:: ‘Espaço do Leitor’
ESCULHAMBOU GERAL VIII
VII:
AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS – Nº 628 – 11 DE JULHO DE 2017
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VIROU DEBOCHE

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Toda vez que olho essa placa, bate uma mistura de revolta e indignação, não só pela obra social abandonada que deixa de acolher crianças e, em muitos casos, impede mães de trabalhar por não terem com quem deixar os filhos, mas também quando constato que meu suado dinheiro de impostos está sendo desperdiçado, literalmente jogado no mato.
A própria placa, em si, passou a ser uma afronta aos cidadãos – acabou virando um grande deboche, uma brincadeira de mau gosto – por continuar expondo o valor e a data para término da obra, como se nos gozando, tirando um sarro. Um enorme desrespeito da parte do Governo Federal e Prefeitura de Ilhéus, parceiros nessa lambança.
Pra quem ainda não sabe, esse absurdo de creche escola inacabada e abandonada fica ali na Faelba/Heranani Sá, mesmo lugar das ruas enlameadas e sem pavimentação, cantinho esquecido da zona sul.
Pois é, tudo errado, até o endereço na placa.

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Nilson Pessoa
Um grande susto! Sorte que evitou tragédia…

Em 05 07 2017
PSICOMUNDO <> GANÂNCIA QUE AFASTA A CONFIANÇA DAS PESSOAS <>
Nosso comentário de hoje, foi inspirado por uma conversa com uma senhora, ilheense, sobre os grandes perigos que corremos todos os dias por falta de prevenção da saúde humana em locais do nosso país! Foi relatada que começava em nossa casa a grande ação defensiva contra as inúmeras doenças, causadas pela má formação social, humana e alimentar. O exagero de quantidades de alimentos que são ingeridos pela população, sem o devido controle da fiscalização sanitária, destinada a coibir as mazelas, principalmente os que são adquiridos em alguns supermercados.
É enorme a carência de o povo sentir a proteção dos seus administradores, pois existe sempre a ausência de atos do governante para oferecer de fato e de direito, meios visando à correção dos constantes abusos contra a saúde dos seus munícipes. São muitas vezes deficientes os postos médicos, escolas e a segurança pública! E quando surge uma manifestação de apoio, é apenas visando eleger-se para continuarem suas novas conquistas em seus próprios benefícios, como fazem muitos políticos em suas caminhadas na maioria das vezes incoerentes.
NICE DAS NEVES, A RAINHA DO MINGAU
Guilherme Albagli de Almeida
Quando a minha bisavó Ana chegou em Ilhéus, em 1872, o atual bairro do Pontal era um grande matagal de pitangueiras e araçás, ali morando apenas o barqueiro que transportava viajantes entre as duas bandas do Cachoeira.
O barqueiro João das Neves, – o primeiro morador do “Pontal de São João da Barra do rio Cachoeira” -, ficou registrado na História como o primeiro pontalense a cobrir a sua casa com telhas cerâmicas, por volta de 1875, quando aqui chegaram os pescadores de Sauípe e suas familias.
Já Nice das Neves, bisneta do nosso barqueiro pioneiro, mantém um sempre crescente e lucrativo ponto comercial, aberto todos os dias, desde as seis horas da manhã, na esquina da rua Coronel Pessôa (rua do Carro) com a rua D. Pedro II, ao lado da praça São João, no Pontal. Ali ela serve três tipos de mingaus honestíssimos, mungunzá e, todo dia, um petisco-surpresa salgado.
Nessas madrugadas e manhãs que congelam até carangueijo em riba do pau, a pedida real é o mingau da Nice das Neves, que também vende licores e conservas feitos em sua casa. Quem ali acorrer ainda encontra agora o mingau quentinho temperado com pouco açúcar e muito leite de côco ralado. Uma das panelas tem mingau sem açúcar, que pode ser consumido com adoçante.
Luiz Castro em: DECOLORES
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MEU IPTU NA LAMA
Difícil. É difícil pra caramba. Nunca vi nada tão difícil assim.
Parece até que o local nem está no mapa. Mas está, e está também no cadastro municipal do IPTU, embora passe despercebido.
A localidade existe há mais de vinte anos e suas quatro ruas nunca foram pavimentadas porque nossos gestores (espero que só os do passado) jamais se dispuseram a fazê-lo.
Entra prefeito, sai prefeito, volta prefeito, muda prefeito e nada, absolutamente nada é feito nas ruas da Faelba, o cantinho esquecido da zona sul de Ilhéus, no bairro Hernani Sá.

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Ao longo de duas décadas, moradores pedem, imploram, suplicam, se mobilizam, se reúnem, reivindicam, exigem, protestam, fazem abaixo assinados, pintam faixas, escrevem matérias em blogs de notícias, postam relatos em redes sociais e… NADA!

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Poeirão sob o sol e lamaçal sob chuva, sem falar da farta buraqueira que, se quase já impossibilita o trânsito de veículos, imagine pedestres.
É revoltante, cumprir meu dever de cidadão e contribuinte do IPTU enquanto o poder público municipal não exerce seu papel primário de disponibilizar uma infraestrutura urbana básica que proporcione mobilidade para chegar e sair de casa dignamente.
Em período eleitoral sempre aparece algum candidato a alguma coisa pra “passar uma patrol”, medida paliativa ridícula e tapeadora que só dura alguns dias.
Lembro-me de certa vez ter reivindicado, pessoalmente, a uma figura do alto escalão da gestão municipal anterior, um calçamento de paralelepípedos. A resposta foi: “Que paralelepípedo que nada, temos uma usina de asfalto! Se botar na ponta do lápis, asfaltar vai sair até mais barato! Vamos fazer!”.
Hoje, deve estar se dedicando à arte do ilusionismo (ou já estava).
As fotos a seguir mostram – para quem quiser ver – a situação de descaso e abandono do lugar, num completo antagonismo à atual realidade de desenvolvimento e expansão que a cidade vivencia naquelas imediações da zona sul.

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Nilson Pessoa




























































