:: ‘Falaê’
Deus é o meu refúgio
Paiva Netto
Aos que também carpem as muitas lutas diárias, consagro esta conversa com Aquele que nos pode ouvir, mesmo quando arrogantes e pretensiosos:
Deus é o meu refúgio
Ó Deus, que sois o meu refúgio, a Vós, outra vez, ergo o meu pensamento e encontro resposta aos meus propósitos.
Longe de mim as cassandras do desânimo, que anunciam um Juízo Final sem remissão, quando sois Vós — em tudo — o Princípio Eterno da permanência pujante de vida. De Vós não escuto o abismo; todavia, a redenção.
Creio no Amor Universal, que conduz à sobrevivência o gênero humano, que é teimoso em subsistir, apesar das muitas ciladas que lhe são dispostas no caminho.
Esta é a minha Fé Realizante, que vive em Paz com as outras; o meu ideal ecumênico de Boa Vontade, que se esforça pela confraternização de todas as nações, por serem formadas por criaturas Vossas, ó Criador Único de Céus e Terra! Sois a Fraternidade Suprema, o abrigo dos corações. (…) Achei-me a mim porque me identifiquei no Vosso Amor. Sois o auxílio conclusivo à minha Alma.
Sinto o meu ser transbordar de alegria. Em Vosso Espírito, reconheço-me como irmão dos meus irmãos em Humanidade. Nesse Éden, que é o Vosso Sublime Afeto, não me vejo como expatriado, abatido pelas procelas do desalento. Enfim, me encontrei, ó Deus!, porque Vos encontrei.
Maria Regina Canhos Vicentin em: Excessiva presença
“Mamãe, papai, já estou bem grandinho e posso me virar sozinho. Por favor, deixem que eu resolva isso a meu modo!” Que tal? Essa frase faz sentido para você? Já percebeu como existem mamães e papais manipuladores, que seguem pela vida afora acreditando que o filho não é capaz de dar um passo se eles não estiverem por perto? Chega a ser sufocante, não é mesmo? E os palpites, então… Vêm aos montes: “por que você não faz assim?”, “aquela cor fica melhor”, “deixe que faço isso pra você”, “não se esqueça de passar por aqui na volta”, “só estou ligando pra perguntar se você esqueceu que tem família”… E, por ai vai. Seus pais até esquecem que você se casou há muito tempo, tem filhos e um lar para tomar conta. Esquecem, na verdade, que hoje você possui também outra família. Vivem cobrando sua presença ou enchendo sua cabeça com lamentações, passando-se por vítimas, porque ainda não encontraram nada melhor para fazer depois que você e seus irmãos saíram de casa.
Olha, se você passa por essa situação toda a semana, preste atenção no que vou lhe dizer: se deixar, eles vão monitorá-lo a vida toda. Vão tomar conta dos seus gastos, bisbilhotar suas gavetas e panelas, infernizar reclamando de suas crianças… Sempre ressaltando que se você os tivesse ouvido não estaria passando por isso ou por aquilo. Acreditam que têm a receita do bem viver e querem impô-la a todo custo. Só se esquecem de que tiveram a mesma chance anos atrás, e que, se a vida não foi melhor com eles, é justamente porque não foram melhores com ela, pois colhemos o que plantamos. E, agora, querem viver novamente o que já passou. Sabe como? Através de você! É isso mesmo; querem viver a sua vida. Ou não percebeu isso?
Preste atenção nas sugestões deles. Parecem alternativas ou imposições? Não sabe?! É fácil perceber. Repare. Quando você faz o contrário ou algo diferente do que eles sugerem, como se comportam? Esperam pacientemente até que o resultado se configure ou ficam aborrecidos e “emburrados” dizendo que não confia neles e vai acabar “quebrando a cara”? Lembro-me de um desenho, em que havia dois personagens. Cada vez que algo saía errado, diziam entre si: – “Eu te disse, eu te disse”, e o outro falava: – “Eu sei…”; e percorriam assim um longo caminho repetindo essas palavras.
Veja bem, você não precisa provar seu amor aos seus pais fazendo tudo o que desejam que faça. Tem sua própria cabeça e pode caminhar com as próprias pernas. Simplesmente agradeça as sugestões, e avalie o que é melhor ser feito. Caso decida por algo diferente do que lhe sugeriram, assuma sua escolha, e esclareça que, para você, outra opção mostrou-se mais interessante. Não precisa sentir remorso, nem culpa. Todos têm sua chance de viver esta vida. Eles tiveram a deles e, pensando bem, continuam tendo. Liberte-se dessa excessiva presença. Como dizia uma colega de faculdade: “Viva e deixe viver”!
Maria Regina Canhos Vicentin (e.mail: contato@mariaregina.com.br) é escritora.
Maria Regina Canhos Vicentin em: Falta coragem
Dias atrás, li num jornal uma nota de alguém que afirmava sentir a falta de um pároco, tido como conservador e arcaico, que passou pela cidade angariando a época muitos desafetos, inclusive a reprovação do próprio autor do desabafo. Ele disse nunca pensar que chegaria a sentir saudade do presbítero, ferrenho defensor da moral e dos bons costumes; no entanto, reconheceu que o mesmo está fazendo falta num momento em que a liberdade deu lugar à libertinagem. Concordo; mas penso que o que faz falta não é exatamente o padre, e sim a postura que tinha diante da imoralidade. Ora, ele simplesmente exigia que as moças trajadas indecentemente se retirassem da igreja em respeito aos demais que ali estavam. Isso escandalizava a muitos… Mas, será que ele não tinha razão?
Hoje em dia tudo pode; tudo é natural. As pessoas têm medo de dizer o que pensam e ser ridicularizadas. Falta coragem para denunciar as barbaridades que acontecem por aí. Parece que todo telhado é de vidro mesmo, então, melhor é ficar calado. Não é o padre que está faltando. É a coragem que tinha de assumir seus posicionamentos ainda que incomodasse. Ele não buscava fazer média com os fiéis para que lotassem a igreja. Lembro perfeitamente da ocasião em que fui procurá-lo para marcar o meu casamento, e debatemos devido ao fato de eu desejar continuar trabalhando após o enlace. Ele era contra e expôs suas razões. Eu era a favor e expus as minhas. Hoje, confesso, sou uma das maiores defensoras da jornada de trabalho reduzida para as mulheres que são mães. O lar precisa da presença da mulher e a educação dos filhos também. Ele tinha razão em muito do que me disse.
Maria Regina Canhos Vicentin em: Semana de combate às drogas
Numa iniciativa do COMAD (conselho municipal sobre drogas) de Jaú (SP) tivemos a semana de combate às drogas, que aconteceu no período de 25 a 29 de junho passado. Considero que o evento foi um sucesso e serviu como pontapé inicial para outras iniciativas em relação à prevenção do uso de substâncias entorpecentes em nossa cidade. Todos sabem que o álcool e outras drogas são responsáveis diretos pelo crescente aumento da violência doméstica, acidentes de trânsito e criminalidade em geral. As drogas favorecem a resolução dos conflitos de forma violenta, mas não basta termos conhecimento disto. Precisamos de atitudes concretas para combater o problema que assola o país. Drogas como o crack já assumiram caráter epidêmico. E o que vamos fazer? Esperar que o governo apresente a solução para um problema que muitas vezes começa dentro dos nossos próprios lares?
A prevenção às drogas deve se iniciar dentro de casa. Mas, como, se na maioria dos lares a bebida é consumida com regularidade, de forma natural, e normalmente associada a momentos festivos e alegres? Faz tempo que o álcool contribui para a desolação familiar, o crime, a contenda, o ridículo e a humilhação. Quem convive com um alcoolista entende bem o que estou afirmando. A bebida já desgraçou vários lares, pôs fim a uma série de casamentos, levou muitas pessoas a total ruína. Inúmeros são os prejuízos causados pelo álcool, que é o maior responsável por mortes no trânsito. Olhando para os nossos presídios, o que vemos? A maioria dos encarcerados relacionados direta ou indiretamente à venda ou ao consumo de substâncias entorpecentes.
Regras de ouro para administrar o tempo e viver melhor
“Some dance to remember, some dance to forget.”
(Eagles, in Hotel California)
Algumas dicas práticas para melhor gerenciar o tempo e elevar a qualidade de
vida.
1. Seja sempre pontual. Autênticos líderes não deixam ninguém esperando para
um compromisso agendado. É preferível chegar 30 minutos mais cedo que apenas
cinco minutos atrasado.
2. Espere 24 horas para reagir. Procure não reagir antes de 24 horas. Entre
um dia e outro, com uma noite de descanso no meio, o que se mostrou um
problema irresoluto surgirá não menor, mas com dimensões reduzidas à sua
realidade.
3. Ninguém está contra você. Por compreender que a natureza humana é
legitimamente individualista e egoísta, aprendi que raramente as pessoas
estão contra mim, pois estão apenas a favor delas próprias. Esta percepção é
suficiente para evitar conflitos desnecessários e eleger as batalhas que
valem a pena ser travadas.
4. Exceção não é regra. Refeições feitas em fast food ou em frente ao
computador, noites em claro ou maldormidas, dias sem comparecer à academia,
certa desatenção para com os familiares. Tudo isso, embora indesejável e não
recomendável, pode ser tolerado quando acontece de maneira pontual, por
curtos períodos de tempo. Mas é inadmissível que se torne regra.
Maria Regina Canhos Vicentin em: Desejo, necessidade, vontade…
Desejo, necessidade, vontade… Assim termina uma canção do grupo musical Titãs. Ela diz que a gente não quer só comida, mas também diversão e arte. Que a gente não quer só comer, mas também fazer amor; ter prazer pra aliviar a dor. Que a gente não quer só dinheiro, mas também felicidade. Que a gente quer inteiro e não pela metade. Certamente, o objetivo da canção é criticar a política assistencialista, e muito poderia ser dito a esse respeito, mas não creio que eu seja a pessoa indicada para fazer isso. De política, entendo pouco. Porém; de ser humano, entendo mais. Entendo o desejo, a necessidade e a vontade…
As pessoas, na sua grande maioria senão em sua totalidade, necessitam de prazer para suportar os revezes da vida. Revestido de muitas formas, talvez o prazer mais fácil de ser alcançado por todos indistintamente seja o físico; obtido através da comida, da bebida, do sexo, da prática esportiva… Penso que não há quem deseje viver se, na vida, não encontrar algum prazer. Mesmo aqueles que se privam voluntariamente de alguns deles, fazem-no por objetivar um prazer maior, quiçá mais sublime e elevado. Talvez, por isso mesmo, Deus tenha se encarregado de fazer o nosso corpo como um grande processador de sensações.
Maria Regina Canhos Vicentin em: Vamos acordar!
Ando sem tempo para escrever, pois as atividades do judiciário estão realmente sugando toda a minha energia e disposição. Não me queixo do tipo de trabalho, mas das condições que amargamos, com pouquíssimo pessoal. Hoje entendo porque a maioria das pessoas que lá se encontram espera ansiosamente pela aposentadoria. Às vezes, o inferno pode não ser tão longe quanto muitos imaginam. A propósito, mencionando o inferno, queria ressaltar que a cada dia me convenço mais que alguns tinham razão quando diziam que os homens se servem de Deus e não servem a Deus. É impressionante! Testemunho dia a dia que muitos dão ao Senhor a roupagem que lhes parece melhor. A quem convém é um Deus castigador ou Pai misericordioso ou uma Fonte inesgotável de riquezas e bênçãos. Há quem pense que Deus seja um negociador ou um camaleão que troca de princípios dependendo dos fiéis que deseja arrebanhar. Percebo com pesar que, hoje em dia, cada qual cria a religião de seu interesse, e isso já começa no título que se dá à igreja. Encontramos todas as denominações possíveis e imagináveis. Temos um Deus realmente eclético e popular.
Enquanto isso, cada qual vai fazendo o que bem entende, pois, em última instância, Deus sempre perdoa. Continua a exploração do pobre pelo afortunado, a dominação do fraco pelo forte, o massacre de milhares de inocentes pela ganância de alguns. Vejo que o tempo passa e pouca coisa muda, porque o ser humano resiste a uma transformação essencial. A sede de poder e a ambição desmedida continuam a guiar os passos da maioria das pessoas. Se quem está embaixo tem a chance de se elevar, pronto, começa tudo de novo. Quem antes era tiranizado agora tiraniza, num evidente circulo vicioso. Isso acontece porque ainda estamos dormindo. Não acordamos para a realidade da existência, segundo a qual as obras espirituais são superiores às materiais, ainda que estas sejam mais visíveis e palpáveis.
Maria Regina Canhos Vicentin em: As pequenas coisas da vida
Outro dia estava pensando como a vida não teria graça alguma sem pequenas coisas que costumam recheá-la de alegria. Reparei também que tais coisas ou situações costumam ser simples e, às vezes, até mesmo corriqueiras, mas nos afetam de forma imediata e tão espontaneamente que nos deixamos envolver por elas. É o caso de um aniversário em família, por exemplo. Mobiliza várias pessoas, sugerindo a compra de presentes e preparativos para uma data que tem tudo para ser especial. Motivo de se estar juntos, contar piadas, rever parentes, encontrar pessoas queridas, fazer novas amizades… Tudo regado com alguns aperitivos, pratos gostosos e bolo de festa. Fiquei pensando também quantos aniversários existem ao longo do ano e, consequentemente, quantos motivos para se comemorar. É um namoro que se inicia; uma festa de casamento; um batizado; um feriado esperado há tanto tempo; a inauguração de um local público; a estreia de um filme; uma peça de teatro; a apresentação de uma orquestra; uma exposição de pinturas e tantas outras coisas que vão dando colorido ao nosso dia a dia.
Criação coletiva
Dora Kramer – O Estado de S.Paulo
Não, o ex-presidente Lula não perdeu o juízo como sugere em princípio o relato da pressão explícita sobre ministros do Supremo Tribunal Federal para influir no julgamento do mensalão, em particular da conversa com o ministro Gilmar Mendes eivada de impropriedades por parte de todas as partes.
Lula não está fora de si. Está, isto sim, cada vez mais senhor de si. Investido no figurino do personagem autorizado a desrespeitar tudo e todos no cumprimento de suas vontades.
E por que o faz? Porque sente que pode. E pode mesmo porque deixam que faça. A exacerbação desse rude atrevimento é fruto de criação coletiva e não surgiu da noite para o dia.
A obra vem sendo construída gradativamente no terreno da permissividade geral onde se assentam fatores diversos e interesses múltiplos, cuja conjugação conferiu a Lula o diploma de inimputável no qual ele se encontra em pleno usufruto.
Entre o bem e o mal nas profissões jurídicas
Segunda Leitura
Entre o bem e o mal nas profissões jurídicas
Por Vladimir Passos de Freitas
O tema é ignorado pelos estudiosos, mas está presente no dia-a-dia dos operadores do Direito. Resume-se a algo aparentemente simples, mas que envolve grande complexidade, ou seja, a opção, sempre possível, dos profissionais da área jurídica entre o bem e o mal no exercício de suas atividades. Como bem observa Amartya Sem “o poder de fazer o bem quase sempre anda junto com a possibilidade de fazer o oposto” (Desenvolvimento como liberdade, Companhia de Bolso, p. 11).
Fique, desde logo, claro, que aqui não se está a falar de atos criminosos. Extorsão, corrupção ativa, advocacia administrativa e temas correlatos são assuntos afetos ao Direito Penal. Excelentes obras jurídicas e farta jurisprudência deles trata há décadas. Aqui o foco é outro. Trata-se de como, na rotina profissional, é possível adotar um lado (fazer o bem) ou outro (fazer o mal), sem que disto surjam consequências diretas e explícitas.
Vejamos alguns exemplos de situações em que dois caminhos se abrem ao profissional, mas um terá reflexos positivos e o outro, negativos, para terceiros.
Um cartorário pode facilitar ou não a vida dos que o procuram. Poderá exibir um processo a um advogado que atende no balcão ou poderá dizer que está concluso ao juiz e que nada pode fazer. Por telefone, poderá dar uma informação solucionando uma dúvida ou, negando-se, poderá obrigar o interessado a ir ao Cartório e perder horas com isto. Seu poder de fazer o bem ou o mal é imenso, muito embora nem sempre percebido.
Um professor de Direito pode corrigir os erros de um aluno em classe, expondo-o a uma situação de constrangimento, ao invés de chamá-lo em particular e aconselhá-lo a ler boas obras de literatura.
Um advogado, ao deparar com um erro de seu adversário em uma ação, poderá apontá-lo tecnicamente ou ridicularizá-lo, expondo a falta cometida. O resultado processual será o mesmo. Mas na segunda hipótese ele terá humilhando seu colega menos preparado ou experiente.
Um promotor de Justiça pode receber um processo com vista e retê-lo por meses. Poderá agir desta maneira por inapetência para o trabalho ou porque não tem simpatia pelo advogado da parte. Em atitude oposta, pode devolver com manifestação no mesmo dia ou poucos dias depois, dependendo do volume de trabalho. Do ponto de vista disciplinar, tanto fará optar por uma ou outra providência.
BRANCO, HONESTO, CONTRIBUINTE, ELEITOR, HETERO. PRA QUE ?
Assim é que, se um branco, um índio e um afradescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles!
Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.
Os índios, que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 05 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional, passaram a ter direito à terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros – não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também – passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nessa exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.
Aos “quilombolas”, que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.
Os homossexuais obtiveram do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências – algo que um cidadão comum jamais conseguiria!
Os invasores de terra, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse “privilégio”, porque cumpre a lei.
Desertores, assaltantes de bancos e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para “ressarcir” aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos,
E são tantas as discriminações, que é de perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema ?
Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.
(* Ives Gandra da Silva Martins é renomado professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo).
—
Inciso IV do Art. 3º da Constituição Federal a que se refere o Dr. Ives Gandra, na íntegra: “promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”
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Enviada por Luciano.
Maria Regina Canhos Vicentin em: Você não manda em mim!
Já escutou essa frase? Aposto que sim, e asseguro que deve ter partido de
algum adolescente. Acertei? Lógico! Não é tão difícil. Hoje em dia, quase
todos os jovens acreditam que são “donos do seu próprio nariz” e que podem
fazer o que bem entendem. A autoridade dos pais está praticamente extinta,
e raros são os que podem se gabar acerca da boa educação de sua prole. O
problema sempre existiu, mas vem se multiplicando de forma assustadora de
uns tempos pra cá. Sendo objetiva: os pais pecam pela ausência de
imposição de limites. Ora porque amam demais e querem agradar aos filhos
de qualquer jeito, atendendo a todos os seus caprichos e procurando evitar
que tenham frustrações e contrariedades. Ora porque estão por demais
ocupados consigo mesmos, e não têm tempo para cuidar da educação dos
pequenos, delegando tal função às babás, à escola, à televisão, aos
videogames e aos colegas. Normalmente, os filhos mais voluntariosos,
revoltados e carentes, ou foram excessivamente mimados ou abandonados por
completo. Até nesse caso, o meio termo costuma trazer melhores resultados
que os extremos.
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