PSICOMUNDO – PAZ PELA COMPREENSÃO (19ª PARTE)
No momento em que se instala a dependência a qualquer tipo de vício a tendência dessa tolerância é de uma enorme queda. São várias: moral, material, social, espiritual e humana! O homem perde primeiro o respeito das outras pessoas que os cercam. Desaparece a credibilidade que todos deveriam notabilizar sempre e deixar à sua disposição! Dão condições para que sejam inclinados aos fortes atentados criados pelos seus desprezíveis e maléficos desesperos. Caiu aí a sua mais profunda riqueza: o amor a si próprio. Transformou-se num barco destituído de leme em alto mar de amarguras, sem destino e sem bússola. Qual o porto poderá ancorar diante de tantas incertezas de acertar uma nova estrada segura?
Muitas vezes todos veem isso no alcoólatra: ele está trêmulo de manhã, tomou uma, se alivia aparentemente, passa a tremedeira, mas depois fica ruim, chapado. Eu conheci pessoas que morreram de overdoses e que não chegaram a usar um grama de cocaína! Não estamos aqui formando ideia que as pessoas devem seguir esse ou aquele caminho. Proclamamos a reverente e promissora serenidade da busca de uma vida aliada à necessidade de viver e nunca reclamar que Deus abandona as pessoas pelo mundo a fora. São os próprios seres humanos os causadores dessas desventuras, pois muitos desistem da sua felicidade.
Os viciados têm seus momentos de infortúnios, mas, diante das maculadas caminhadas que procuram criar numa estrada de indecisas conquistas, vivem instantes seus de reflexão passageira com seus arrependimentos, e assim choram! Nos momentos de desesperos muitas vezes sabem que a vida criada por Deus de forma gratuita, merece um instante de uma parada. Muitos rezam e pedem clemência pela guerra particular que travaram contra eles. E nesse estado dos seus momentos de orações, os viciados deveriam dizer para si próprios: “Tu ó Deus, bem conheces a minha estupidez, e as minhas culpas não te são ocultas! A minha infâmia está sempre diante de mim; com isso, cobre-se de vergonha o meu rosto. Esconde o teu rosto dos meus, e apaga todas as chamas das iniquidades que criei. Sei que todos os meus ossos dirão Senhor, quem contigo se assemelha? Pois livras o aflito daquele que é forte para ele; o mísero e o necessitado dos seus extorquiadores. Tu, porém, ó Deus, os precipitarás a cova profunda; homens sanguinários e fraudulentos e mesquinhos não chegarão à metade de seus dias; eu, contudo, confiarei em ti. No dia em que eu te chamar, invocando teu nome, todos baterão em retirada, pois são meus inimigos, e só sei que tu ó Deus és por mim. Em Deus, cuja palavra eu tenho que louvar Senhor, cuja palavra eu louvo. Depositarei em Deus Pai a minha confiança e nada temerei”.
Deus estará atento quando os viciados estiverem falando com Ele, dizendo: “Que me pode fazer o homem mais feliz do mundo e que me ama sempre? Recorrendo ao reino da tua glória, da morte me livraste a alma, sim, livraram da queda os meus pés, para que eu ande na presença de uma luz divina. Livra-me a alma, em paz, dos que me perseguem, pois são muitos contra mim. Em ti, Senhor, me refugia e que eu não seja jamais envergonhado. Não escondas o teu rosto, o dogma divino e espelho de todas as criaturas, pois o teu servo está atribulado, perdido diante das drogas, desmoralizado pela sociedade que somente nos oferece a culpa e o cumprimento do dever, e assim, estou precisando meu Deus das suas mãos firmes e generosas”.
Com certeza Deus continuará sempre ouvindo e acariciando docemente seus filhos, e o viciado continua clamando: “agora, sei perfeitamente, busquei o Senhor e Ele me acolherá sempre em sua misericórdia, livrando-me de todos os meus temores insuportáveis. Sei que a minha carne e o meu coração desfalecem, contudo, acredito mais ainda que Deus seja a fortaleza do meu espírito de homem e a minha herança eterna. Tu, que me tens feito ver muitas angústias e males, restaurarás minha vida, e de novo me tirarás dos abismos da terra. Ó Deus livra-me por tua justiça, e resgata-me dos traumas que já passei, inclina-me os teus ouvidos e me salva”.
“Sê tu para mim uma rocha habitável por sentimentos de grandezas por ser um filho que regressou a casa do Pai. No dia da minha angústia clamo a ti, porque tenho a certeza que me responderás. Presta-nos auxílio nos momentos de intensas inseguranças, pois tu és o socorro dos homens. Sei que o melhor principio é buscar refúgio no Senhor, porque confiar nos homens insensíveis pouco está valendo. Enfim, Senhor Deus, livra da morte a minha alma, das lágrimas os meus olhos cansados e ansiosos por amor, da queda os meus pés que fraquejaram esquecendo a força infinita que me ofereceu de forma gratuita. Compadece-te mim, Senhor, porque me sinto atribulado, cheio de tristeza os meus olhos se consomem, e a minha vida permanece agitada e o meu corpo continuará trêmulo. Que burrice me deixar ser filho dos homens do mundo! Deixei sugarem o meu sangue, destruíram e saquearem os meus talentos, vem e ativa novamente as minhas forças e recupera os meus sentidos de ser humano”.
“Ó Divino mestre, hoje, não posso compreender se foi tarde, porém, sei que os viciados quando preparam agulhas para usar estranhas experiências, procurará usar os meios da destruição do seu mundo, estando sempre com o pensamento voltado para o egoísmo. São radicalmente intransigentes com seu poder de destruição e resolvem matar seus enormes ideais”!
Afinal, quanto vale uma vida? Para os viciados a vida não tem valor! Aprendi que aquele que requer o sangue dessas insensatas criaturas, oferecendo-lhe drogas, lembra-se deles apenas nas horas perversas das práticas do mal, e não se esquece do clamor dos aflitos.
Quanto vale um sangue limpo e homogêneo, substancial complemento das necessidades vitalícias do homem? E, mesmo assim poucos sabem que o sangue é uma substância de valor vital para as criaturas humanas. Por que derramar ou desgastar o sangue do homem se é matéria fraca?
Os viciados são igualados a um cão que retorna ao seu vômito, indivíduo insensato que reitera a sua infâmia, agarrando-se às drogas entorpecentes. Dizem terem problemas, porém, são causadores, tanto dos seus problemas como dos seus semelhantes.
Os viciados dentro do seu interior, afirmam que jamais serão abalados, pois de geração em geração nenhum mal a ele sobrevirá. Desconhecem sua inteligência e seu raciocínio adulterado os faz cair em profundo sono, esquecendo o mundo e a vida. De maneira ociosa vêm a padecer de fome de tudo, principalmente do amor próprio que manterá firme a sua existência na face da Terra.
Os viciados na maioria das vezes ficam pensando que estão fazendo a sua própria desgraça, mas na realidade vivem desgraçando o mundo que começa pela sua família. Ignoram seus pais chorando, seus irmãos, parentes e amigos tristes pelas trágicas aparências nefastas escolhidas de forma insensata. Todos sabem que ainda é tempo de retroceder, pois quem aceita o vício, deve verificar que ele sempre será o seu inimigo invisível.
Os viciados fazem com que o seu coração tenha visionários projetos de fantasias, apressando a corrida para o encontro com a destruição humana. Devemos ter sempre o tempo necessário para pedir a Deus pelos viciados, porque muitos não sabem o que estão fazendo! Que Deus ilumine seus caminhos, e que os façam mudar de caminhos e sejam muito felizes no encontro de outras perspectivas de vida.
Eduardo Afonso – (73) 8844-9147 – Ilhéus-Bahia
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