender o nosso valor. Sabem da nossa participação fundamental no inegável desenvolvimento que o Brasil vivencia de uns tempos pra cá. Começaram a agir a contento, num discreto e eficiente efeito cascata, como eu desejava (clique aqui).
Primeiro foi a ANATEL, punindo as concessionárias de telefonia por causa do mau atendimento ao consumidor. Agora são as operadoras de planos de saúde, punidas pela ANS pelo mesmo motivo. As concessionárias de eletricidade já levaram seu puxão de orelha e as tarifas vão cair ano que vem. E deve vir mais coisa por aí, com foco em melhorias ao consumidor brasileiro.
Tudo bem, o governo já descobriu o valor e a importância do consumidor. E os comerciantes e prestadores de serviços de Ilhéus?
Enfatizo Ilhéus porque essa é, sem dúvida, uma característica acentuada aqui. Já ouvi de um sociólogo que chega a ser uma questão cultural da cidade e tem a ver com o passado (monocultura do cacau, coronéis, etc.), mas o mau atendimento existe em todo lugar, sobretudo no norte e nordeste. No sul e sudeste, a coisa melhora. São Paulo é um bom exemplo.
Já que o Brasil vem se desenvolvendo economicamente, vamos nos desenvolver também e criar a consciência de que, se sustentamos toda a cadeia econômica, temos que ser bem tratados e bem atendidos como consumidores. Vamos enfiar na cabeça de certos comerciantes que eles não estão nos fazendo caridade alguma em nos vender seu produto ou serviço, estariam se não estivéssemos pagando. Não retorne a uma loja onde você foi atendido por alguém mal educado e de cara amarrada. Não volte mais a uma loja que se recusou ou colocou mil empecilhos para substituir um produto com defeito. Leia e compreenda o nosso Código de Defesa do Consumidor. Saiba dos seus direitos. Vamos mudar isso!

Nilson Pessoa

Conselheiro DA RIN em: É FATO

Além disto não se deve interferir na formação:

Quando Carlinhos era pequeno, queria brincar com bonecas e seus pais fizeram ele desistir pois era coisa de viado…
Aos 10 anos Carlinhos gostava de ajudar a mamãe na cozinha e seu pai o arrastava para a oficina, pois isto era coisa de viado…
Aos 12 anos Carlinhos queria ser bailarino e seus pais o desencorajaram, porque era coisa de viado…
Na adolescência ele quis ser cabeleireiro, mas seus pais não deixaram porque era coisa de viado…
Finalmente aos 20 anos, resolveu ser estilista, e novamente seus pais não permitiram porque era coisa de viado…
Agora Carlinhos cresceu, é viado e não sabe fazer porra nenhuma.

Como estará você no dia 8?

Vira e mexe eu lanço mão dos ensinamentos promovidos pela Gringa da Rua da Linha. O momento motivou a lembrança de um desses ensinamentos. A Gringa, a mesma que vivia dizendo que “gente burra tem que morrer” constumava repetir com frequência:

Fazer AMIZADE é fácil.

Difícil é conservá-la.

Estou acompanhando, daqui e dalí, alguns atritos, muitos deles carregados de energia ruim entre velhos amigos aqui da nossa boa terra. Esses velhos AMIGOS, ao que parece e  mostram, não internalizaram o sentimento que move uma eleição. Não consigo entender como deixam de lado anos e anos de bate papo, de barca, de troca de confidências e, assim que a “ideologia” aponta na esquina, o bate boca começa, as agressões se sobrepõem ao diálogo, os abraços que até então caracterizavam os encontros sendo substituídos por um “levantar” brusco, uma cara carregada de ódio em substituição ao largo sorriso de meses/anos anteriores, a rispidez de uma indireta/direta no lugar de uma piada de outrora e ai, nesse ‘engalfinhamento’, tantas coisas e histórias bonitas vão ficando para trás.

Por tudo que já vi nessas 4 décadas na frente, no lado e nos bastidores de uma eleição/campanha posso assegurar que isso, que essas atitudes  não levam a nada. Pelo contrário: é RUIM PRA CARAMBA o pós eleição. Não frequentar mais os mesmo lugares, quando vai fica deslocado porque perdeu a naturalidade/espontaneidade, aquela confiança das confidências e segredinhos de pé de orelha deixam de existir DEFINITIVAMENTE e a saudade dos velhos tempos passa a funcionar como nostalgia e ou arrependimento tardio.

No parágrafo anterior fiz menção ao tempo de estrada abrindo caminho para um episódio acontecido numa dessas eleições/campanhas na nossa Ilhéus. Vejam, caros amigos envolvidos nessas contendas, como foi o desfecho:

Num comício no bairro do Malhado, reta final, gente pra caramba aconteceu um tumulto que metade dele foi parar na litorânea e a outra metade na avenida Itabuna. Detalhe: o comício foi na praça do Tamarineiro. Nesse mesmo dia recebi uma ligação de Salvador para combinar a cobertura de um evento no Transamérica. Topei a empreitada de entrevistar o governador e uma ruma de gente importante.

Com os equipamentos azeitados fui pra lá e quase tive  um piripaque quando cheguei naquele mundão de hotel. Numa mesa, na beira da piscina, tomando uma bebida que saía de uma garrafa mais enfeitada do que árvore de Natal, os dois fomentadores daquele tumulto, Os ferrenhos adversários ali, na maior folga do mundo, propondo apostas, gargalhando e enquanto tudo isso acontecia no hotel os de cá eram atendidos nos hospitais, em casa, uns com tiro, outros com facada, outros com pedrada…

Gostaria imensamente de testemunhar, antes de domingo, que os brigões se acertem, deixem essas picuinhas de lado, preservem a AMIZADE e vença quem o povo quiser. Mantenham a amizade, defendam, proponham, discordem mas sem risco de, na segunda, amargar uma ressaca moral e conviver com novos desafetos que um dia foram chamados de AMIGOS.

Parem e pensem !!!!!!

Bjão pra todos e fiquem com DEUS (Sempre!).

Rabat.

Alfredo Amorim da Silveira em “10TAQUES”.

Dr. Nelson Costa

Nelson dos Santos Vieira Costa

      (Dr. Nelson Costa)

 Em 10 de junho de 1912 nasceu em Fortaleza, no Ceará, filho de Francisco Vieira Costa e Maria Helena dos Santos Costa, que tinham mais quatro filhos: Nilza, Nadir, Nestor, Nazário.

Seu pai queria que ele trabalhasse no balcão de seu armazém de secos e molhados, mas seu sonho era estudar medicina na primeira faculdade do Brasil. Por este motivo fugiu para Salvador aos 17 anos de idade. Chegando à capital baiana se deu conta da sua atitude, sentou-se na mala e começou a chorar neste momento passava uma senhora e vê o desespero daquele menino franzino e para, lhe pergunta qual o motivo de tanto desespero. Nelson lhe explica o motivo do choro, a mulher, dona de uma república na Rua Chile, se comove com a cena e o convida para morar na sua república. Para pagar a sua moradia dava aulas de matemática ao filho da senhora, assim começou sua vida em Salvador, também para custear seus estudos na faculdade, foi locutor da Rádio Sociedade da Bahia.

Formou-se em 1936 junto com Waldeck Badaró, Rosa Oisiovici e Waldemar Monteiro de Carvalho, veio para Ilhéus em 1940, clinicou também em Canavieiras e Itabuna, era otorrinolaringologista, radiologista, oculista e clínico geral. Trabalhou no Hospital São José, Casa de Saúde São Jorge, Hospital Regional, no SESP como médico sanitarista.

Casou-se em 21 de setembro de 1943 com Áurea Lúcia Fonseca Costa com que teve cinco filhos: Siomara, Marcelo, Hermano, Maurício (Falecido) e Murilo.

Junto com Gilberto Sabóia, Wilson Rosa, desenvolveu o Clube do Cinema em Ilhéus.

Voluntariamente dava aulas de português, literatura e gramática portuguesa através da Rádio Cultura de Ilhéus, na época de Marcelo Gedeon, nos anos de 1950.

Voltado à comunicação criou a primeira empresa de publicidade do interior da Bahia em 1967, a AVP – Áudio Vision e Publicidade. Foi um dos fundadores do Clube do Rádio Amador em Ilhéus. Colaborador do Diário da Tarde, era cronista, escrevia a coluna “Instantâneos”. Diretor do Teatro Experimental de Ilhéus (TEI), criado por Dulcineia Cardoso, junto com Wilson Rosa, Arléo Barbosa, o Juiz de Direito Dr. Antônio Vieira e outros, apresentavam-se no Colégio da Piedade.

Grande pescador e fotógrafo, ele mesmo revelava suas fotografias no quarto escuro do seu raios-X, no seu consultório.

Foi Secretário de Saúde no governo do Prefeito Ariston Cardoso 1973/76.

Vereador no governo de Antônio Olímpio, 1977/82, foi um dos mais votados da cidade.

No governo de Jabes Ribeiro (1983/88), por projeto do vereador Raimundo Correia Álvares (Liquinha), foi dado o seu nome à invasão chamada Maria Amélia, no sul da cidade, que passou ser o bairro Nelson Costa.

Católico, cursilista, precursor do movimento dos cursílios da cristandade na época em que era bispo de Ilhéus D. Walfredo Teppe.

Faleceu em 8 de outubro de 1983, seu corpo está sepultado no cemitério de Nossa Senhora da Vitória.

Agora no mês de outubro ou no próximo mês de novembro, a Câmara Municipal de Ilhéus, através do vereador Paulo Carqueija, vai lhe fazer uma homenagem pelo centenário do seu nascimento.

 

Heckel Januário em: SISTEMÃO POLÍTICO

Matérias, a exemplo da publicada recentemente pela Veja apontando Lula o mentor do Mensalão, me deixam em dúvidas se prestam serviços ou desserviços à democracia.

Não estou me colocando em absoluto como testemunha de defesa do ex-presidente, mesmo porque longe, muito longe das entranhas governamentais, não poderia ser convocado para jurar dizer acima de tudo a verdade, mas se a Procuradoria Geral da República, a relatoria e revisória do STF (Supremo Tribunal Federal), órgão máximo da Justiça, o eximem de culpa, idem os ministros no julgamento, soa destoante colocá-lo no banco dos réus neste momento.

O pior é a tendência de encadear similares, pois não tome como surpresa o prezado leitor, se outra revista, ou a própria, vier a reportar o famoso caso de compra de votos de parlamentares, resultante da emenda da Constituição e consequente reeleição de FHC. Porém, como a investigação desse esquema de corrupção fora sepultada com uma CPI, seria necessário desenterrá-la, bem como, para testes de DNA, políticos da época já falecidos e supostamente tidos como integrantes no comando do escândalo. Nesse quadro de possibilidades o pedido de urgência na apreciação de outro famosíssimo e conhecido como “Mensalão Mineiro”, ou “Mensalão Tucano” ou ainda “Valerioduto Tucano” possivelmente já esteja na lista para vir à tona.

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QUER MAU EXEMPLO PIOR QUE ESSE?

O destino me obrigou a “morar” no Hospital São José nos últimos sete dias. Paciência, todos estamos sujeitos às surpresas da vida, sejam elas boas ou ruins. Mas ruim mesmo, pior do que o mal que me acometeu, foi o revoltante exemplo de falta de educação, cidadania e bom senso que vi diariamente, várias vezes ao dia, praticados por membros de comitês partidários, cabos eleitorais, simpatizantes e, o mais grave, por candidatos a vereador e prefeito, nas irritantes e barulhentas propagandas em carros de som e nas carreatas, verdadeira violação do justo direito ao silêncio às pessoas hospitalizadas e crianças recém-nascidas naquele hospital.
Veja o paradoxo: os transgressores do bom senso e das leis (ambiental e eleitoral) são os mesmos que pretendem nos representar, pasme, elaborando leis e fiscalizando o seu cumprimento! Parece piada.

A Justiça, instituição que tanto prezo, está em falta. Permissiva e de braços cruzados.
Enfim, como num leito hospitalar não há muito o que fazer, resolvi ir anotando cada nome de candidato a prefeito e vereador que via e ouvia naqueles barulhaços em frente ao hospital. Foram muitos nomes e números. Nenhum deles terá o meu voto, é o mínimo que posso fazer para retribuir.

Nilson Pessoa

Eleições Ilhéus 2012

Nossa população não aguenta mais a tortura mental desta atual  campanha política. Mesmo os mais ingênuos percebem que toda esta gritaria e poluição visual extrapola a mera boa intenção de contribuir, pela via política, pelo progresso e bem estar da população.

Ou ela, ou ele, ou a zebra
terão pela frente o grande desafio de restaurar, reconstruir e revalorizar uma cidade bombardeada e arrazada pela longa inépcia administrativa, de certo modo planejada e premeditada antecipadamente.

Não vale mais voz empostada, postura empolada, impertigada e gestos magnânimes, agora só vale trabalho árduo e transparente apoiado por equipe capaz – com  membros dotados de notório saber e atuando na área da sua exata expêriencia e formação profissional -. Caixa bancário aposentado do Banco do Brasil não poderá mais ser Secretário de Saúde, por exemplo. Precisamos, sim, de tecnocratas capazes de apresentar ao dirigente soluções técnicas e não políticas. Precisamos de uma democracia de fato, não um simulacro que esconde notórios traços  de um  imperialismo tirano que se deseja eterno. Ilhéus tem muitos homens e mulheres de valor, com boas idéias e intenções, mas incapazes de chegarem  ao pleito pelas cercas de arame farpado e terreno minado que os impedem o acesso ao Governo Municipal. O que parecemos viver, aqui em Ilhéus, em vez de  uma Democracia, é uma demo-cracia – o governo do demo -.

 
Não vale mais secretarias com nomes incompreensíveis ao público, mas secretarias funcionais e  independentes a cargo das praiasturismo e eventossaúde ( uma, só para o onipresente abuso das drogas); educação; cultura ( com o Bataclan devolvido à cultura pública local pelo nefasto comércio capitalista-monopolista ); paisagismo ( arborizando as praças e encostas não edificáveis e expandindo as áreas verdes ); desenvolvimento social ( lançando programas de peso na educação da população local a uma convivência social civilizada e responsável ); limpeza urbana ( prestigiada e permanente ); planejamento urbano; obras públicas (contratando empresas que respondam, de fato pela qualidade e durabilidade do seu serviço e organizando as inúmeras invasões do espaço público por rampas de acesso a garagens nas calçadas; portões de garagem que extrapolam os limites das áreas privadas; construções de quiosques de alvenaria nas praças e, até,  um palco elevado que invade uma calçada da Lomanto Júnior. Não podemos permitir que troquem o espaço coletivo pelo apoio a este ou aquele político ou partido. Vamos  indenizar e demolir  até o alicerce as muitas invasões dos espaços públicos, nas encostas da Piedade, acima da rua das Oficinas e diversas  praças no Pontal e outras partes da cidade e dinamitar, solenemente, toda a chamada “Malvinas”, um obscuro setor da central de abastecimento municipal que foge a qualquer tentativa de descrevê-la em palavras.  O que de mínimo se pode dizer é ser esta é um mar de urina, fezes, drogas, prostituição e mau cheiro abafado de baratas, encravado entre o setor das frinhas e das frutas e a área das peixarias. À parte da nova ponte, não necessitamos de muitas novas obras – simplesmente manutenção adequada do equipamento público pré-existente -. Precisamos de empreiteras pagando bem a engenheiros-de-obra ali presentes, que não deixem sub-empreiteiros meterem argamassa ditretamente sobre ferragens enferrujadas, como está ocorrendo agora no Posto de Saúde Herval Soledade do Pontal ); finanças (publicando, diariamente, na internet, todos os pagamentos das despesas contraídas e nos lembrarmos que, a médio e longo prazo, o atual presente será História e, por esta, será julgado, com base no encontro de contas entre a receita municipal e o serviço prestado à comunidade pela “elite” dirigente local).
  
Só assim acordaremos para o Século XX. Para o Século XXI, ainda falta muito trabalho.

Guilherme Albagli de Almeida

DEMARCAÇÃO: “ BATALHA DOS NADADORES” OU MASSACRE DOS TUPINIQUINS

por Edgard Siqueira

Por iniciativa do grupo politico do Sr. Jabes Ribeiro que governava o Município na época, foi instituído na Lei Orgânica do Município no seu Cap. XX, art. 280, § 10 – “Fica instituído o dia trinta de setembro, como Dia Municipal da Consciência Indígena, data que resgata a história do massacre indígena do Rio Cururupe”. Relatando o que realmente aconteceu, segundo as fontes bibliográficas pesquisadas, estaremos prestando uma homenagem aos verdadeiros mártires do genocídio ocorrido no entorno do Rio Cururupe, os Tupiniquins, a etnia que habitava na nossa região.

O episodio conhecido historicamente como a “Batalha dos Nadadores” foi desencadeado a partir do assassinato de um Índio Tupiniquim praticado por um Dono de Engenho. À reação dos Tupiniquins foi o desencadeamento de uma revolta que levou à destruição parcial da vila de Ilhéus e dos engenhos nos seus arredores. Esta revolta foi comunicada ao Governador Geral que empreendeu uma sangrenta repressão. Usaremos o relatório do próprio Mem de Sá para melhor entendermos como se processou a repressão: “Neste tempo veio recado ao Governador como o gentio Tupiniquim da Capitania de Ilhéus se alevantava e tinha morto muitos cristãos e destruído e queimado todos os engenhos dos lugares e os moradores estão cercados e não comiam senão laranjas e logo pus em conselho e posto que muitos eram que não fosse por ter poder para lhes resistir nem o poder do Imperador fui com pouco gente que me seguiu e na noite que entrei em Ilhéus (Capitania) fui a pé em uma aldeia que estava a sete legoas da vila em alto pequeno toda cercada de agua  ao redor de lagoas e as passamos com muito trabalho e antes da manhã duas horas dei na aldeia e destruí e matei todos os que quiserem resistir e a vinda vim queimando e destruindo todas as aldeias que ficaram atrás e por que o gentio se ajuntou e veio me seguindo ao longo da praia lhes fiz algumas ciladas onde os cerquei e lhes foi forçado deitaram a nado no mar da costa brava. Mandei outros índios atrás deles (Os Tupinambás, que habitavam a região de Itaparica e Camamu e eram inimigos mortais dos Tupiniquins) e gente solta que os seguiram perto de duas léguas e lá no mar pelejaram que nenhum Tupiniquim ficou vivo, e todos os trouxeram a terra e os puseram ao longo da praia por ordem que tomavam os corpos perto de uma légua, vieram pedir misericórdia e lhes dei pazes com condição que haviam de ser vassalos de Sua Alteza e pagar tributo e tornar a fazer engenhos. Tudo aceitaram e fizeram e ficou a terra pacifica  em espaço de trinta dias, onde fui a minha custa dando mesada a toda pessoa honrada e também digo boa, como é notório” (Sá, 1560 in Silva Campos, 1947;59/60).

O resultado concreto desta repressão foi à redução drástica do contingente demográfico dos Tupiniquins e consequentemente a sua extinção.

No faz de conta de se autodenominar “Índio Tupinambá”, baseado nestes relatos históricos, podemos concluir que a caminhada em homenagem aos mártires da “Batalha dos Nadadores” na realidade é uma representação de um ato de penitencia e remorsos. Nunca uma verdadeira homenagem  aos ”ancestrais martirizados”. Quem aqui habitava era os Tupiniquins e que foram massacrados por Mem de Sá com o apoio dos Tupinambás. Uma pequena homenagem resgatando a verdadeira história. Que descanse em paz os verdadeiros mártires, OS TUPINIQUINS.

Alfredo Amorim da Silveira em: Contra foto não há argumento.


ALZHEIMER – MÃO ESQUERDA – INTERESSANTÍSSIMO!!!

Sobre o Alzheimer, vale a pena ler mesmo que você não tenha este problema na família.

Abs
Roberto Goldkorn é psicólogo e escritor

Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia ‘o Infalível’. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastóideo.

O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer.
Aliás, fico até mais tranqüilo diante do ‘eu não sei ao certo’ dos médicos; prefiro isso ao ‘estou absolutamente certo de que….’, frase que me dá arrepios.
E o que fazer… para evitarmos essas drogas?
Como?

Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida ‘bandida’.

Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai; não cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho: descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos.

Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos.. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos sessenta anos.

Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas ‘bobagens’ e viveram vidas medíocres e infelizes – muitos nem mesmo tinham consciência disso.

Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro. Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha?
Hum… Preocupante). Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade.

Dicas para escapar do Alzheimer:

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