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:: ‘Notícias’

Candidatos convidam a imprensa e a sociedade para a caminhada no bairro Vilela.

Alberto Barretto direto de Londres

Londres

Com o dia de hoje, o Brasil garantiu recorde de medalhas em Londres
Está vendo que havia muita ansiedade no ar? O Brasil vem fazendo sim, uma boa olimpíada, e já garantiu o recorde de medalhas do país no geral. Tínhamos 15 em Atlanta (1996) e Pequim (2008) como nossos melhores desempenhos. Hoje temos 12, com 2 de ouro, mas já garantimos, com as finais do boxe, futebol e volei masculino, pelo menos 16 medalhas.
Boxe: Prata ou ouro com Esquiva e Bronze com Yamaguchi Falcão!
Os irmãos Falcão fizerem bonito no boxe em Londres. Hoje pela manhã o jovem Esquiva Falcão colocou o Brasil pela primeira vez em uma final olímpica da modalidade, uma façanha histórica. E olhe que foi contra o britânico Anthony Ogogo na semifinal da categoria até 75 kg, atleta da casa, que contou com a força da torcida mas não suportou o ritmo. O brasileiro já garantiu pelo menos uma medalha de prata.
Já seu irmão, o também boxeador  Yamaguchi Falcão não conseguiu chegar à final olímpica. Com 24 anos, ele foi derrotado na noite desta sexta-feira pelo russo Egor Mekhontcev na semifinal da categoria meio-pesado, até 81 kg, e trouxe mais um bronze para o Brasil.
Voleibol passsa pela Itália e está na final
 Confesso que essa medalha do voleibol masculino não estava na minha previsão. O Brasil vinha praticando um voleibol em nível abaixo das grandes equipes desta olimpíada, mas quem tem a bagagem de tantos títulos e se enconytra dentro de uma competição, é sempre favorito ao título. Nesta sexta, o time brasileiro venceu a Itália por 3 sets a 0 (25-21, 25-12 e 25-21) e briga pelo terceiro título nas Olimpíadas.
Alberto Barretto Kruschewsky
Professor Ms. Educação Física
DCS/Universidade Estadual de Santa Cruz/Uesc
(36323956/99667204)

Marli Gonçalves em: Eles não podem ver mulher

Passei três dias tentando digerir o impacto e o nojo que me causou uma foto publicada essa semana. Claro que feita por uma mulher de olhar aguçado, Monique Renne. Nela, Andressa, a namorada, noiva ou sei lá o quê de Carlinhos Cachoeira, se retirava da mesa da CPI que a havia convocado para depor. Na foto, todos os babões focados – seis! – olhavam concuspiciosos para sua, digamos, parte de trás.

Lembrei-me de que no primário havia um exercício de descrição. Nos era dada uma imagem e a partir dela descrevíamos o que aquilo nos parecia ser, em geral cenas e paisagens bucólicas. No caso da foto dos tarados da CPI, ficaria mais ou menos assim: “moça loura, bonita e segura de si, com um leve e irônico sorriso no rosto, faz com que aloprados e seus assessores esqueçam suas funções, como parlamentares eleitos pelo povo, e salivem, com cara de bobos, ruminantes, em suas gravatas”. Aliviados, na certa, porque o “homem” da bela está preso. Porque se eu conheço bandido, e Cachoeira parece ser desse time, se ele visse essa foto, aiaiai, oioioi.

Foto tipo batom na cueca. E nem me venham com explicações, porque até ainda não disse bem o que pensei desses mesmos desconsiderados que pagamos para legislar quando há pouco houve outro caso, o da assessora de um senador metido a besta, demitida porque um safado gravou e mostrou para todo mundo um filme dele tendo relações sexuais com ela. O caso parou a CPI dos velhos babões, até porque a moça, advogada, era realmente de fechar o trânsito, principalmente de corpo. Mas não é esse o caso. O que aconteceu com o comedor malfadado que mostrou o filme? Nada. Deu até entrevista dizendo que não era ele.

Na mesma semana na qual no país pelo menos mais três mulheres que deveriam – e os juízes lhes garantiriam que estariam – protegidas pela Lei Maria da Penha, foram assassinadas por seus ex-companheiros, essa foto apenas mostra a quantos anos-luz estamos ainda do dia que as mulheres serão tratadas com respeito, dignidade e realmente de igual para igual. Agora até adolescentes são mortas por namoradinhos, no país machista que não se emenda, e onde até as lésbicas às vezes reproduzem papéis de machos da relação, como se sempre tivesse de haver alguma sobreposição de poder de um.

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Boletim Eletrônico da Agência Câmara de Notícias

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Jabes destaca a cultura no dia do centenário de Jorge Amado

Jabes / Cultura

Nesta sexta-feira, 10, dia em que o escritor Jorge Amado completaria cem anos, o candidato a prefeito da Coligação Por Amor a Ilhéus, Jabes Ribeiro (PP), falou sobre a importância e o compromisso com a cultura, em entrevista concedida ao comunicador Vila Nova, na Rádio Conquista FM. O prefeiturável destacou as principais realizações voltadas à valorização da cultura e literatura amadiana. A revitalização do Teatro Municipal, Bataclan, Vesúvio, Casa de Jorge Amado, implantação do Quarteirão Jorge Amado, instalação da sede da Academia de Letras, Memorial da Cultura Negra são algumas obras concretizadas sob sua gestão.

Jabes criticou a forma como estão sendo tratados os espaços culturais, como a Biblioteca Municipal e Arquivo Público, que se encontram abandonados pelo poder público municipal vigente. “Eu não acredito em um governo que não respeite a cultura, ferramenta importante na formação da identidade e cidadania”, enfatizou. O candidato ressaltou ainda a importância econômica e cultural de festas como o São João e o Carnaval, e garantiu que caso eleito, as datas festivas voltarão a ser comemoradas em grande estilo.

O problema generalizado da saúde, relatado pelos moradores durante as visitas e caminhadas nos bairros, distritos e povoados de Ilhéus, também foi destaque na entrevista. Jabes afirmou que as visitas têm uma função direta com o diagnóstico da realidade, cujas reclamações da população acerca da saúde se tornaram constante e adiantou que essa área terá prioridade em seu próximo governo.

Atenciosamente,
Assessoria de Imprensa

O Amigo Jorge Amado

Por  Cyro de Mattos

Cyro de Mattos

Conheci Jorge Amado nos idos de l959, em tarde de  autógrafos, na  antiga Livraria Civilização Brasileira, da rua Chile, Salvador. Na fila enorme dos que aguardavam a sua vez para receberem o autógrafo, eu, moço do interior, estudante da Faculdade de Direito. Estava nervoso. Vivia a expectativa de ver de perto o consagrado romancista baiano pela primeira vez. Quando chegou o momento de receber o  autógrafo de Jorge, aproximei-me com o exemplar de Gabriela cravo e canela. E, timidamente, disse-lhe  que  era  grapiúna,  como ele vinha das terras ricas do cacau no sul da Bahia. No mesmo instante da revelação do lugar de nascimento,  fez-se num  rosto largo e manso o sorriso alegre de quem acabava de ouvir algo que lhe tocava o coração. Com que prazer o autor de  Gabriela cravo e canela  assinalou no livro ser  também grapiúna, das terras de Itabuna, das ricas plantações de cacau, do território onde uma saga havia sido forjada por homens rústicos  com suor, cobiça e morte.  Fazia assim com que eu sorrisse um  belo sorriso e amasse ainda mais as minhas raízes grapiúnas.

Seguia no rio da vida  e, em 1966, já no Rio de Janeiro,  publicava meu primeiro livro,  pequeno volume de contos, hoje riscado de minha  produção por ter envelhecido  o texto rápido. Enviei o pequeno volume a Jorge Amado, seguindo conselho de um companheiro de geração, mas não esperando que viesse alguma opinião do autor de Terras do sem fim sobre o meu livro de estreia. Qual não foi a minha grata surpresa depois, por ver em curto espaço de tempo um livro de autor desconhecido  ser apresentado à  Academia Brasileira de Letras com palavras favoráveis do admirável romancista Jorge Amado.

Outros livros meus vieram e foram merecedores de artigos com elogio por parte  de Jorge Amado. Não deixavam de ser opiniões sob a ótica impressionista,  mas  espontâneas,  o que interessava. Verdadeiras, simples e profundas, abonadas com a  sensibilidade de quem mais  conhece os caminhos do fazer literário na recriação da vida. E mais: ele  publicava os artigos que escrevia sobre aqueles livros em jornais importantes como A Tarde, Jornal de Letras (Rio), do saudoso Elysio Condé, Jornal do Comércio (Rio) e Suplemento Literário de Minas Gerais.

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Pistas da avenida Soares Lopes serão interditadas

A Secretaria Municipal da Segurança, Transporte e Trânsito (Setrans) da Prefeitura de Ilhéus executa a interdição de duas pistas da avenida Soares Lopes, no centro da cidade. As faixas de rolamento fechadas são as que dão o acesso ao bairro do Outeiro e atendem às questões de segurança para a realização dos shows musicais prevista para a noite desta sexta-feira (10) em comemoração ao Centenário do escritor Jorge Amado.
Segundo o secretário municipal da Segurança, Transporte e Trânsito (Setrans), Clóvis Cunha, o acesso ao bairro do Outeiro poderá ser feito através da rua 2 de julho, passando pela Praia do Cristo. Essa medida está sendo tomada durante todos os dias em que serão realizados os shows musicais em comemoração ao Centenário do escrito Jorge Amado.

Prefeitura Municipal de Ilhéus

Campanha de Multivacinação em Ilhéus irá atualizar cartão de vacina das crianças
Obras da 1ª etapa Projeto Orla Sul estão em fase de conclusão
Ponto alto do Festival “Amar Amado” foi marcado por diversos eventos
Prefeitura firma convênios com Bamin e Ilhéus ganha novos investimentos
Decreto normatiza a Declaração Mensal de Serviços Bancários

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Carmelita participa de seminário do MP e reafirma compromisso com educação

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Ilhéus sediou na manhã desta sexta-feira (10), no auditório do Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, o II Seminário de Mobilização Social pela Educação, um evento promovido pelo Ministério Público do Estado da Bahia, em parceria com a Direc-6, Prefeitura de Ilhéus, Fundeb e Conselho Municipal de Educação que reuniu diretores de escolas públicas municipal e estadual, professores, pais de alunos e estudantes. Vereadora, representante da Comissão de Educação da Câmara Municipal e candidata a prefeita da coligação Ilhéus Mais Forte, Professora Carmelita (PT) participou do evento, onde teve a oportunidade de reafirmar os compromissos com a educação que fazem parte do seu Plano de Governo.

Durante o encontro foram debatidos temas como a importância da família e da escola na educação dos alunos. O seminário foi aberto com a apresentação artística do cantor Sérgio Nogueira, seguindo com os alunos do Colégio Santa Ângela, onde Carmelita estudou parte de sua infância, que entoaram o Hino Nacional Brasileiro. A secretária de Educação, Lidiney Campos, fez a saudação inicial do evento. Logo depois foi a vez da discussão do tema “Integração Família-Escola”, com a professora Marilene Araújo, tendo como debatedoras as professoras Célia Daud e Sandra Catharina santos. Ainda na parte da manhã foi realizada a palestra com o tema “Saúde do Profissional de Educação”, proferida pela professora e presidente da APPI/APLB-Sindicato, Enilda Mendonça, e que teve como debatedoras as professoras Edla Soares e Marlove.

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Rua do Cano confirma certeza da vitória de Jabes e Cacá

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“Você caminha por aqui porque gosta, pois não tem necessidade, todo mundo quer Jabes de volta”. O incentivo e o acolhimento revelados na frase da costureira Jurema, moradora da Rua do Cano, acompanharam a visita que os candidatos da coligação Por Amor a Ilhéus, Jabes Ribeiro (PP) e Cacá (PMDB), fizeram ao local, na quinta-feira, 9.

Durante as visitas aos bairros e morros, Jabes consolida a relação de confiança e gratidão entre ele e os ilheenses. A aposentada Joana Santos exibiu com orgulho a edição 28 da “Ilhéus Revista”, que guarda há exatamente 30 anos, por conter matéria com foto de Jabes.

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O desejo do retorno de Jabes à prefeitura está associado às realizações enquanto prefeito, somado ao abandono político e administrativo em que a cidade se encontra. A falta de tratamento de esgoto e o problema generalizado da saúde foram as queixas da ilheense Cecília, 51 anos. “Uma moça bonita, porém mal vestida e mal maquiada: é assim que vejo Ilhéus”. Já a aposentada Maria revelou estar feliz por Jabes ter se candidatado, pois “não houve prefeito melhor que ele na história da cidade. Fui funcionária pública durante seus três mandatos e nunca recebi o pagamento atrasado”, afirma.

 

Ditadura Vargas incinerou em praça pública 1.640 livros de Jorge Amado

Em novembro de 1937, militares baianos queimaram, a mando de Getúlio Vargas, centenas de livros de Jorge Amado onde hoje é a Praça Cayru, na Avenida Contorno

Foto: Reprodução

Jorge Ramos*
Especial para o CORREIO

Perplexas, centenas de pessoas se aglomeraram em frente à Escola de Aprendizes de Marinheiros, em Salvador, no fim da tarde daquela sexta-feira – 19 de novembro de 1937 –  para assistir a um espetáculo inusitado. Em frente ao que hoje é a sede do Segundo Distrito Naval, na Avenida Contorno, uma grande fogueira de livros ardia,  grossos rolos de fumaça escureciam o céu e um forte cheiro de papel queimado se espalhava pelas imediações da parte baixa do Elevador Lacerda e atingia até mesmo a parte alta, a Praça Municipal, a Rua Chile e a Praça da Sé.

Não era um incêndio comum, mas a queima de 1.827 livros considerados “propagandistas do credo vermelho”, como eram chamados pelos militares que, nos dias anteriores, tinham percorrido as livrarias da cidade e apreendido quantos exemplares encontraram. Entre os livros que viraram cinzas naquela tórrida tarde primaveril em Salvador, 1.694 – mais de 90% – eram de autoria de um  jovem  jornalista e escritor baiano:  Jorge Amado.

Os militares baianos cumpriam ordens do interventor recém-nomeado para a Bahia, o coronel Antônio Fernandes Dantas, comandante da VI Região Militar. O episódio gerou curiosamente uma ata, que foi publicada quase um mês depois da fogueira literária pelo jornal Estado da Bahia, de propriedade dos Diários Associados, do magnata da imprensa Assis Chateubriand. O documento (veja reprodução ao lado) serve para demonstrar o quanto havia de intolerância e forte tensão naqueles anos que antecederam a eclosão da Segunda Guerra Mundial. Sob a lupa da repressão estavam os ideais do jovem Jorge.

Oprimidos
Então com 25 anos, ele já conquistara notoriedade como autor de uma temática fortemente social, de   romances considerados “proletários”. Jorge Amado expunha as mazelas do capitalismo, a exploração do trabalho pelo capital e a luta de classes, dissecados em meio a uma saborosa prosa de feição modernista, nas quais exaltava, ao mesmo tempo, a sensualidade do povo baiano, suas crenças e tradições, o folclore e a cultura popular.

Jorge Amado começava a se destacar internacionalmente com a tradução de seus livros, inicialmente para países da América Latina. E era, justamente por isso, um dos mais visados entre os intelectuais brasileiros.  Esquerdista,
ele já tinha sido preso no ano anterior pela polícia política de Getúlio Vargas, na repressão que se seguiu à Intentona Comunista, levante militar promovido pelo proscrito Partido Comunista Brasileiro (PCB) no Rio de Janeiro, antecedido por iguais sedições em Natal e Recife, movimentos revoltosos duramente reprimidos.

Colegas
Além dos militantes comunistas, passaram a ser perseguidos na época muitos jornalistas e escritores, poetas e artistas engajados na oposição a Getúlio Vargas, fossem ou não filiados ao  PCB.  Exemplo de José Lins do Rego, escritor paraibano que não era comunista, e até nutria simpatias pelo integralismo, mas teve vários de seus livros, como Menino de Engenho, arrastados para a fogueira.

Além de Jorge Amado, foram presos naquele ano o líder do PCB, Luiz Carlos Prestes, e a mulher dele, Olga Benário, o militar Agildo Barata, o jornalista Aparício Torelly (o “Barão de Itararé”), o advogado Hermes Lima e o escritor Graciliano Ramos, que retratou magistralmente a saga que vivera no clássico Memórias do Cárcere, onde está uma frase lapidar, que simboliza o eterno conflito entre a liberdade intelectual e o poder discricionário: “Começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social”.

Censura

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Carmelita fala em projetos habitacionais e dignidade para moradores de áreas irregulares

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“Sei o que é uma vida difícil. Aos 3 anos tive que deixar o convívio dos meus pais, na zona rural de Ibicuí, para ser criada por meus tios em Ilhéus. Meus pais, pessoas simples do campo, não tinham condições de me dar uma vida digna, de estudo e de oportunidades. O que ganhavam, mal dava para sustentar os seus oito filhos. Sinto na pele o sentimento de cada um ilheense que não tem uma casa digna, um trabalho decente e uma oportunidade de dar o seu melhor”. O desabafo emocionado foi feito pela candidata a prefeita de Ilhéus, Professora Carmelita, no início da noite de ontem (09), ao participar de um corpo-a-corpo nas invasões do Manguezal, Bambuzal e Vila Nazaré, todos na zona oeste da cidade.

Carmelita defendeu uma política pública de habitação onde as famílias possam ser ouvidas e participem de todo o processo de transferência. “Não é apenas tirar do local de onde vivem e achar que lhes foi dado dignidade”, afirma. Para Carmelita, durante seu governo, a construção de casas populares será uma prioridade. “A presidente Dilma e o governo federal, meus parceiros, vão me ajudar a reduzir o déficit habitacional na cidade”, garante. “Tem candidato aí que já tentou tirar a gente daqui sem nos dar uma opção de moradia. Era sair e ir para debaixo da ponte. Isso não vamos esquecer”, afirmou Luiz da Silva Oliveira, morador do Bambuzal. Carmelita e comitiva foram saudados com muita festa pelos moradores destes locais.

Postura elogiada – “Estar aqui e nos olhar de frente, assumindo compromissos com nossa comunidade é uma postura de quem está disposta a fazer por a gente”, disse a desempregada Mariângela Oliveira, dois filhos aos 26 anos. Além dos moradores, a candidata a prefeita da Coligação Ilhéus Mais Forte conversou com lideranças comunitárias e conheceu as principais dificuldades destas invasões. “Trago comigo e com a minha visita a convicção de que estas pessoas não podem mais ficar à margem das estradas, dos mangues e da própria sociedade. Vi nas crianças deste lugar a história da minha vida. Vi no olohar de pais e mães de família a desesperança nos governantes que os enxergam como um problema. Resolver o problema deles não é milagre. É aplicar com justiça social os recursos que chegam à Prefeitura”, desabafou Carmelita, sob os aplausos dos moradores.





















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